31/01/2010

II GUERRA MUNDIAL:-BOMBA ATÓMICA:Hiroshima e Nagasaki

6 de agosto de 1945 (Hiroshima e Nagasaki)

Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares.

As 8:15 da manhã de 6 de agosto de 1945, quando os moradores de Hiroshima estavam começando o dia, um avião americano B-29, chamado Enola Gay, soltou uma bomba atômica chamada "Little Boy", com 12,500 toneladas de TNT, que detonou 580 metros acima do Hospital Shima próximo ao centro da cidade.
Como resultado do ataque, calor e incêndios, a cidade de Hiroshima foi destruída e 90 mil pessoas morreram naquele dia. Três dias após destruir Hiroshima, outro avião B-29 atacou a cidade de Nagasaki com a terceira arma atômica mundial. O ataque resultou em mortes imediatas de 40 mil pessoas.
Até o final de 1945, 145 mil pessoas tinham morrido em Hiroshima e 75 mil em Nagasaki. Mais dezenas de milhares de pessoas sofreram ferimentos sérios. Mortes entre os sobreviventes continuaram nos próximos anos devido aos efeitos da radiação que também causou o nascimento de bebês com má formação.
Na concepção de muitos, se não da maioria dos cidadãos americanos, as bombas atômicas salvaram a vida de talvez 1 milhão de soldados americanos e a destruição de Hiroshima e Nagasaki é vista como um pequeno preço a ser pago por salvar tantas vidas e levar a guerra terrível ao final. Esta visão dá a impressão que o ataque nestas cidades com armas atômicas foi útil, rendeu frutos e é uma ocasião a ser celebrada.
Más a necessidade de se jogar as bombas para terminar a guerra tem sido amplamente discutido pelos historiadores. Muitos intelectuais, incluindo Lifton e Michell, mostram que o Japão estava com intenções de se render quando as bombas foram jogadas, que a estratégia militar americana havia calculado muito menos baixas de uma invasão do Japão e finalmente que havia outras maneiras de se terminar a guerra sem utilizar bombas atômicas nas duas cidades japonesas.
Entre os críticos do uso das armas nucleares em Hiroshima e Nagasaki estão líderes militares americanos. Em uma entrevista após guerra o General Dwight Eisenhower, que mais tarde viria a ser presidente dos EUA, disse a um jornalista: " ... os japoneses estavam prontos para se renderem e não era necessário atacá-los com aquela coisa terrível."
O Almirante William D. Leahy, chefe do grupo de trabalho de Truman, escreveu:
" Na minha opinião o uso desta arma bárbara em Hiroshima e Nagasaki não ajudou em nada na nossa guerra contra o Japão. Os japoneses já estavam vencidos prontos a se renderem ... Sinto que sendo os primeiros a usá-la, nós adotamos o mesmo código de ética dos bárbaros na Idade Média (...) Guerras não podem ser ganhas destruindo mulheres e crianças ..."
Não há reconhecimento suficiente no mundo e nem nos EUA de que as vítimas das bombas eram na maioria civis, que aqueles mais próximos do epicentro das explosões foram incenerados enquanto os mais distantes receberam a radiação, que muitos tiveram mortes dolorosas e que mesmo hoje, mais de cinco décadas após o ataque com bombas nucleares, os sobreviventes ainda sofrem os efeitos da radiação.
As bombas de Hiroshima e Nagasaki fazem parte do passado. Mas elas ensinem umas das lições mais importantes da humanidade: existe a possibilidade de sermos exterminados como espécie, não simplesmente mortes individuais, mas o fim dos seres humanos.
Cada dia em que as armas nucleares continuem a existir na Terra é um dia que se festeja uma catástrofe como aquelas de Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945.
Mais de 30 mil armas nucleares existem no mundo hoje. Tudo isto apesar de que os maiores e mais antigos portadores de armas nucleares, EUA, Russia, China, França e Reino Unido, terem prometido, há mais de 30 anos, eliminar suas armas nucleares. A proliferação de armas nucleares para Israel , India , Paquistão e Korea do Norte e a possível aquisição e produção de armas nucleares por organizações não estatais, tem aumentado o perigo de uma guerra nuclear intencional ou por acidente mais cedo ou mais tarde.
Rosa de Hiroshima:Ney Matogrosso

II GUERRA MUNDIAL: CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO

Os soviéticos ocuparam Auschwitz a 27 de janeiro de 1945
CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO: CAMPOS DE TRABALHOS FORÇADOS E CAMPOS DE EXTERMÍNIO
O maior massacre da História, conduzido pelos nazis, serviu-se de técnicas de extermínio em massa com vista à eliminação das minorias étnicas (judeus, ciganos etc.). Nos campos de concentração, organizados e dirigidos pelas SS, morreram muitos judeus, incluindo crianças, vítimas do racismo hitleriano. Cerca de seis milhões de judeus morreram nas câmaras de gás, de fome ou de doenças. A solução final da questão judaica, (como lhe chamaram os nazis) pretendia o extermínio de todos os judeus da Europa.
Os alemães espalharam pela Europa 65 campos de concentração. Os campos que ficaram mais conhecidos foram aqueles que se especializaram nas técnicas de extermínio de judeus, como por exemplo, Auschwitz, Dachau e Treblinka. Só em , Auschwitz, morreram cerca de três milhões de pessoas e muitos dos corpos foram incinerados em fornos crematórios.
--------------------------------------------------------------------------------

Portugal manteve um atitude neutral durante este conflito. No entanto, é de realçar o papel de um diplomata português que salvou milhares de judeus dos campos de concentração. Trata-se de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em França, (Bordéus) desde 1938. Milhares de judeus e outras pessoas, perseguidas pelos nazis, procuravam obter vistos nos passaportes para poderem fugir de França, na altura ocupada pelos alemães. Aristides de Sousa Mendes, desobedecendo às ordens de Salazar, passou milhares de vistos a essas pessoas que assim escaparam da morte certa. Aristides de Sousa Mendes foi destituído do cargo e acabou por morrer na miséria em 1954.

Libertação de Auschwitz:Cenas da libertação do campo de Auschwitz pelos Russos.


A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM MAPAS

31 JANEIRO 1891: REPÚBLICA PORTUGUESA

31 de Janeiro.
Gravura publicada na Illustração:
 revista universal impressa em Paris, 1891,
vol. 8 Gravura de Louis Tynayre
que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos
 entrincheirados no edifício da Câmara Municipal,
durante a Revolta republicana do Porto.
A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi a primeira tentativa de implantação do regime republicano em Portugal.
Itinerário:
Rua D. Manuel II: o Batalhão de Caçadores 9 sai da Rua D. Manuel II, antiga Rua dos Quartéis numa noite fria e chuvosa. Lá estava também Alves da Veiga, advogado e professor, um dos líderes da revolução republicana de 31 de Janeiro.
Cadeia da Relação: O primeiro “Viva à República” foi dado pelo Sargento Abílio, perto da antiga Cadeia da Relação. Este militar pediu ao alferes Malheiro que comandasse o Regimento de Infantaria 10 até ao Campo de Santo Ovídio. Na cadeia, encontrava-se preso o jornalista João Chagas, director do jornal “A República Portugueza”.
Campo de Santo Ovídio – Praça da República: o Batalhão de Caçadores 9 e a Infantaria 10 chegam ao Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, por volta das 2h30 da madrugada. Contavam também com o apoio de uma companhia da Guarda Fiscal. A Infantaria 18 não sabia ao certo se apoiaria a revolta, acabando por não sair do quartel. Resolvido o impasse, a República foi proclamada e saudada por militares e populares.
Rua do Almada: os militares descem a Rua do Almada em direcção à antiga Praça D. Pedro IV, hoje Praça da Liberdade. Uma banda a tocar o hino republicano “A Portuguesa” abria o caminho aos militares e mais civis que, entretanto, se juntavam à revolta.
Praça D. Pedro IV – Praça da Liberdade: já de manhã, os militares chegam à Praça D. Pedro IV e começam a formar regimentos frente ao antigo edifício dos Paços do Concelho. Alves da Veiga proclama a República à varanda da Câmara Municipal e lê os nomes dos elementos que iriam formar o governo provisório.
Rua de Santo António – Rua 31 de Janeiro: declarada a República, um regimento militar decide subir a Rua de Santo António, actual Rua 31 de Janeiro, com vista a tomar a estação de Correios e Telégrafos. Os revoltosos são surpreendidos pela Guarda Municipal, encontrada, estrategicamente, em escadarias (que já não existem) da Igreja de Santo Ildefonso. Com uma artilharia superior, a Guarda Municipal abafou a revolta republicana do Porto. Relatos da época apontam a morte de 12 revoltosos e 40 feridos.
Foi uma “revolta malograda”, como caracteriza Germano Silva, mas que deixou plantado no país “o génio e a mentalidade” republicana, refere o historiador da Invicta. Com o objectivo de descobrir a rota dos revoltosos, o SAPO acompanhou Germano Silva e dezenas de portuenses que seguiram o jornalista e historiador numa visita aos locais que marcaram a revolta. No âmbito do centenário da Primeira República, o Jornal de Notícias está a organizar passeios históricos pela cidade com vista a relembrar acontecimentos da época.

