27/03/2015
COEXISTÊNCIA PACÍFICA
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28/05/2011
TIO SAM
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| Tio Sam é a personificação nacional dos Estados Unidos da América |
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07/05/2010
Mikhail Gorbachev:URSS:BIOGRAFIA
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| Mikhail Gorbatchov |
PERESTROIKA
GLASNOT
Estadista soviético (2/3/1931-). Mikhail Serguéevich Gorbatchov nasce em Stavropol, na URSS, e estuda direito em Moscou. Casa-se em 1953 com Raísa Gorbacheva, com quem tem uma filha. Faz carreira no Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e, em 1978, é eleito um dos secretários de seu Comitê Central.
Em Moscou torna-se braço direito de Iuri Andropov, o secretário-geral do PCUS. Em 1985 chega a secretário-geral e fortalece seu poder ao renovar a cúpula dirigente do partido. Durante o 27º Congresso do PCUS, em 1986, anuncia a perestroika (em russo, reestruturação) na economia e a glasnost (abertura e transparência) na política.
As reformas são necessárias por causa da situação da economia soviética, à beira do colapso. Gorbatchov transfere parte do poder antes centralizado pelo PCUS para as assembléias das repúblicas que formam a URSS e liberta dissidentes, entre eles o físico Andrei Sakharov.
Presidente da República eleito pelo Soviete Supremo em 1989, termina com a Guerra Fria entre a URSS e os Estados Unidos, assinando com o presidente norte-americano, Ronald Reagan, um acordo de destruição de armas nucleares. No ano seguinte, recebe o Prêmio Nobel da Paz.
Em agosto de 1991 sofre uma tentativa de golpe por parte dos setores conservadores, mas retoma o poder em menos de 72 horas. Em dezembro, a URSS vota sua autodissolução, e Gorbatchov renuncia à Presidência. Desde então faz conferências e escreve para vários jornais do mundo.
Mikhail S. Gorbachev, former President of the USSR
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06/05/2010
MURO DE BERLIM
Marco da Guerra Fria caiu em 9 de novembro de 1989
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| Muro de Berlim |
O Muro de BerlimBerlim ocidental se transformou num enclave capitalista em território inimigo. Vitrine privilegiada da economia ocidental, atraiu centenas de cidadãos orientais que arriscavam a vida para alcançar o outro lado. Decididos a conter o fluxo de refugiados, os comunistas começaram a erguer o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961. O muro era formado por duas barreiras de concreto de 2,40m, cercas de arame farpado com armadilhas e torres de guarda. O muro separou amigos, famílias e uma nação. Na tentativa de buscar melhores condições do outro lado da barreira, dezenas de pessoas foram mortas por soldados que tinham ordem de atirar.A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim.Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais).
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COMECON:URSS: BLOCO DE LESTE
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| COMECON |
Os países que integraram a organização internacional foram a União Soviética, Alemanha Oriental (1950-1990), Checoslováquia, Polónia, Bulgária, Hungria e Roménia.
Mais tarde outros países juntaram-se ao COMECON: Mongólia (1962), Cuba (1972) e Vietname (1978). O aparecimento do COMECON surgiu no contexto europeu após o final da Segunda Guerra Mundial, do qual resultou a destruição de parte do continente Europeu e surgindo como a resposta soviética ao plano edificado pelos Estados Unidos, o Plano Marshall, que visava apoiar a reconstrução económica da Europa Ocidental.
Esta organização extinguiu-se em 1991.
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PLANO MARSHAL: AJUDA ECONÓMICA DOS EUA À EUROPA
-Acelarar a recuperação económica da Europa;
-Reafirmar e reforçar a hegemonia dos EUA;
-Impedir a expansão do comunismo.
O Século do Povo: A Era da Prosperidade
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GUERRA DO VIETNAME
A Guerra do Vietname foi um dos maiores confrontos militares envolvendo capitalistas e socialistas no período da Guerra-fria. Opôs o Vietname do Norte e guerrilheiros pró-comunistas do Vietname do Sul contra o governo pró-capitalista do Vietname do Sul e os Estados Unidos.