As causas
No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique. As figuras cimeiras da "Revolta do Porto" foram o capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro, o tenente Coelho, o dr. Alves da Veiga, o actor Verdial e Santos Cardoso, além de vultos eminentes da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.
O acontecimento
A revolta tem início na madrugada do dia 31 de Janeiro, quando o Batalhão de Caçadores nº9, liderados por sargentos, se dirigem para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria 18 (R.I.18). Aínda antes de chegarem, junta-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da Cadeia da Relação; o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo tenente Coelho; e uma companhia da Guarda Fiscal. Embora revoltado, o R.I.18, fica retido pelo coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demontrar a sua neutralidade no movimento revolucionário.
Os revoltosos descem a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar o governo provisório da República, e hastear uma bandeira vermelho e verde. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.
No entanto, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. Terão sido mortos 12 revoltosos e 40 feridos.
O desfecho
A reacção oficial seria implacável, tendo os revoltosos sido julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios de guerra, ao largo de Leixões. Para além de civis, foram julgados 505 militares. Seriam condenados a penas entre 18 meses e 15 anos de prisão mais de duzentas pessoas.

Em memória desta revolta, logo que a República foi implantada em Portugal, a então designada Rua de Santo António foi rebaptizada para Rua de 31 de Janeiro.
31.Janeiro.1891 - A revolta republicana

22/01/2010

HOLOCAUSTO

Holocausto
Crianças trajando o famoso "pijama listrado",
o uniforme usado pelos judeus nos campos de concentração
A palavra holocausto deriva da combinação de dois termos gregos, holo (todo) e caustos (queimado). Originalmente, como ainda hoje, designava um ritual religioso onde uma oferenda era consumida pelo fogo. Entre os judeus, essa oferenda era um animal, normalmente um ovino. Nos tempos modernos a palavra holocausto é utilizada para identificar um devastador desastre humano: a palavra identifica, assim, o genocídio do povo judaico pela Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
No século XIX as comunidades judaicas de muitos países da Europa tinham atingido o respeito e um estatuto quase de igualdade relativamente às outras comunidades coabitantes nos seus países. Contudo, por vezes, os Judeus eram assediados por grupos anti-semíticos. Nas primeiras décadas do século XX, perante as graves dificuldades sócio-económicas sentidas, esta situação viria a agravar-se.
Quando o regime nazi se instalou na Alemanha, em Janeiro de 1933, foram de imediato lançadas medidas anti-semíticas. Por exemplo, o estatuto de judeu foi redefinido e obrigava à determinação da religião dos avós: qualquer indivíduo que tivesse algumas gerações de antepassados judaicos era logo rotulado como judeu, independentemente de pertencer ou não a uma comunidade judaica. Mas o processo era muito mais complexo. Por exemplo, havia os meios judeus. Estes eram apenas considerados judeus se pertencessem a essa religião, ou se se casassem com uma pessoa dessa raça e credo. Todos os outros meio-judeus e pessoas que tinham um só avó judeu eram chamados Mischlinge. Esta importância que os nazis atribuíam à descendência era tida como uma forma de afirmação da raça, mas mais do que isso, era um meio de identificar e delimitar os alvos das leis discriminatórias.
Entre 1933 e 1939, o Partido Nazi, aliado a Agências Governamentais e aos Bancos, obrigou ao afastamento dos judeus de toda a vida económica. Os indivíduos considerados não arianos eram destituídos dos postos nos serviços públicos, as empresas judaicas foram fechadas ou vendidas por um preço inferior ao razoável e entregues a outras companhias que eram pertença ou administradas por não-judeus.
Neste processo de "arianização", as empresas e os negócios dos Judeus transitaram para donos germânicos, com as poupanças e lucros destas vendas "amealhados" pelos hebreus a serem também abrangidos por pesadas taxas especiais.
Em Novembro de 1938, o assassinato de um diplomata alemão em Paris, perpetrado por um jovem judeu, motivou o incêndio de todas as sinagogas na Alemanha, bem como a detenção de centenas de elementos judaicos e a destruição de muitas montras das suas lojas, numa noite conhecida como a Kristallnacht. Esta noite seria o aviso para os Judeus da Alemanha e da Áustria emigrarem. Algumas centenas de milhares de pessoas procuraram refugiar-se noutros países, mas um considerável número de judeus, sobretudo os mais velhos e os mais pobres, permaneceram na Alemanha.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o exército alemão ocupou a parte ocidental da Polónia e assim passou a exercer o seu domínio sobre mais 2 milhões de judeus, que foram atingidos por restrições ainda mais rígidas do que as dos seus congéneres alemães.
Os Judeus polacos foram encerrados em ghettos, limitados por arame farpado, chefiados por um conselho responsável pelo alojamento, condições sanitárias e actividades produtivas. A comida e o carvão entrava nos ghettos, de onde saíam produtos manufacturados para o exterior. A escassa alimentação, também pouco calórica, era por vezes completada por alimentos obtidos no mercado negro, onde atingiam preços muito elevados. O alojamento era também insuficiente para o número de pessoas concentradas nestas verdadeiras prisões, onde se propagava o tifo e outras doenças.
Em Junho de 1941, os exércitos alemães invadiram a União Soviética (URSS), ao mesmo tempo que as SS, as unidades de ''choque'' da polícia do Partido Nazi, enviavam 3000 soldados ''especializados'' para a URSS para liquidar todos os judeus na região - um dos mais importantes dirigentes das SS foi o coronel Adolf Eichmann, que na década de 60 foi julgado e executado em Israel (cinicamente, Eichmann declarou perante os juízes que só lamentava o facto de ter conseguido eliminar seis milhões de judeus e não os doze milhões que constavam das suas previsões iniciais).
Estes esquadrões, os Einsatzgruppen, faziam os seus massacres em valas e ravinas perto das cidades russas, sob os olhares de soldados e residentes. Somente muito tempo depois é que os rumores desses horrores chegaram até à comunidade internacional.
Um mês depois destas operações na URSS, no Verão de 1941, Hermann Goering, a segunda figura na hierarquia do regime, enviou uma directiva para o líder da Segurança do Reich, Reinhard Heydrich, incumbindo-o de organizar a "Solução Final" da questão judaica, para a totalidade da Europa dominada pelos nazis.
Em Setembro de 1941, os judeus da Alemanha foram forçados a usar uma estrela amarela e, meses depois, milhares de pessoas foram deportadas para os campos da Polónia e para cidades tomadas aos russos. Era a preparação dos campos de concentração, dos tristemente célebres "campos de morte".
Estes campos, construídos principalmente na Polónia, estavam apetrechados com equipamentos especiais de gás para matar os judeus e eram ocupados por indivíduos vindos dos campos das imediações; por exemplo, só do ghetto de Varsóvia vieram aproximadamente 300 000 prisioneiros. Nas primeiras viagens eram deportadas as mulheres, as crianças e os idosos, que não eram tão produtivos quanto os homens. Os judeus em condições para trabalhar ficavam nas fábricas, mas também acabariam por ser mortos mais tarde.
O maior volume de deportações ocorreu nas estações do Verão e do Outono de 1942, numa altura em que começaram a chegar algumas notícias dos massacres à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos. Em Abril de 1943, os judeus que ainda sobreviviam em Varsóvia, ofereceram resistência aos alemães durante três semanas, no célebre motim do ghetto da capital polaca.
Estas deportações geraram alguns problemas políticos e administrativos aos nazis. Nos países satélites da Alemanha, como a Eslováquia e a Croácia, eram feitas negociações para efectuar as deportações. Na França Livre, o governo de Vichy, que tinha adoptado as leis anti-semíticas, deu início às detenções antes até que a Alemanha o solicitasse. O governo fascista italiano, no entanto, recusou-se a cooperar até ao dia que o país foi ocupado pelas tropas do Reich, em 1943, o mesmo sucedendo com a Hungria, obrigada a colaborar quando foi invadida em Março de 1944. A Roménia, um país colaborador no massacre de judeus na URSS, também recusou entregar os seus judeus. Na Dinamarca, o povo resolveu salvar os judeus, ao transportar muitos deles para a Suécia, um país neutro.
Sempre que possível, os alemães recolhiam os pertences dos deportados, tanto na Alemanha como em países como a França, a Bélgica e a Holanda.
O transporte dos judeus para os campos de concentração era feito normalmente de comboio, tendo a polícia que pagar ao estado alemão uma viagem de terceira classe (apenas de ida) por cada deportado. Quando o número era macabramente igual ou superior a 1000, as pessoas enchiam os vagões mediante metade da tarifa. Nestas viagens morosas, muitos idosos e crianças morriam.
Na Polónia, os pontos de chegada destes comboios eram em Kulmhof, Belzec, Sobibor, Treblinka, Lublin, e Auschwitz (em polaco, Oswiecim). Kulmhof tinha câmaras de gás; em Belzec havia equipamentos de monóxido de carbono; em Lublin os deportados foram gaseados ou simplesmente abatidos e em Aushwitz mais de um milhão de judeus sucumbiu nas câmaras de gás. Auschwitz era composto por vários campos prisionais. À entrada do perímetro desses campos, junto à estação de comboio, ainda se lê a inscrição com que os nazis saudavam os judeus: Arbeit macht freie (o trabalho liberta).
Este último campo de concentração ficava perto de Cracóvia, e ao contrário dos outros campos, nele era utilizado um gás de rápido efeito: o cianeto de hidrogénio. As suas vítimas vinham de todos os países da Europa ocupada ou pró-nazi, da Noruega à Grécia; eram judeus e não judeus que, em muitos casos, foram sujeitos a experiências médicas, em particular a esterilizações. Alguns milhares foram utilizados pelo notório Dr. Joseph Mengele (o Anjo da Morte de Auschwitz) em experiências médicas macabras e degradantes, acabando igualmente nas câmaras de gás, quando não sucumbiam durante as próprias experiências. Se, nalguns casos, estas cobaias humanas eram utilizadas, contrariando os ditames da ética médica, como puros e simples animais de laboratório, em tentativas de encontrar vacinas ou outros tratamentos específicos para epidemias que atingiam os militares alemães, noutros casos não passavam de vítimas da demência de alguns homens e da brutalidade desumana do próprio sistema.
Embora só os judeus e os ciganos fossem sistematicamente mortos com gás, muitos dos outros prisioneiros morreram de fome, de doença ou foram pura e simplesmente abatidos. Para apagar os vestígios destes horrores foram construídos fornos crematórios para incinerar os corpos depois do extermínio com o gás.
Em 1944, este campo foi fotografado pelos Aliados que procuravam alvos industriais. As suas fábricas (nomeadamente da I. G. Farben, de produtos químicos) foram bombardeadas, mas não as câmaras de gás.
Esta política de genocídio, sem paralelo na História anterior da Humanidade pelo carácter sistemático do seu planeamento e da sua execução e pelo saldo em termos demográficos, encontrou algumas resistências significativas, que não se podem deixar de registar, apesar do seu carácter disperso: constituição de redes clandestinas de emigração (que, por exemplo, trouxeram muitos fugitivos judeus para Portugal, de onde partiam depois para a América), apoio de diplomatas sensíveis aos direitos humanos (por vezes contrariando as instruções dos seus governos, como o cônsul português Aristides de Sousa Mendes, que salvou alguns milhares de pessoas) e levantamentos armados, em desespero de causa, de algumas comunidades judaicas (o mais célebre dos quais foi a revolta do Gueto de Varsóvia).
No final da Segunda Guerra Mundial, milhões de judeus, eslavos, ciganos, Testemunhas de Jeová e comunistas, entre muitos outros, haviam perecido no Holocausto. Estima-se que pereceram às mãos dos nazis mais de 5 milhões de judeus, 3 milhões dos quais em campos de extermínio, 1,4 milhões em operações de fuzilamento e mais de 600 000 nos ghettos.
Depois do fim da guerra, os Aliados, enquanto forças vitoriosas, fizeram uma grande pressão para se estabelecer a pátria judaica para os sobreviventes do Holocausto. Passados 3 anos após a derrota alemã foi formado o estado sionista de Israel, a terra prometida dos judeus.
Como referenciar este artigo:
Holocausto. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-01-22].
Broken Silence Trailer

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi gerada a partir dos erros e imperfeições do Tratado de Versalhes, pelos efeitos nocivos da crise de 1929 e pelo conflito ideológico em torno das rivalidades entre o fascismo, por um lado, e os regimes democratas e o comunismo por outro. Neste conflito à escala do mundo, foram utilizados meios de destruição nunca vistos, como a bomba atómica, numa verdadeira guerra total que teve graves repercussões a vários níveis.
Na Primeira Guerra Mundial as responsabilidades do conflito bélico foram, mais ou menos, repartidas pelos seus intervenientes, enquanto que na Segunda Guerra Mundial a responsabilidade é indubitavelmente atribuída às ambições imperialistas germânicas e japonesas. Com o desfecho da Grande Guerra, a Alemanha ficara numa posição bastante difícil, agravada pela imposição de ter de pagar as "reparações" da guerra e por sofrer directamente os efeitos da crise de 1929. Este panorama crítico facilitou a adesão dos alemães ao programa político de Adolf Hitler. Este era um líder político carismático que exigia a revisão do Tratado de Versalhes, e tinha pretensões para além dos conceitos pan-germanistas. Hitler construiu um discurso, sedutor para muitos alemães, assente na proclamação da superioridade da raça ariana e num sentimento profundamente racista voltado, sobretudo, contra a população judaica.
A superioridade da raça e o anti-semitismo eram justificados pelo direito que a Alemanha reclamava de "alargar o seu espaço vital" ("Lebensraum"), à custa de territórios de povos considerados inferiores da Europa Central e Oriental.
O Japão partilhava com a Alemanha esta ideologia imperialista. Desde a década de 30, o país encontrava-se sob a dominação do partido militar e procurava obter mercados para a sua produção em crescendo e facilidades comerciais. Além disso, pretendia igualmente alargar a sua rede de influências no Pacífico e na Ásia Oriental. Entre 1931 e 1932 anexou a Manchúria, e em 1937 ocupou-se da conquista da China, vindo a ameaçar as posições inglesas (Singapura, Malásia, Índia, ...) e americanas no Pacífico.
A Alemanha de Hitler, a Itália fascista e o império nipónico, apresentavam neste período regimes políticos com algumas afinidades. Em comum, tinham as preocupações militaristas e, sobretudo, a antipatia relativamente às potências saídas vencedoras na luta pela hegemonia dos oceanos.
A criação do eixo Berlim-Roma, a 1 de Novembro de 1936, resultou das sanções impostas à Itália pela comunidade internacional, na sequência da Guerra da Etiópia de 1935. Àquela aliança veio a aderir, pouco depois, o Japão.
A Guerra Civil Espanhola, em 1936-1939, foi um dos "palcos" de ensaio da II Guerra Mundial (a par da Áustria, da Manchúria e, em menor grau, da Etiópia). Neste conflito, a Inglaterra, a França e a URSS mostraram-se mais inclinadas para a defesa da facção governamental republicana, enquanto a Alemanha e a Itália estavam claramente ao lado da facção nacionalista do general Franco, a quem concederam apoio militar, através do qual puderam testar as armas e experimentar tácticas de guerra.
O líder alemão procurava absorver territórios por tradição germânicos (como a região dos Sudetas, na Checoslováquia), ao passo que o Ocidente Europeu, sobretudo a Inglaterra, estava como que "adormecido" e confiante numa política de concessões que mais não fez do que fortalecer a confiança da Alemanha.
A Inglaterra e a França só despertaram para o problema alemão quando Praga foi ocupada pela Wehrmacht (um exército terrestre alemão). Nesta altura, a URSS tentou uma aproximação com a Alemanha (Pacto Germano-Soviético de 23 de Agosto de 1939), pois considerava a capacidade de resistência ocidental pouco consistente. Este facto permitiu a Hitler avançar para a guerra, sem temer entrar em combate em duas frentes.
A 1 de Setembro de 1939, a Wehrmacht avançava sobre a Polónia, e a 3 desse mês a Inglaterra, e depois a França, declaravam guerra ao III Reich.
Entre 1940 e 1941, a II Guerra Mundial entrou na sua primeira fase, denominada "Guerra Relâmpago" ("Blitzkrieg"), na qual a Alemanha dispunha de preciosas vantagens: uma forte unidade de comando, um líder carismático próximo do povo, uma já longa e eficiente propaganda, um exército bem apetrechado e bem treinado que lançou ataques relâmpago, a partir de tanques e da sua aviação. Esta "blitzkrieg" consistia no bombardeamento aéreo intensivo dos objectivos e no avanço rápido da infantaria, protegido pelas eficazes e velozes divisões blindadas - "Panzer".
A França não tinha capacidade de resposta a um ataque deste tipo, uma vez que não conhecia uma unidade política; estava ainda presa a tácticas antigas e não dispunha de um exército e de uma aviação tão poderosas como os alemães. Como reflexo desta obsolência táctico-militar refira-se o facto de Paris basear a defesa numa estática e ultrapassada linha defensiva concebida para um conflito como o da I Guerra Mundial: a "linha Maginot".
No espaço do mês de Setembro de 1939, a Polónia foi invadida e dividida entre a Alemanha e a União Soviética, sem que a França tivesse tido sequer hipótese de reagir. Entretanto, a URSS atacava a Finlândia, que se revelaria um "osso duro de roer" e inconquistável. Agora as atenções da guerra estavam voltadas para a Escandinávia. Os alemães ocuparam de seguida a Dinamarca (num só dia!), e atacaram a Noruega em Abril de 1940, obrigando à retirada dos seus inimigos em Junho de 1940. Fechavam assim o Atlântico Norte e o báltico aos ingleses e soviéticos, para além de acederem ao ferro nórdico, tão importante para a indústria de guerra.
A 14 desse mês, a cidade de Paris foi tomada pelas forças alemãs, e o governo de Pétain pediu o Armistício, assinado a 22 de Junho, numa altura em que os alemães tinham chegado já à fronteira com a Espanha. Apenas a França meridional (à excepção da Aquitânia) ficou livre dos alemães. Na linha Maginot, nem sequer se chegou a disparar um tiro, pois os alemães contornaram-na através da invasão das neutrais Bélgica e Holanda, o que surpreendeu a França e indignou o mundo. A chamada "drôle de guerre" ("guerra de brincadeira") revelou-se extremamente amarga para os franceses. A 10 de Julho a Itália juntou-se à Alemanha, e a Inglaterra estava cada vez mais isolada, sobretudo, depois da queda da França. No entanto, sob a forte liderança do Primeiro Ministro britânico Winston Churchill, erguia-se a resistência. Esta beneficiou de uma aparente derrota que consistiu na célebre e dramática retirada de Dunquerque, à primeira vista um desastre para os Aliados, mas que permitiu a reorganização das forças em solo britânico. Logo então se verificou a mobilização e apoio da nação inglesa; na retirada, a grande operação "Dínamo", foram utilizados todos os meios navais possíveis e os cidadãos ingleses participaram usando os seus barcos de recreio para evacuar as tropas.
Hitler não pode invadir a ilha, num primeiro momento, mas procurou continuar a desafiar a sua moral, através de constantes bombardeamentos.
Na "Batalha de Inglaterra", travada entre Agosto e Novembro de 1940, muitas cidades inglesas, sobretudo as do sul, foram destruídas mas, apesar disso, a Luftwaffe (a força aérea alemã) fracassou no seu intento. Os ingleses contavam com a sua superioridade marítima, e no Verão desse ano foram abastecidos com material de guerra vindo da América do Norte. Além disso socorreram-se de um novo invento militar extremamente eficaz e ainda não possuído pelos alemães: o radar, que surpreendeu Hitler e os seus generais.
Na Líbia os italianos lutavam com os ingleses enquanto as potências do Eixo se ocupavam da reorganização da Europa segundo as suas conveniências políticas. Mussolini queria mais protagonismo do que o que lhe era concedido, e por essa razão decidiu atacar a Grécia em 28 de Outubro de 1940; só que, tanto na Grécia como na Líbia, teve de pedir auxílio aos alemães.
Ao mesmo tempo que o Afrikakorps do general Rommel chegava então a África, em Fevereiro de 1941, a Jugoslávia era invadida pelas divisões blindadas de von Kleist; pouco depois, as de List invadiram a Grécia e Creta. Nestas operações manifestou-se, mais uma vez, a capacidade inventiva da máquina de guerra alemã: falamos da intervenção das tropas aéro-transportadas, que já tinham tido imenso sucesso e efeito surpresa na Holanda e Dinamarca. Com a II Guerra Mundial pela primeira vez na história dos conflitos bélicos eram utilizados pára-quedistas.