Corpos da Guerra do Vietname Até 1965, a guerra estava favorável ao Vietname do Norte, mas quando os Estados Unidos se lançaram ao ataque contra o Vietname, tudo parecia indicar que seria um grande massacre dos vietnamitas, e uma fácil vitória ocidental. Mas os vietnamitas viram nessa guerra uma extensão da guerra de independência que haviam acabado de vencer contra a França, e lutaram incessantemente. Contando com o conhecimento do território, os vietnamitas conseguiram vencer os Estados Unidos, o que é visto como uma das mais vergonhosas derrotas militares dos Estados Unidos.
Em 1975, os Estados Unidos e o Vietname assinaram os Acordos de Paz de Paris, onde os EUA reconheceram a unificação do Vietname sob o regime comunista de Ho Chi Minh.
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CRISE DOS MÍSSEIS DE CUBA
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| CRISE DOS MÍSSEIS DE CUBA |
A crise começou quando os soviéticos, em resposta a instalação de mísseis nucleares na Turquia em 1961 e à invasão de Cuba pelos estado-unidenses no mesmo ano, instalou mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de Outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um vôo secreto realizado sobre Cuba apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve enorme tensão entre as duas super-potências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um ato de guerra contra os Estados Unidos.
Nikita Kruschev, o Primeiro-ministro da URSS à época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir uma outra tentativa de invasão da ilha, indignando assim ainda mais os americanos. Anteriormente, em 17 de abril de 1961 (logo após o vôo de Yuri Gagarin), o governo Kennedy já tinha tentado um fracassado desembarque na Baía dos Porcos (operação planejada pela CIA, que usou os refugiados da ditadura de Fulgêncio Batista como peões na fracassada tentativa de derrubar o regime cubano). Mas agora a situação era muito mais séria.
Nenhum presidente dos Estados Unidos poderia admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território nacional. O presidente Kennedy acautelou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra esta iniciativa russa. Ou desativavam os silos e retiravam os mísseis, ou a guerra seria inevitável.
Foram treze dias de suspense mundial devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que em 28 de Outubro Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis estadunidenses da Turquia, concordou em remover os mísseis de Cuba.
Enquanto os EUA e a URSS negociavam, a população estado-unidense tentava defender-se como podia. Nunca antes se tinha comprado tanto cimento e tijolo na história dos EUA depois que John Kennedy ter declarado a verdadeira gravidade da situação pela televisão. Milhares de chefes de família, aterrorizados, trataram de cavar nos seus pátios e jardins pequenos abrigos que possibilitassem a sobrevivência da sua família durante a possível guerra nuclear.
Na década de 1960, havia uma clara tendência à proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Grã-Bretanha assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, em alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objetivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite, com ele, os países que já possuíam artefatos nucleares se comprometiam a limitar seus arsenais e os países que não os continham ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam requisitar dos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.
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GUERRA DA COREIA
A guerra da Coreia se iniciou em 25 de junho de 1950 e terminou em 27 de julho de 1953. Os Estados Unidos e a União Soviética eram ex-aliadas e a guerra da Coréia aconteceu devido o conflito entre eles. A Coréia é dividida pelo paralelo 38 que é usada para demarcar os territórios dos dois exércitos. A Coréia do norte era comunista liderada pela União Soviética e a Coréia do sul era capitalista liderada pelos Estados Unidos. Em 03 de julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coréia do norte ataca de surpresa a capital. O governo do sul por sua vez enviam tropas comandadas pelo general Douglas McArthur para que a Coréia do sul retire os invasores do seu território. Em setembro o governo do sul começa a atacar o exército norte-coreano a fim de conquistar a costa oeste ocupada por eles. Os norte-coreanos foram vencidos e três meses após o conflito Seul, capital da Coréia do Sul foi desocupada. Em outubro, as forças internacionais violam o paralelo 38 e atacam a Coréia do norte. A capital norte-coreana é invadida pelo exército sul-coreano e pelas tropas americanas aproximando-se da China. A China por sua vez, temerosa por uma invasão mandou tropas para ajudar a Coréia do norte. O general Douglas McArthur insistiu em uma invasão à China e por isso foi substituído pelo general Ridway em abril de 1951. Em 23 de junho de 1953 iniciou-se o processo de negociações pela paz que durou dois anos. As negociações resultaram num acordo assinado em Panmujon em 27 de julho de 1953. Foi então que o conflito terminou, mas o tratado de paz até hoje não foi assinado e a Coréia continua dividida em norte e sul. Foram cerca de três milhões e meio de mortos na guerra da Coréia e outros milhares presos amontoados em campos de concentração.
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BLOQUEIO DE BERLIM: GUERRA FRIA
O Bloqueio de Berlim (de 24 de Junho de 1948 a 11 de Maio de 1949) tornou-se uma das maiores crises da Guerra-fria, desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário à cidade de Berlim Ocidental. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para impedir a ponte aérea de alimentos e outros géneros organizada e operada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 8 de Maio de 1945 as tropas soviéticas e ocidentais (americanas, britânicas e francesas) encontravam-se espalhadas pela Europa, as tropas soviéticas a leste, e as tropas Americanas, Francesas e Britânicas a oeste, formando uma linha divisória no centro do continente.
Na Conferência de Potsdam, os aliados acordaram dividir a Alemanha derrotada em quatro zonas de ocupação (conforme os princípios previamente definidos na Conferência de Ialta), conceito também aplicado a Berlim, que foi então partilhada em quatro sectores.
Como Berlim havia ficado bem no centro da zona de ocupação soviética da Alemanha (que viria a tornar-se a Alemanha Oriental), as zonas americana, britânica e francesa em Berlim encontravam-se cercadas por território ocupado pelo Exército Vermelho. Esta situação viria a ser um ponto focal das tensões que levariam à dissolução da aliança soviético-ocidental formada na Segunda Guerra.
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PACTO DE VARSÓVIA: BLOCO LESTE:URSS
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| Pacto de Varsóvia |
O tratado correspondente foi firmado na capital da Polónia, Varsóvia, e estabeleceu o alinhamento dos países membros com Moscovo, estabelecendo um compromisso de ajuda mútua em caso de agressões militares
Os países que fizeram parte do Pacto de Varsóvia eram alguns nos quais foram instituídos governos socialistas pela URSS, após a Segunda Guerra Mundial. União Soviética, Alemanha Oriental, Bulgária, Hungria, Polónia, Albânia, Checoslováquia e Roménia foram os países membros, sendo que a estrutura militar seguia as diretrizes soviéticas.
A Jugoslávia, por oposição do Marechal Tito, se recusou a ingressar no bloco.
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NATO:Organização do Tratado do Atlântico Norte:BLOCO OCIDENTAL:EUA
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| (OTAN ou NATO), |
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. Os seus nomes oficiais são North Atlantic Treaty Organization (NATO), em inglês, e Organisation du Traité de l'Atlantique Nord (OTAN), em francês.
Estados membros
Membros fundadores
• Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França,[5] Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido (4 de abril de 1949).
Adesões durante a Guerra Fria
• Grécia e Turquia (18 de Fevereiro de 1952), Alemanha Ocidental (9 de maio de 1955) e Espanha (30 de maio de 1982).
Adesões de países do antigo bloco de leste
• Alemanha Oriental (reunificada com a Alemanha Ocidental, 3 de outubro de 1990), República Checa e Polónia (12 de março de 1999), Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia (29 de março de 2004), Albânia e Croácia (1 de Abril de 2009).
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KGB: URSS
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| KGB |
A URSS teve, desde sempre, uma polícia política muito poderosa, que esteve sempre presente em todas as etapas da sua evolução social, fosse qual fosse o regime instituído. A KGB surgiu após a Segunda Guerra Mundial, no período da guerra fria, apesar de suas origens internas remontarem a 1917, quando Félix Djerjinsky fundou o grupo paramilitar cognominado Tcheka.
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Agência Central de Inteligência: EUA
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| CIA |
A espionagem estrangeira, o roubo de projetos da área tecnológica, de armamentos e a fuga de informações ocasionaram a necessidade de vigiar e relatar todos os assuntos referentes à segurança nacional ao Presidente, procurando a melhor forma possível de interferir e neutralizar os efeitos negativos oriundos de ameaças externas.
Para coordenar as atividades da Agência, existe uma Diretoria Central de Inteligência, cuja função é interligar a comunidade de informação ao Presidente dos Estados Unidos, fazendo aconselhamento das melhores estratégias possíveis e suas consequências, de forma a intervir, quando necessário, em organizações ou Estados que possam causar prejuízo aos Estados Unidos.