Entre 1941 e 1942 o Eixo avançou; todavia, os planos de Hitler foram alterados. A Guerra Relâmpago não lhe dera a conquista da Inglaterra e as relações com a URSS, entretanto, tinham-se destabilizado, a ponto da Alemanha invadir o seu ex- "aliado", na "Operação Barbaroxa", iniciada em Junho de 1941, atrasada por dois meses devido a problemas nos Balcãs.
O sucesso inicial pertenceu às forças hitlerianas, que em Setembro de 1941 cercaram Leninegrado (actual S. Petersburgo) e tomaram Kiev a 19 de Setembro. O general von Block saiu vitorioso nas batalhas do cerco de Minsk e em Bialystock, e, seguidamente, nas de Viazma-Briansk. Em Outubro, chegava às portas de Moscovo.
A Wehrmacht, exausta e esgotada, retirou-se então para retemperar as suas forças, mas quando retomou as operações foi surpreendida pelo rigoroso Inverno russo. Esta campanha revelou-se num extremo fracasso para os até aí sempre vitoriosos exércitos alemães. A acção do célebre "general inverno" e a resistência das tropas soviéticas, foram decisivas para a derrota nazi a leste. Os exércitos alemães, profundamente desgastados e dizimados, foram obrigados a retirar. A primeira grande derrota de Hitler ecoou por toda a Europa, onde crescia o sentimento de revolta das populações contra o invasor e a esperança renascia. Criava-se, entre os alemães, principalmente os militares, o terrível espectro negativo da "Frente Russa", um castigo para muitos soldados que levavam apenas "bilhete de ida" ...
Em 1941 a Inglaterra era favorecida por uma lei norte-americana votada pelo congresso, a lei de empréstimo-arrendamento, que permitiu o envio de material para a Europa, imediatamente colocado ao serviço da Inglaterra; nesse mesmo ano, os americanos aprovavam um plano de auxílio à URSS. A 14 de Setembro de 1941, num navio de guerra no Atlântico, foi assinada a Carta do Atlântico, entre a Inglaterra e os Estados Unidos da América, um documento onde eram propostos os objectivos da guerra e do pós-guerra por parte dos Aliados. Nesta fase dos acontecimentos o presidente norte-americano, Roosevelt, não tinha o apoio da opinião pública americana, que era contra a entrada do seu país na guerra. No entanto, esta posição mudou radicalmente com o ataque japonês a Pearl Harbor, que fez entrar os EUA na II Guerra Mundial (7 de Dezembro de 1941); a 11 de Dezembro, a Itália e a Alemanha declararam guerra aos Estados Unidos, numa altura em que a URSS adoptava uma posição de neutralidade no conflito do Extremo Oriente.
Nesta área, o Japão já tinha tomado o Sudoeste Asiático e ameaçava a Austrália. A ofensiva apenas foi contrariada pela batalha de Midway (ilhas a norte do Hawai), em Junho de 1942, em que os americanos vencem e travam o avanço nipónico, mudando o curso da guerra do Pacífico. Com estes acontecimentos terminava, segundo os especialistas, a fase vitoriosa do Eixo. A partir de então, a guerra entrava naquilo a que vulgarmente se designa "o equilíbrio de forças", um período que a longo prazo se revelará decisivo no percurso do conflito.
O ano de 1942 foi um bom ano para o Eixo. Em Julho de 1942 a Wehrmacht lançou uma nova ofensiva, conquistou a Criméia, chegou ao Cáucaso (região petrolífera) e ao Volga (minas de carvão e ferro abundantes), enquanto o Afrikakorps se aproximava do Cairo. Começava a crescer o prestígio do comandante Erwin Rommel, encarado por todos (alemães e adversários aliados) como um superdotado e protegido pela sorte. A tal ponto que o comando Aliado publicou diversas ordens de serviço onde se referia, expressamente, que aquele a quem chamavam "a raposa do deserto", era um militar como outro qualquer e passível de ser derrotado - como viria a suceder. O Reich estava a interferir no Médio Oriente, instigando a revolta das populações árabes contra os ingleses e, juntamente com o Irão, atacava a Índia britânica, também fustigada pelos japoneses, que dominavam a leste, a colónia inglesa de Burma (hoje Myanmar ou Birmânia). Mas estas vitórias quase se podem considerar o "canto do cisne" do avanço das forças totalitárias.
Nesta altura a batalha também evoluia no Atlântico para um conflito naval que se travava mesmo antes da entrada oficial dos Estados Unidos na guerra. A acção dos submarinos do Almirante Doenitz, (no fim da guerra, por uns dias, ainda sucedeu a Hitler), os terríveis "U-Boat" (U2) foi avassaladora, afundando milhões de toneladas, entre navios de guerra e de transporte. Mais uma vez a tenacidade da resistência aliada, reforçada com a entrada dos americanos no conflito e o desenvolvimento de novas armas (como as cargas de profundidade) e tácticas navais, foi decisiva para os aliados levarem a melhor. A "limpeza" dos mares, até aí infestados de submarinos germânicos, foi decisiva para a manutenção e intensificação de linhas de abastecimento entre a Europa (mais propriamente entre as ilhas britânicas e as bases americanas dos Açores) e a América do Norte.
O "raid" japonês a Pearl Harbor desorganizou momentaneamente a máquina bélica norte-americana. Contudo, os EUA recuperaram bem com uma rápida readaptação da indústria de guerra, a qual prontamente recompensou as perdas sofridas. Este país assumiu a partir de então o papel de "arsenal" das potências aliadas.
O Exército Vermelho continuava a lutar, ao mesmo tempo que os aliados passavam ao contra-ataque bombardeando as cidades ocupadas numa Europa dominada pela Alemanha. Esta nação era forte mas revelava fragilidades: a carência de matérias-primas e de mão-de-obra eram as mais evidentes. Para as resolver, os nazis aplicaram uma política repressiva nos países ocupados, explorando os seus reclusos e obrigando à deportação de milhares de pessoas para diversos campos-de-trabalho. Contudo, o objectivo não era apenas este. Os nazis praticaram uma politica racista, perseguindo ciganos e sobretudo judeus, em especial no leste da Europa. Os vários milhões de pessoas deportadas não foram levadas para campos-de-trabalho; foram conduzidas para os tristemente célebres campos de morte - Auschwitz, Dachau, Treblinka, entre outros - onde foram pura e simplesmente exterminadas.
Do Outono de 1942 a 1945, a vitória passou a estar ao alcance dos Aliados. Terminara a fase do equilíbrio de forças e contenção no avanço territorial germânico e iniciava-se a última etapa do conflito: o avanço aliado. A 23 de Outubro de 1942 o general Montgomery iniciou uma contra ofensiva britânica no Egipto, perseguindo as forças italianas e germânicas que se refugiaram na Tunísia. Depois de El Alamein, "Monty" dominava o Norte de África. Para além do génio militar deste general bem como do seu congénere norte-americano Patton, que derrotou os italo-alemães na batalha de Kesserling, o VII exército aliado beneficiou do desgaste do material alemão e do corte no envio de reforços por parte de Berlim. Rommell, entretanto, é enviado para a França, onde terá a seu cargo a supervisão da defesa da barreira atlântica alemã ("a muralha do Atlântico") contra a eminente invasão aliada.
Em Novembro, as tropas anglo-americanas desembarcaram no Norte de África francês, de onde partiu o ataque de Itália. No final de 1942, o Exército Vermelho lançou uma operação ofensiva no Volga, onde as forças germânicas comandadas por Von Paulus resistiram até ao limite das suas forças, vindo a capitular a 2 de Fevereiro de 1943. Neste contra-ataque soviético, deu-se a célebre batalha de Estalinegrado (hoje Volvogrado, S. Petersburgo), confronto decisivo e tristemente emblemático da II Guerra Mundial. De 25 de Agosto de 1942 a 2 de Fevereiro de 1943, os alemães ocupantes (depois da ofensiva sobre o Cáucaso) sofreram um duro cerco dos soviéticos, perante o qual capitulam, deixando um rasto de cerca de 300 000 soldados seus mortos. Rebentava um verdadeiro escândalo e mau-estar entre os comandos alemães: pela primeira vez, um general alemão, von Paulus, aceitava render-se ao inimigo. Hitler chamar-lhe-ia "traidor". O cerco a Estalinegrado foi mesmo considerado um dos episódios mais dramáticos da guerra. A população soviética, abandonada à sua sorte, sofreu horrores nunca vistos. Conta-se que, para sobreviver, muitos soldados foram levados a alimentar-se com carne humana, dos familiares que pereceram vítimas das balas alemãs, do frio e da subnutrição ou mesmo de soldados.
Nesse ano o Eixo perdia em todas as frentes. No Pacífico, os americanos conquistam Guadalcanal, e estavam a preparar uma grande ofensiva. Entre o Inverno e a Primavera, o Exército Vermelho prosseguiu a sua marcha, recuperou Rostov em Fevereiro de 1943, Kharkov em Agosto; Donetsk e Kuban em Setembro, Smolensk a 25 de Setembro e Kiev a 6 de Novembro.
A 24 de Julho, Mussolini tinha caído nas mãos dos seus inimigos, na sequência do desembarque dos Aliados na Sicília a 10 de Julho de 1943, enquanto a Alemanha persistia em resistir. Mussolini fora preso pelo rei, mas de seguida foi libertado pelas SS, enquanto a Itália continental era ocupada pela Wehrmacht.
A 9 de Setembro de 1943, os Aliados desembarcaram em Itália, em Anzio, onde encontraram uma forte resistência. Só a 4 de Junho de 1944 conseguiram tomar a cidade de Roma depois de conquistarem o reduto nazi de Monte Cassino, cerco que também ficou célebre tal foi a destruição e mortandade atingidas. Na tomada de Itália, os franceses entraram de novo em grande força no conflito com um contingente das F.F.L. (Forças Francesas Livres).
Após o encontro entre os líderes das potências aliadas, o presidente norte-americano F. D. Roosevelt, o primeiro Ministro britânico Winston Churchill e o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (P.C.U.S.) José Estaline, efectuado na Conferência de Teerão (Irão) entre Novembro e Dezembro de 1943, os ingleses e americanos prepararam uma ofensiva militar decisiva para o desfecho deste conflito - o desembarque na Normandia. Esta operação, de nome de código Overlord, dirigida sob o alto comando do general Dwight Eisenhower, foi preparada ao longo de meio ano.
A Alemanha tentava aguentar a situação militar e manter o moral, mas a guerra começava a escapar do seu controlo. Na Primavera de 1944, os russos desenvolveram uma nova grande ofensiva no vale do Dniepre. Tomaram Odessa, a Criméia e Sebastopol, invadindo depois a Roménia e a Bulgária.
Entre 1944 e 1945, a guerra entrou numa fase que conduziria à derrota total das forças tripartidas do Eixo. A 6 de Junho de 1944 (dia D, ou J, de jour para os franceses), as forças conjuntas inglesas e americanas desembarcaram na costa da Normandia, onde se instalaram, para depois penetrarem na linha defensiva alemã de Avranches a 30 de Julho, que exploraram bem, até à entrada em Paris a 25 de Agosto, passando depois para o Somme, Aisne e Marne. O segundo desembarque das forças aliadas, desta feita franco-americano, efectuou-se na Provença a 15 de Agosto, permitindo a libertação de Toulon e de Marselha (na França Livre, mas dominada pelos nazis), duas importantes bases navais. À medida que se desenrolavam estes acontecimentos, acções de guerrilha (da Resistência e dos "Maquisards") tentavam destabilizar as forças germânicas, na retaguarda.
Era, por assim dizer, o prolongamento de uma das facetas mais heróicas da guerra: a da resistência nos países ocupados. O grande episódio desta "guerra da noite" desenrolara-se por toda a França onde o "maquis" (designação de um género arbustivo típico do sul de França, onde se localizavam os redutos dos resistentes "maquisards") protagonizou a chamada "batalha do rail", desorganizando e sabotando o sistema de transporte e abastecimento das tropas alemãs, através de comboios, bem como fornecendo informações vitais aos comandos aliados. Entre os mártires desta "guerra", citem-se, entre tantos, os nomes de heróis como Jean Moulin ou o historiador Marc Bloch.
Mas este movimento não se resumiu à França. Em todos os países houve quem não receasse perder a vida pela liberdade pegando em armas contra o invasor e, neste processo, destacaram-se os militantes dos partidos de esquerda. A título de exemplo veja-se o caso da Jugoslávia, cuja resistência ficou, quase em exclusivo, a dever-se aos guerrilheiros do general croata Tito (Jozip Broz). A Wehrmacht entretanto retirava-se para as fronteiras alemãs, mas Hitler depositava as suas esperanças na utilização de uma nova arma: as bombas V1 e V2, usadas em 1944 no bombardeamento das cidades inglesas, a partir de bases na Noruega e na ilha de Helgolândia.
Depois de alguns sucessos na contra-ofensiva das Ardenas, os alemães foram travados pelos norte-americanos. Na região renano-alsaciana, os franceses ocupavam Estrasburgo em Setembro, mas só acabaram com a bolsa de resistência alemã de Colmar em Fevereiro de 1945.
A frente oriental parecia estar estável, mas o Exército Vermelho preparava a sua última grande ofensiva, concretizada a partir de 12 de Janeiro de 1945, quando tomou Varsóvia, Cracóvia, Lodz e, em Fevereiro, Budapeste e Poznan.
A partir de Fevereiro de 1945, a guerra chegava ao interior das fronteiras da Alemanha. Os alemães, estupefactos, foram batidos pelos russos em Torgau, ponto de encontro das duas frentes aliadas, no Elba, a 25 de Abril de 1945. Em Berlim, uma cidade cercada, Hitler foi informado da morte de Mussolini, enforcado em Milão por resistentes italianos a 28 de Abril. Nesta altura, o líder nazi havia-se refugiado num "bunker" na capital do Reich. A guerra estava perdida. Passados dois dias Hitler pôs termo à sua vida, juntamente com a sua companheira Eva Braun (casados oficialmente havia poucos dias); e o novo governo foi formado pelo almirante Doenitz, que pediu o final das hostilidades. O cadáver de Hitler nunca foi descoberto, provavelmente por se ter transformado em cinzas depois de cremado pelos seus esbirros. Já Goebbels, ministro da Propaganda, sua mulher e oito filhos, que se tinham suicidado, foram queimados, mas os corpos ainda foram encontrados reconhecíveis.
A 2 de Maio, Berlim era oficialmente tomada pelos soviéticos, no mesmo dia em que as tropas alemãs eram derrotadas definitivamente na Itália. A capitulação dos alemães foi assinada a 8 de Maio. Em conformidade com as determinações acordadas na Conferência de Ialta de Fevereiro de 1945, a Alemanha foi então dividida em zonas de ocupação.
No Pacífico, a Guerra ainda não tinha terminado. Os americanos tinham desembarcado nas Filipinas em Setembro de 1944, tomaram Manila em Fevereiro do ano seguinte e destruíram a quase totalidade da frota japonesa na batalha naval de Okinawa em 6 e 7 de Abril de 1945, às "portas" do Japão. No arquipélago filipino, como também na China, os Japoneses criaram campos prisionais medonhos que não ficam atrás dos dos nazis em requintes de crueldade.
A guerra aqui parecia continuar porque o Japão ocupava ainda a Indonésia, a Indochina, uma parte da China e algumas ilhas no mar Amarelo e da China Meridional. Para pôr um ponto final nesta situação, o presidente americano mandou lançar duas bombas atómicas sobre o Japão, uma em Hiroxima a 6 de Agosto de 1945, e uma segunda em Nagasáqui a 9 de Agosto do mesmo ano (um saldo imediato de mais de 120 000 mortos). Estes dois actos levaram à capitulação dos japoneses, assinada a 14 de Setembro de 1945, no couraçado americano Missouri, estacionado na Baía de Tóquio. Do lado americano, estava o general Douglas McCarthur, o comandante-chefe das forças aliadas no Pacífico e que havia coordenado a guerra nesta zona desde a invasão japonesa das Filipinas no início de 1942.
A II Guerra Mundial fez cerca de sessenta milhões de mortos, metade dos quais civis. Para além da destruição de vidas humanas e da destruição massiva de quase todas as estruturas produtivas europeias, este conflito mundial provocou a derrocada dos valores da civilização ocidental, questionados por esta onda de violência sem precedentes. Era muito difícil superar este terrível clima de terror, que culminou com a utilização da mais destruidora de todas as armas, a bomba atómica, ainda hoje polémica, e conheceu o horror dos horrores com a "Solução Final" nazi que foi o Holocausto (Shoah, entre os judeus).
Com o final da guerra a tragédia não acabou; havia aproximadamente 20 milhões de deslocados, que levantavam questões de repatriamento; a economia da Europa estava arrasada; e os países de Leste dominados pelas forças hitlerianas passaram a estar sob o domínio de regimes totalitários de esquerda, centrados na URSS de Estaline, um líder brutal também.
O Mundo estava agora dividido entre dois fortes pólos de influência, os Estados Unidos e a União Soviética. Os povos colonizados começavam a reivindicar a sua libertação e a Alemanha deixava de ser um estado coeso, dando lugar a duas nações: a República Federal da Alemanha (Ocidental) e a República Democrática Alemã (leste).
Como referenciar este artigo:
Segunda Guerra Mundial. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010.
INVASÃO DA POLÓNIA:Em 1º de setembro de 39, os nazistas invadem a Polónia com tanques, enquanto os polacos se defendiam com cavalos...