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BOMBA ATÓMICA E BOMBA DE HIDROGÉNIO
Uma bomba atómica, ou com maior rigor bomba nuclear, é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — dependendo da potência uma única bomba é capaz de destruir uma grande cidade inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil, quase 200 mil mortos, já ocorridos na história). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.
Muitos confundem o termo genérico "bomba atômica" com um aparato de fissão. Por bomba atômica, entende-se um artefato nuclear passível de utilização militar via meios aéreos (caças ou bombardeiros) ou lançamento por mísseis. Entretanto, mesmo neste sentido o termo bomba atômica mostra-se não muito adequado pois bombas tradicionais lançadas por aviões ou mísseis também têm suas energias liberadas a partir de átomos (pela eletrosfera durante as reações químicas), entretanto, mostrando-se o termo bomba nuclear certamente mais adequado para se fazer referências aos artefatos no escopo deste artigo. Por ogivas nucleares, entende-se as armas nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefatos nucleares não são passíveis de utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes, como foi o caso do artefato de Trinity (o primeiro detonado) ou o caso do artefato nuclear norte-coreano testado em 9 de Outubro de 2006.
As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia, o Paquistão e Israel. Estes países já possuem o material para fins ofensivos. Outra nação que já testou armamento nuclear foi a Coreia do Norte, porém assinou um acordo com a ONU para se desarmar, devido a embargos econômicos e a forte pressão norte americana.
As 8:15 da manhã de 6 de agosto de 1945, quando os moradores de Hiroshima estavam começando o dia, um avião americano B-29, chamado Enola Gay, soltou uma bomba atômica chamada "Little Boy", com 12,500 toneladas de TNT, que detonou 580 metros acima do Hospital Shima próximo ao centro da cidade.
Como resultado do ataque, calor e incêndios, a cidade de Hiroshima foi destruída e 90 mil pessoas morreram naquele dia. Três dias após destruir Hiroshima, outro avião B-29 atacou a cidade de Nagasaki com a terceira arma atômica mundial. O ataque resultou em mortes imediatas de 40 mil pessoas.
Até o final de 1945, 145 mil pessoas tinham morrido em Hiroshima e 75 mil em Nagasaki. Mais dezenas de milhares de pessoas sofreram ferimentos sérios. Mortes entre os sobreviventes continuaram nos próximos anos devido aos efeitos da radiação que também causou o nascimento de bebês com má formação.
Uma bomba de hidrogénio, designação mais adaptada ao seu significado bomba termonuclear, é uma bomba que consegue ser até 750 vezes mais forte do que qualquer bomba nuclear.
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06/04/2010
SUBTEMA K.1.: O MUNDO SAÍDO DA GUERRA-GUERRA FRIA: BLOCOS
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SUBTEMA K.1.: O MUNDO SAÍDO DA GUERRA-GUERRA FRIA: BLOCOS
O MUNDO SAÍDO DA GUERRA
. A participação dos EUA e da URSS na 2ª Guerra Mundial conduziu os Aliados à vitória e transformou estas duas nações em superpotências. A Europa estava enfraquecida devido à destruição provocada pela guerra, tendo perdido muito do seu poder e influência.
.Os modelos de política, economia e sociedade propostos pelos EUA (liberalismo democrático) e pela URSS (socialismo marxista-leninista) eram muito diferentes e assumiram-se como antagónicos. Ambas as potências desenvolveram esforços no sentido de difundir a sua ideologia nos vários continentes.
. A procura de influência económica, política e militar das duas potências levou à divisão do Mundo em dois blocos opostos, ficando assim, demarcadas as diferentes zonas de influência: um BLOCO OCIDENTAL, liderado pelos EUA, e um BLOCO DE LESTE, liderado pela URSS. Este antagonismo entre os EUA e URSS gerou um clima de tensão, instaurando uma situação de GUERRA FRIA.
. Para assegurarem a sua defesa, os blocos criaram organizações militares: a NATO, liderada pelos EUA, e o PACTO DE VARSÓVIA, liderado pela URSS. A “corrida ao armamento” nuclear, levada a cabo pelos dois blocos, tornou-se uma ameaça permanente à paz no Mundo.
.O fim da guerra e a fragilidade da Europa, aliadas às determinações da ONU e à procura de novas zonas de influência pelos EUA e a URSS, desencadearam, em vários territórios colonizados, lutas pela independência e autodeterminação. O resultado foi o nascimento de novos países, sobretudo nos continentes asiático e africano.