La Wermacht invade Polonia:Recreación 3D de la Segunda Guerra Mundial.

La guerra relámpago - WW2 Blitzkrieg

Londres bombardeado:Recreación 3D de la Segunda Guerra Mundial.

La Batalla del Desierto - WW2 Desert War

Operación Barbarroja - WW2 Operation Barbarossa

Desafío en el Pacífico - WW2 Pacific War

La bomba atómica sobre Hiroshima:Recreación 3D de la Segunda Guerra Mundial.

SUBTEMA J.3.: A 2ª GUERRA MUNDIAL

Aula de 2ª Guerra Mundial, Parte 1/2


Aula de 2ª Guerra Mundial, Parte 2/2

20/01/2010

SUBTEMA J.3.: A 2ª GUERRA MUNDIAL

CONTEXTUALIZAÇÃO
A formação de regimes ditatoriais ao longo da década de 1930 na Europa, como o fascismo, em Itália e o nazismo, na Alemanha, contribuiu para uma progressiva ameaça sobre a paz. A SDN não conseguiu impedir o expansionismo agressivo destas ditaduras sobre outros países. Em 1de Setembro de 1939, a Alemanha invade a Polónia, originando a 2ª Guerra Mundial. Esta só terminaria em 1945, com o lançamento de duas bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasáqui, no Japão. Esta guerra provocou milhões de vítimas, de deportados e deslocados.
No fimda guerra, os governos dos países vencedores criaram uma organização internacional com o objectivo de preservar a paz no Mundo: a Organização das Nações Unidas-ONU.

WW2 - Invasion of Poland

WW II : RARE COLOR FILM : D-DAY : JUNE 5TH 1944

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: FICHA FORMATIVA

FICHA DE AVALIAÇÃO

1. Observa as figuras seguintes.
----Fig.1------------Fig. 2-----------Fig.3------------Fig 4-----------Fig. 5




1.1. Completa as figuras com...
NOME
ATRIBUTO
PAÍS
PARTIDO QUE CHEFIOU
REGIME INSTAURADO
FORÇAS REPRESSIVAS
2. Lê com atenção o documento seguinte:
Documento A
"De onde vinha, aos chefes do fascismo, o dinheiro de que pareciam dispor com tanta abundância? Aquilo que se dizia é que o fascismo tirava os seus principais recursos dos contributos que lhe pagavam os grandes proprietários para serem protegidos dos sindicalistas, tanto comunistas como católicos. Dizia-se também que os fascistas eram financiados pelos grandes industriais com vista a combater o inimigo comum, o comunismo."
B. Beyens, Quatro anos em Roma, 1921 -1925
2.1. Que grupos sociais, segundo o documento A, apoiavam o fascismo ?
2.2. Explica os motivos que, segundo o mesmo documento, levavam a esse apoio.
2.3. Refere outras razões que tenham facilitado, no após-guerra, o avanço dos movimentos de extrema-direita.
2.4. Das afirmações seguintes, assinala com um D as que são características dos regimes democráticos e com um F as que são características dos regimes fascistas:
___O Estado deve ser comandado por um Chefe, a quem se deve obediência absoluta.
___Os direitos e garantias individuais são respeitados.
___É aceite a existência de partidos políticos muito diversos.
___O socialismo e o comunismo são considerados os inimigos principais.
___A existência de um regime parlamentar é considerada um factor de divisão e de perturbação.
___O nacionalismo é defendido de uma forma exaltada.
___A vontade expressa pelas maiorias, através do voto, é o fundamento do poder político.
___Os trabalhadores podem associar-se em sindicatos livres.
___A disciplina militar e o culto da força devem fazer parte da educação dos jovens.
3. Lê documento escrito.
Documento A
"Cada militante está animado de um amor inabalável pelo Fuhrer [...]. O Fuhrer é a incarnação da vontade vital da nação alemã e do seu espírito combativo e irredutível que se recusa ao repouso enquanto as bases de uma nova Alemanha não estiverem asseguradas. [...]. Cada S.A. tem a consciência de ser um combatente ao serviço da vontade divina reservada ao seu Povo."
Vólkischer Beobachter (1933)
3.1. O regime nazi assumia-se claramente como racista.
Em que se baseava esse racismo?
3.2. Identifica as expressões:
• Fuhrer:_________________________
• S.A:____________________________
3.3. Achas que podemos relacionar o carácter racista do regime nazi com as suas tendências expansionistas? Explica porquê.
4. Assinala com um V (Verdadeira) ou com um F (Falsa) cada uma das seguintes afirmações. Em seguida, reescreve, de forma correcta, as afirmações que consideraste falsas.

__Chamou-se «Estado Novo» ao período que antecedeu a Ditadura Militar.
__ Assembleia Nacional era um dos órgãos do poder legislativo.
__A PIDE era uma polícia destinada a reprimir as fraudes fiscais.
__Foi instalado no Tarrafal, em Angola, um campo de concentração.
__A Comissão de Censura garantia a livre expressão do pensamento.
__A Legião Portuguesa era uma milícia armada para defesa do regime.
__A juventude escolar devia obrigato¬riamente pertencer a uma organização oficial, a Juventude Portuguesa.
__Os sindicatos livres continuaram a ser permitidos.
5.Lê com atenção o documento seguinte:
Documento A
"Ó tu, Estaline, grande chefe dos povos, tu que fizeste renascer o homem, tu que fecundas a terra, tu que rejuvenesces os séculos, tu que enfeitas a Primavera, tu que fazes cantar a lira [...]. Tu és a flor da minha Primavera, o Sol reflectido por milhares de corações humanos."
Poema de Rakhimov, jornal Pravda, 28 de Agoslo de 1936.
5.1. Como explicas a existência de textos como aquele de que o documento A é um exemplo?

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: RESUMO

REGIMES DITATORIAIS (Extrema direita: Fascismo e Extrema esquerda: Comunismo)
ITÁLIA: Fascismo
Mussolini, “Duce”: (1922-1943)
Partido: Partido Nacional Fascista
Policia Política: OVRA (Organização de Vigilância e Repressão do Antifascismo)
Organização juvenil: Juventude Fascista
Organização paramilitar: Camisas Negras
“ Acreditar, Obedecer,Combater”
Poder: Convidado pelo Rei Victor Emanuel: Outubro de 1922.
ALEMANHA: Nazismo
Hitler, “Fuhrer” (1933-1945)
Partido: Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazi): Partido Nacional Socialista
Policia Política: Gestapo
Organização Juvenil: Juventude Hitleriana
Organização paramilitar: SA (Secções Assalto) eram camisas pardas e SS (Secções de Segurança)
“Um Povo, um Império, um Chefe”
Poder: Convidado pelo Presidente da República: Von Hindenburg: 30 de Janeiro de 1933; Chanceler: Presidente da República;1934 (III Reich (Império))
Arianismo: Anti-semitismo: Campos de concentração: Holocausto
PORTUGAL: Estado Novo: Salazarismo
Salazar: Salvador da Pátria (1928-1968)
Partido:União Nacional
Policia Política: PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado)
Organização juvenil: Mocidade Portuguesa
Organização paramilitar: Legião Portuguesa
“Deus, Pátria e Família”
ESPANHA: Franquismo
Franco: “ O Caudillo” (1939-1975)"O Generalíssimo"
Partido: Falange Tradicional Espanhola
Organização Juvenil: Frente de Juventudes
Organização paramilitar: Falange.-"azuis", pela cor da camisa do uniforme
Polícia Política: Direcção Nacional de Segurança.
Guerra Civil: 1936-1939 (Republicanos (apoio: Urss) contra Nacionalistas (apoios: Itália Alemanha)
"Caidos por deus e pela pátria"
URSS: UNIÃO SOVIÉTICA: Comunismo: Estalinismo
1922: Constituição duma federação (URSS)
1924: Morre Lenine
Estaline, “ O Pai do Povo” (1928-1953)
Poder: 1928 elimina Trotsky e torna-se governante absoluto da URSS
Partido: PCUS (Partido Comunista da União Soviética)
Polícia Política:TCHECA e depois KGB ( Comité de Segurança do Estado)