.A escalada militar permanente e o perigo de uma guerra nuclear levou, mais tarde, os líderes dos dois blocos à adopção de medidas para um progressivo desarmamento, desenvolvendo uma política de coexistência pacífica.
Corrida espacial
Durante a Guerra Fria também houve uma rivalidade técnico-científica entre EUA e URSS.
Em 1957 a URSS lançou o primeiro satélite artificial, o Sputinik. Em 1961, os soviéticos lançaram a nave espacial Vostok I, tripulada por Yuri Gagarin, o primeiro homem a fazer um vôo orbital em torno da Terra.
Em 1961 os Estados Unidos enviaram à Lua a nave Apollo 11, o que acabou consagrando Neil Armstrong como o primeiro homem a pisar na Lua.
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02/02/2010
SUBTEMA K.1.: O MUNDO SAÍDO DA GUERRA-GUERRA FRIA: BLOCOS
Em junho de 1941, a União Soviética era invadida pelas tropas de Adolf Hitler. O objetivo era aniquilar o que Hitler chamava de "cancro comunista". Depois de três anos de guerra em solo soviético e quase trinta milhões de mortos, o Exército Vermelho de Josef Stalin reverteu a situação e iniciou sua marcha rumo a Berlim, a capital da Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial. Os soviéticos foram os primeiros a ocupar Berlim, em abril de 1945. Cercado pelos comunistas, o führer cometeu suicídio, em 30 de abril. Dois dias depois, Berlim capitulou.
Com o triunfo militar, a União Soviética ficou em boa posição para sentar-se à mesa de negociações, junto com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Os líderes das potências vitoriosas tomaram para si a tarefa de reorganizar a estrutura geopolítica, económica e financeira do mundo. Entre muitas decisões vitais para o planeta estava o futuro da região situada entre a Alemanha e a União Soviética, mais tarde chamada de Europa do Leste, ou Europa Oriental. Uma região de fundamental importância durante todo o período da Guerra Fria.
Josef Stalin, da União Soviética, Harry Truman, dos Estados Unidos, e Winston Churchill, da Grã-Bretanha, reuniram-se na Conferência de Potsdam, no subúrbio de Berlim, de 17 de julho a 2 de agosto de 1945. Durante o encontro, Churchill foi substituído por Clement Attlee, do Partido Trabalhista inglês, vencedor das eleições e novo primeiro-ministro britânico. Na cúpula de Berlim, o mundo foi partilhado entre comunistas e capitalistas, dando
origem aos blocos da Guerra Fria. O líder soviético, Josef Stalin, apresentou um fato consumado: seu país já ocupava toda a região da Europa a leste da Alemanha. Na conferência, a área foi formalmente reconhecida como de influência soviética.
De um modo geral, a ocupação da Europa do Leste pelo Exército Vermelho e a imposição da política de Moscovo aconteceram sem grandes resistências. As instituições políticas e as organizações sociais haviam sido desmanteladas pelas tropas de Hitler. Na Albânia e na Jugoslávia, no entanto, a União Soviética encontrou lideranças e instituições mais sólidas.
Na Jugoslávia havia uma estrutura comunista bem organizada por Josip Broz Tito. O dirigente, após anos de resistência contra o ocupante nazista, decidiu não compartilhar com Stalin as decisões sobre os destinos de seu país. Até sua morte, em 1980, manteve uma política independente de Moscovo.
Na Albânia aconteceu um processo semelhante. O líder comunista Enver Hodja havia estruturado um forte grupo de resistência ao ocupante italiano, e assumido o poder após a derrota do Eixo, em 1945. Hodja também ficaria no poder até morrer, em 1985. Mas, diferentemente de Tito, manteve boas relações com Stalin.
No final de 1948, Moscovo estendia seu domínio até a Europa Central, numa vasta região que englobava a Polónia, a Hungria, a Checoslováquia, a Roménia e a Bulgária.
A parte oriental sob influência de Moscovo, e a parte ocidental subdividida entre a França, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. A capital Berlim, situada na área controlada pelos soviéticos, adquiriu uma configuração bizarra: a parte oeste da cidade tornou-se uma ilha capitalista cercada de socialismo por todos os lados. As negociações foram difíceis por causa das tensões provocadas pelo Plano Marshall, um programa de ajuda aos países europeus ocidentais elaborado pelo secretário de Estado norte-americano George Marshall, em 1947. Os Estados Unidos passaram a injetar dinheiro na Alemanha e apoiaram a convocação de uma assembléia constituinte nas zonas ocidentais, marcada para setembro de 1948.
Os soviéticos, por sua vez, decidiram retirar seu representante do Conselho de Controle Interaliado, que administrava a Alemanha desde a Conferência de Potsdam. Com a saída soviética, a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos realizaram uma reforma monetária na Alemanha. Surgiu uma nova moeda, o Deutche Mark, desvinculada da moeda emitida no leste pela União Soviética. Em pouco tempo, o novo dinheiro invadiu o setor oriental, criando instabilidade na economia socialista e gerando a primeira crise berlinense.
Em junho de 48, Stalin ordenou o bloqueio de Berlim, proibindo a entrada de trens e camiões de suprimentos no sector capitalista da cidade. Em reação, os países ocidentais organizaram uma grande ponte aérea, que por quase um ano abasteceu os dois milhões de habitantes do lado oeste de Berlim.
O bloqueio foi suspenso em maio de 49. Em seguida, foi anunciada a criação da República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental, com capital em Bona. Em outubro de 49, foi proclamada a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, com capital em Berlim Oriental.
Nos primeiros anos do pós-guerra, o mundo estava se acomodando à nova ordem económica e política, regida pelas duas maiores potências, Estados Unidos e União Soviética. Com a divisão formal da Alemanha, em 1949, estava configurada a Cortina de Ferro, como Churchill referia-se ao bloco socialista. E, com ela, o cenário definitivo da Guerra Fria na Europa.
Plano Marshall: reação ocidental Àquela altura o Plano Marshall estava em plena execução, com grandes investimentos americanos na Europa. O Plano Marshall havia surgido a partir da Doutrina Truman, lançada em 1947 pelo presidente americano Harry Truman. Segundo a doutrina, os Estados Unidos não mediriam esforços para conter o expansionismo soviético.
Definida a nova configuração da Europa, e sedimentada a concepção dos blocos econômicos, as tensões internacionais só viriam a aumentar, com demonstrações de hostilidade mútua por parte das superpotências.
Uma das principais resoluções da OTAN garantia a defesa em bloco no caso de um ataque armado a qualquer país membro da organização. Os Estados Unidos queriam assegurar a hegemonia militar na Europa capitalista, e também garantir um ataque rápido e eficiente no caso de um confronto com a União Soviética.
No momento de criação da OTAN, tropas soviéticas e americanas realizavam manobras provocativas nas fronteiras da Alemanha. Eram tensas as relações entre Washington e Moscou.
Em março de 53, Stalin morria sem ter presenciado qualquer turbulência mais séria num país sob influência soviética. O primeiro conflito aconteceria logo em seguida, em junho, quando uma greve de operários de Berlim Oriental seria reprimida com violência pelo exército da Alemanha socialista.
Com a morte de Stalin, teve início uma guerra surda na cúpula do Partido Comunista soviético. Em setembro de 53, Nikita Khruschev foi eleito primeiro-secretário do Partido. Mas o novo líder consolidaria seu poder somente em 1955. Para se fortalecer no Partido e isolar os adversários, Khruschev adotou uma linha reformista e rompeu com o stalinismo, denunciando os crimes de Stalin durante o Vigésimo Congresso do Partido Comunista, em 1956. Na área da política externa, o novo líder propôs o diálogo e a coexistência pacífica.
A criação do Pacto de Varsóvia
sob o comando do dirigente Imre Nagy. A União Soviética acompanhou os acontecimentos a distância. Em outubro, Nagy decidiu retirar a Hungria do Pacto de Varsóvia, o que provocou a reação imediata de Moscou. Tanques do próprio Pacto entraram em Budapeste, pondo fim à iniciativa. Dois anos depois, Imre Nagy seria executado como traidor.
Também em 56, os operários polacos, influenciados pela Igreja Católica, iniciaram uma série de protestos que o Partido Comunista reprimiu antes da intervenção do Pacto.