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: ESTALINE: URSS

José Estaline - Josef Vissarionovich Djugashvili [1879-1953]
José Estaline 
O Homem de ferro
O verdadeiro nome de José Estaline é Jossip Vissarianovitch Dhugashvili.
 Estaline significa “homem de aço”, do alemão Stahl.
Nascido em uma pequena cabana na cidadezinha georgiana de Gori, filho de uma costureira e de um sapateiro, o jovem Stalin teve uma infância difícil e infeliz. Chegou a estudar em um colégio religioso de Tbilisi, capital georgiana, para satisfazer os anseios de sua mãe, que queria vê-lo seminarista. Mas logo acabou enveredando pelas atividades revolucionárias contra o regime czarista. Passou anos na prisão e, quando libertado, aliou-se a Vladimir Lenin e camaradas, que planejavam a Revolução Russa. Stalin chegou ao posto de Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética entre 1922 e 1953 e, por conseguinte, o chefe de Estado da URSS durante cerca de um quarto de século, transformando o país numa superpotência.
Antes da Revolução Russa de 1917, Stalin era o editor do jornal do partido, o Pravda ("A Verdade"), mas teve uma ascensão rápida, tornando-se em Novembro de 1922 o Secretário-geral do Comité Central, um cargo que lhe deu bases para ascender aos mais altos poderes. Após a morte de Lenin, em 1924, tornou-se a figura dominante da política soviética – embora Lenin o considerasse apto para um cargo de comando, ele ignorava a astúcia de Stalin, cujo talento quase inigualável para as alianças políticas lhe rendera tantos aliados quanto inimigos. Seu epíteto era "O Pai dos Povos".
Morreu a 5 de Março de 1953 pelo mesmo motivo que Roosevelt: uma hemorragia cerebral. Tinha casado duas vezes, a primeira com Catalina Scanitzé e a segunda com Nadejna Allilouva. As duas acabaram por aborrecê-lo.

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA

Aula de Regimes Totalitários, Parte 1/2


Aula de Regimes Totalitários, Parte 2/2

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: REGIME COMUNISTA: URSS

URSS
1945 Victory Parade in Color (1)



1945 Victory Parade in Color (2)




1945 Victory Parade in Color (3)



Stalin funeral





KGB
Comité para a Segurança do Estado (polícia secreta da antiga União Soviética), polícia política muito poderosa, o qual esteve sempre presente em todas as etapas da sua evolução social, fosse qual fosse o regime instituído. Foi criado após a Segunda Guerra Mundial, em 1954, no período da Guerra Fria (em que a URSS se considerava cercada pelo imperialismo dos Estados Unidos, criando, assim, um clima de desconfiança e de repressão contra todas as manifestações de simpatia pelo bloco oposto), com funções de vigilância e repressão de qualquer tipo de abrandamentos da disciplina revolucionária. Cessou funções em 1991, após o colapso da URSS.O KGB era uma polícia política secreta que não tinha equivalente no estrangeiro, porque se situava a um nível completamente diferente do dos outros serviços especiais. Para além de ser um serviço de informação, constituia igualmente um ministério.Os seus efectivos cifravam-se em várias centenas de milhares de homens. O KGB dispunha de um exército, de uma aviação e de uma marinha próprios. Dirigido por um presidente, que era nomeado pelo Praesidium do Soviete Supremo, o KGB estava teoricamente ligado ao Conselho de Ministros e, na realidade, ao Comité Central do Partido Comunista.A organização compreendia cinco direcções-gerais e uma dezena de direcções ordinárias ou serviços. A primeira direcção-geral, a mais importante, incluia a subdirecção dos ilegais (agentes que viviam no estrangeiro sob uma falsa identidade), a subdirecção científica e técnica, um serviço de contra-espionagem, essencialmente ofensivo, um serviço muito importante de "desinformação" e um serviço de acção, serviço V, o serviço dos "negócios sujos", designação que não deixa qualquer tipo de dúvidas acerca da sua função. A segunda e terceira direcções-gerais estavam encarregadas da informação, da vigilância e da repressão interna; a quarta, dos guarda-fronteiras, que incluia unidades dos três ramos das Forças Armadas; a quinta, das escolas, que eram muitas e variadas. Das direcções ordinárias, a mais importante era a das Forças Armadas, que controlava o GRU (departamento do Estado-Maior que tem a seu cargo a espionagem militar e as operações paramilitares) e todas as unidades militares ou paramilitares do país.
Como referenciar este artigo:KGB. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-02-02].

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: FRANCISCO FRANCO: ESPANHA

Francisco Franco 
Francisco Franco (Ditador espanhol)
04/12/1892, Ferrol (Espanha)
20/11/1975, Madrid (Espanha)
Conservador ferrenho, Francisco Franco não era nem um pouco simpático. Até seu aliado, o nazista Adolf Hitler, disse uma vez que um encontro com ele era mais desagradável do que ter quatro ou cinco dentes arrancados.
Oficial de infantaria, Franco se destacou em campanhas na África, onde se destacou pela frieza em combate. Em 1923, no Marrocos, com o posto de tenente-coronel, assumiu o comando da Legião. E, aos 34 anos, foi promovido a general de brigada. Entre 1928 e 1931, dirigiu a Academia Militar de Saragoça.
Com a criação da República Espanhola, em 1931, foi afastado de cargos de responsabilidade. Mas, em 1933, a eleição de um governo de direita o recolocou em altos cargos do exército. Foi o mentor da brutal repressão à Revolução das Astúrias (1934) com tropas da Legião e, no ano seguinte, foi nomeado chefe do Estado-Maior Central. Em 1936, o governo da Frente Popular o enviou para as Ilhas Canárias.
Nas eleições desse ano na Espanha, os partidos de esquerda que formavam a Frente Popular saíram vitoriosos. Opositores de direita, com articulação e liderança de Franco, executaram um golpe de Estado, com apoio de diversas regiões do país. A maioria das grandes cidades e regiões industriais, por sua vez, permaneceu fiel ao governo republicano de esquerda. Com o país dividido, iniciou-se a Guerra Civil Espanhola.
Os golpistas passaram a receber ajuda da Itália fascista e da Alemanha nazista que, assim, transformaram a Espanha num local de teste para seus novos armamentos. O início da participação nazista na Guerra Civil Espanhola ocorreu em Guernica, capital da província basca, uma pequena cidade considerada símbolo da liberdade desse povo.
Numa segunda-feira, 26 de abril de 1937, a cidade foi bombardeada pelos aviões alemães da Legião Condor, colocada à disposição das forças de Franco. O ataque nazista provocou a destruição total de Guernica.
Naquele mesmo mês, Franco uniu os partidos de direita e, em janeiro de 1938, se tornou chefe de Estado e do governo. O ditador eliminou toda a resistência militar a seu governo em 1939, porém, prosseguiu com a repressão, a tortura e os fuzilamentos.
O franquismo foi um sistema político repressivo e autoritário. Até livros foram queimados. Todos os partidos políticos e reuniões (de palestras a passeatas) eram proibidos. Franco manteve-se neutro na Segunda Guerra Mundial, embora próximo dos governos nazifascistas da Alemanha e da Itália.
Apesar de isolado pela vitória dos Aliados, consolidou seu poder no país. Devido à Guerra Fria, estabeleceu relações diplomáticas com os Estados Unidos e seu governo foi reconhecido pelas Nações Unidas em 1955. Em 1966, Franco criou a Lei Orgânica do Estado (Constituição), na qual previa a volta da Monarquia. O príncipe Juan Carlos subiu ao trono após a morte do ditador, em 1975, e a Espanha foi reconduzida à democracia.
Assumiu o comando da Falange Espanhola Tradicionalista

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: FASCISMO EM ESPANHA: FRANQUISMO

FRANQUISMO

Imágenes en color de la Guerra Civil Española


La guerra civil española


SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: SALAZARISMO

SALAZARISMO
O "Estado Novo" foi o regime repressivo e conservador implantado pela Constituição de 1933 e que durou até à Revolução de 25 de Abril de 1974. Durante estes anos, a influência de Salazar foi tão grande, que o regime também é designado por Salazarismo.
SER ALUNO NO ESTADO NOVO: SALAZARISMO
Se fosses aluno durante o Salazarismo, a tua escola e o sistema de ensino seriam bem diferentes. Desde logo, rapazes e raparigas frequentariam escolas separadas. Sempre que um aluno não cumprisse com os seus deveres era castigado severamente. Em cada sala de aula haveria um crucifixo e dois retratos, um do Presidente da República e outro de Salazar. Todos os alunos, de cada ano de escolaridade, estudariam pelo mesmo manual, elaborado segundo os ideais do regime.

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR

ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR
•1889: Nasce em Vimieiro, Santa Comba Dão.
•1914: Em Coimbra, conclui o curso de Direito.
•1918: Professor de Ciência Económica.
•1926: Após o golpe de 28 de Maio é convidado para Ministro das Finanças; ao fim de 13 dias renuncia ao cargo.
•1928: É novamente convidado para Ministro das Finanças; nunca mais abandonará o poder.
•1930: Nasce a União Nacional.
•1932: Presidente do Conselho de Ministros.
•1933: É plebiscitada uma nova constituição que dá início ao Estado Novo. Fim da ditadura militar.
•1936: Na Guerra Civil de Espanha apoia Franco; cria a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa; abre as colónias penais do Tarrafal e de Peniche
•1937: Escapa a um atentado dos comunistas.
•1939: Iniciada a Segunda Guerra Mundial, Salazar conseguirá manter a neutralidade do país.
•1940: Exposição do Mundo Português.
•1943: Cede aos Aliados uma base militar nos Açores.
•1945: A PIDE substitui a PVDE.
•1949: Contra Norton de Matos, Carmona é reeleito Presidente da República; Portugal é admitido como membro da NATO.
•1951: Contra Quintão Meireles, Craveiro Lopes é eleito Presidente da República.
•1958: Contra Humberto Delgado, Américo Tomás é eleito Presidente da República; o Bispo do Porto, António Ferreira Gomes critica a política salazarista
•1961: 22/01, ataque ao navio Santa Maria por anti-salazaristas, que se asilam no Brasil logo após a posse de Janio Quadros; 04/02, assalto às prisões de Luanda; 11/03, tentativa de golpe de Botelho Moniz; 21/04, resolução da ONU condenando a política africana de Portugal; 19/12, a União Indiana invade Goa, Damão e Diu; 31 de dezembro de 1961 para 1 de janeiro de 1962, revolta de Beja.
•1963: O PAIGC abre nova frente de batalha na Guiné.
•1964: A FRELIMO inicia a luta pela independência, em Moçambique.
•1965: Crise académica; a PIDE assassina Humberto Delgado.
•1966: Salazar inaugura a ponte sobre o Tejo.
•1968: Na sequência de um acidente (queda de uma cadeira), Salazar fica fisicamente incapacitado para governar.
•1970: Morte de Salazar.
Dr. Oliveira Salazar - O Super-Ministro das Finanças.

O Início da Guerra do Ultramar

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA:DITADURA FASCISTA: FILME "O GRANDE DITADOR"

FILME ESPECTACULAR DE CHARLES CHAPLIN "O GRANDE DITADOR" FILME CÓMICO E SARCÁSTICO.
UMA VOZ CONTRA AS DITADURAS

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA:DITADURA FASCISTA: SALAZARISMO EM PORTUGAL

SALAZARISMO

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: ADOLFO HITLER

Adolf Hitler [1889-1945]
Adolf Hitler 
Dirigente da Alemanha nazi, nasceu na Áustria em 1889 e só se naturalizou alemão em 1932, mas desenvolveu toda a sua actividade política na sua pátria adoptiva. Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial, na frente ocidental, ferido e condecorado; desmobilizado, participaria nas acções dos Freikorps (Corpos Francos) organizados por elementos militares para reprimir as actividades dos esquerdistas que, causticados pelas dificuldades surgidas da guerra perdida e galvanizados pelo exemplo da revolução soviética (embora não comungassem de todos os ideais dominantes na Rússia revolucionária), procuravam fazer triunfar a revolução na Alemanha.
Ainda sob a orientação dos seus mentores militares, integra-se num pequeno partido de extrema direita, onde rapidamente ascende a posições de direcção, vindo a transformá-lo no Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (nazi é a abreviatura consagrada do nome alemão do partido), utilizando-o, mercê de uma oratória demagógica, vibrante e exaltada, para divulgar uma ideologia revanchista, baseada na ideia de uma derrota provocada por uma "punhalada nas costas" desferida por agentes de uma conspiração fantasiosa de plutocratas, judeus e bolchevistas, ao mesmo tempo que apregoa a necessidade de reerguer a nação alemã e de purificar a raça ariana e conquistar um "espaço vital" por onde esta se pudesse expandir. As suas ideias fundamentais foram explicitadas num livro escrito na prisão, após uma tentativa frustrada de golpe - o Mein Kampf (A Minha Luta), que se torna um guia ideológico e de acção para os seus partidários, primeiro dentro e depois fora da Alemanha.
A acção dos seus partidários, organizados em milícias próprias (as SA), cedo se caracteriza pela violência contra os partidos de esquerda e os sindicatos e contra a minoria judaica, transformada em bode expiatório de todos os males da nação alemã gravemente afectada por uma séria crise económica e social. É, contudo, por via eleitoral e com apoio parlamentar que consegue atingir o poder, começando imediatamente a colocar em prática uma política repressiva, quer contra os partidos de oposição (são abertos os primeiros campos de concentração para internar comunistas e social-democratas) quer contra os seus correligionários que lhe disputavam a liderança (assassinato de destacados dirigentes das SA na chamada Noite das Facas Longas). Ao mesmo tempo, em nome da pureza da raça ariana, Hitler enceta uma política de purificação eugénica, programando e executando uma campanha de eliminação física de deficientes mentais e outros "inúteis" e "anormais" e dando início a uma política persecutória destinada a exterminar os judeus, que são privados dos seus direitos e bens, expulsos dos seus lares, concentrados em ghettos e por fim executados em massa em campos de extermínio sob a alçada das SS, num Holocausto que virá a causar seis milhões de mortos aproximadamente.
A política externa hitleriana caracteriza-se por uma grande agressividade e conduz a uma guerra mundial que alastrou a quase toda a Europa, a parte da África setentrional e à Ásia (em conjugação com operações dos seus aliados italianos e japoneses, que com a Alemanha assinaram um pacto político-militar designado como Eixo anti-Komintern). Durou a guerra quase seis anos (1939-1945), saldando-se pela destruição completa ou quase completa de vastas regiões, pela morte de cerca de 50 milhões de pessoas (os países mais afectados pela hecatombe foram a própria Alemanha e a URSS), terminando com a derrota de Hitler e dos seus aliados em todas as frentes de combate. Nos últimos dias do conflito no teatro de operações europeu, com as tropas soviéticas às portas da capital do seu Reich (o Império que, segundo o próprio Hitler proclamava, deveria durar mil anos), sentindo a derrota a aproximar-se inexoravelmente, suicida-se e o seu corpo é queimado por alguns dos seus acompanhantes (Maio de 1945). A Alemanha render-se-á pouco depois.
Como referenciar este artigo:
Adolf Hitler. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010
ADOLFO HITLER A CORES
Alguns filmes recuperados e coloridos sobre este momento histórico.

Adolf Hitler y Eva Braun (Color)

SUBTEMA J.2.: REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA: NAZISMO NA ALEMANHA

NAZISMO
ARIANISMO/ANTI-SEMITISMO/II GUERRA MUNDIAL
Berlim, 1933. O poder encontra-se nas mãos dos nacionais-socialistas. Adolf Hitler chega ao poder e mobiliza o país atraindo apoio ao prometer uma Alemanha mais forte.
E inicia-se a purga contra todos os que não encaixam na rígida ideologia nazi, levada a cabo pela propaganda e pela força de elite, as SS.
Os judeus são banidos das escolas, negócios, dos seus lares e deportados para campos de concentração, assim como os ciganos e todos os que não são física ou mentalmente adequados aos padrões arianos.
Lançam-se grandes planos para a indústria, construção e educação. E depois destes, de expansão. Hitler absorve a Áustria e a Checoslováquia. As nações europeias, desejosas de evitar a guerra não reagem. Mas em Setembro de 1939, ao invadir a Polónia, rebenta a Segunda Guerra Mundial.
As atrocidades sucedem-se numa escalada vertiginosa. O holocausto ficará como uma das páginas mais negras da história da civilização.
O Século do Povo: Raça Superior: ARIANISMO



O Século do Povo: A Guerra Total



A Guerra Total

Em 1939, com a guerra prestes a rebentar na Europa, os civis tentavam preparar-se para um novo tipo de guerra em que eles também seriam alvos.
Com o eclodir da Guerra após a invasão da Polónia por Adolf Hitler, crianças são separadas dos seus pais e abandonam as cidades em direcção aos campos.
No Norte e Centro da Europa, centenas de milhares de refugiados formam estradas. Mais tarde, Leninegrado é cercada e Pearl Harbor atacada pelos japoneses. Era a guerra total.
Guerra que custou 55 milhões de vidas. Na China morreram mais de 13 milhões de civis, na União Soviética mais de 14 milhões. Seis milhões de judeus foram vítimas de genocídio. Pela primeira vez perderam a vida mais civis do que soldados de uniforme.