Anos 60: ergue-se o Muro de Berlim
Em agosto de 1961, Khruschev determinou a construção do Muro de Berlim. Surgiu na capital da Alemanha Oriental uma barreira de 45 quilômetros de extensão e 3 metros de altura, com diversos postos de vigilância policial, dividindo os lados leste e oeste da cidade.
espiões para o mundo socialista. O muro serviria para diminuir um pouco esse fluxo. Era, em resumo, um conjunto de fatores que poderia levar as superpotências a um impasse perigoso para o futuro do planeta. Nesse sentido, o Muro de Berlim pode ter evitado um mal pior, que seria um confronto aberto entre Estados Unidos e União Soviética.
De qualquer maneira, o Ocidente soube explorar bem a existência do Muro para efeito de propaganda política. Em 1962, o presidente Kennedy faria referências ao tema num de seus mais famosos discursos, durante uma visita à Alemanha.
O assunto Muro de Berlim foi deslocado para segundo plano com o abrupto afastamento do dirigente Nikita Khruschev do comando da União Soviética, em 1964. O mundo viveu momentos de dúvida e apreensão sobre os novos rumos da política de Moscou.
Anos 60: Brejnev endurece a política externa soviética Em 15 de outubro de 64, Alexei Kossíguin assumiu o cargo de primeiro-ministro da União Soviética. Mas o posto principal de comando foi para as mãos do novo primeiro-secretário do Partido Comunista, Leonid Brejnev. O dirigente mostrou um estilo mais duro que o de Khruschev. Em 1968, agiu com vigor ao enfrentar uma crise com a Checoslováquia. Sob o governo de Alexander Dubcek, o país iniciava um programa de reformas conhecido como Primavera de Praga.
Para Brejnev, qualquer distúrbio num país do Pacto de Varsóvia representava uma ameaça potencial à aliança. Na Tchecoslováquia, no entanto, não havia distúrbios, mas um movimento interno de liberalização política. A Primavera de Praga terminou em agosto, quando tropas do Pacto de Varsóvia tomaram as ruas da capital checa.
Ainda em 68, a Albânia, aliada do líder chinês Mao Tsé-tung, decidiu sair do Pacto de Varsóvia. Nesse caso, Brejnev não reagiu. A decisão albanesa não valia um confronto com a China. Além disso, a atitude do dirigente Enver Hodja apenas tornava oficial um afastamento que já existia desde 62.
Nos anos 70, praticamente não se viu qualquer tipo de contestação política nos países socialistas. O maior problema de Brejnev foi outro: o surgimento do eurocomunismo na Itália, França e Espanha. Se por um lado a chamada "causa socialista" ganhava força na Europa Ocidental, por outro lado, e para o descontentamento de Brejnev, os partidos comunistas francês, espanhol e italiano não seguiam à risca as orientações ideológicas de Moscou. Com essa independência, os partidos buscavam maior sintonia com a opinião pública e com a própria identidade de seus países. Não fosse pelo eurocomunismo, a década de 70 teria reservado pouco destaque para o socialismo na Europa. Mas dois fatos importantes estavam por vir, no início dos anos 80: o surgimento do sindicato independente Solidariedade, na Polónia, e a morte do marechal Tito, na Jugoslávia.
Anos 80: crise política na Jugoslávia e na Polónia
Também em 1980, no mês de setembro, surgiu na Polónia o sindicato independente Solidariedade, sob o comando do líder metalúrgico Lech Walesa. Era a primeira entidade civil de natureza política e social num país socialista a escapar do controle do Partido Comunista. Mesmo os movimentos da Hungria, em 1956, e da Checoslováquia, em 68, reprimidos por Moscovo, foram liderados por comunistas, o húngaro Imre Nagy e o tcheco Alexander Dubcek. No caso do Solidariedade, ocorreu o oposto: o líder Lech Walesa era anticomunista e contava com a simpatia do Vaticano, na figura do próprio Papa João Paulo II, também polaco. Um apoio decisivo para a combatividade do sindicato. O Solidariedade passou a organizar greves e passeatas contra o governo. A crise econômica estimulava as atividades sindicais. Multiplicaram-se os panfletos, jornais, livros e revistas contestando o regime. O sindicato chegou a criar uma estação de rádio, num desafio aberto a Moscovo. Em dezembro de 81, o governo polaco pôs os tanques nas ruas e decretou a ilegalidade do Solidariedade. O sindicato passou a atuar na clandestinidade, com apoio de parcela expressiva da população.
Crise económica no bloco socialista
A época era de crise econômica nos países socialistas, a começar pela União Soviética. O país enfrentava problemas como desemprego, falta de alimentos, prostituição e consumo de drogas. No Cáucaso soviético, o desemprego atingia cerca de um terço da população economicamente ativa. A não ser pelos progressos do setor militar e espacial soviético, a indústria no mundo socialista não acompanhava os avanços tecnológicos do Ocidente. O obsoletismo do parque industrial refletia-se no abastecimento da população. Na União Soviética, o racionamento de alimentos e a escassez de produtos como sabonete, roupas e calçados provocavam grandes filas nas principais cidades.
Em oposição ao quadro de crise, uma camada da população, formada pelos funcionários da burocracia do Estado e do Partido Comunista, tinha acesso a bens e serviços fora do alcance do cidadão comum. Nos anos 80, sob o governo de Brejnev, mais do que em outras épocas, o conceito de socialismo foi deturpado pelos próprios dirigentes da União Soviética. A opinião pública ocidental tomou conhecimento de denúncias de corrupção generalizada na cúpula do poder de Moscovo, garantida pela repressão da KGB, a polícia política soviética.
Acompanhando esses fatos, fica mais fácil entender a força do Solidariedade na Polónia durante a década de 80. Depois dele, diversos grupos de oposição brotaram em toda a Europa do Leste, organizando os movimentos sociais que culminariam no desmantelamento do bloco socialista, em 1989.
A ascensão de Gorbatchev
Mas foi em abril de 1985 que surgiu um fato novo, decisivo para o futuro da Europa do Leste. Mikhail Gorbatchev chegava ao poder na União Soviética, com um amplo programa de reformas democráticas em seu país. Um empreendimento que em poucos anos mudaria sensivelmente a disposição geopolítica do planeta. O programa de Gorbatchev foi anunciado em 86, durante o 27° Congresso do Partido Comunista.
Nos primeiros anos de governo, o líder tomou medidas de impacto. Declarou moratória nuclear unilateral, abrandou a censura à imprensa, libertou os presos políticos e, em 1988, iniciou a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, depois de 9 anos de intervenção militar. No âmbito da política externa, Gorbatchev revogou a chamada "doutrina Brejnev", esvaziando as funções do Pacto de Varsóvia e desmilitarizando o teor das conversações internacionais sobre assuntos estratégicos.
A "era Gorbatchev" logo provocou um novo comportamento político nos países da Europa do Leste. Multiplicaram-se os movimentos democráticos na Hungria e na Tchecoslováquia. Na Polônia, o Solidariedade passou à ofensiva e reconquistou a legalidade. Mas foi na Alemanha, em 1989, que aconteceram as transformações mais expressivas. Aproveitando o clima de abertura, milhares de alemães-orientais começaram a deixar o país, a partir de agosto de 89. As autoridades evitaram um conflito direto com a oposição, para afastar o risco de um banho de sangue como o da Praça da Paz Celestial, ocorrido pouco antes, em 4 de junho, em Pequim, capital da China. No episódio, cerca de dois mil estudantes foram violentamente atacados pelas forças de segurança chinesas durante uma manifestação pela democracia. Na Alemanha Oriental, o dirigente Erick Honecker ainda tentou conter o ímpeto de mudanças no país. Mandou reprimir algumas manifestações mas foi desencorajado por Gorbatchev durante os festejos, em Berlim, do 40° aniversário de fundação da República Democrática Alemã, em outubro de 89.
O fim do muro
"Eu acompanhei pessoalmente a crise dos refugiados, a comemoração do 40° aniversário da RDA e a queda do Muro de Berlim. Às vezes, tenho a impressão de ter participado de um sonho. Lembro-me de milhares de pessoas cruzando o muro naquela noite fria de outono, dos encontros de familiares e casais que durante anos não puderam se encontrar, dos fogos de artifício, das cervejas e champanhes, das conversas, dos risos e dos choros de emoção. Eu tinha a nítida sensação de estar presenciando a própria história. Era óbvio que dali para a frente o socialismo na Europa do Leste havia chegado ao fim."
José Arbex :jornalista
A queda do Muro de Berlim foi festejada pelos governos e pela grande imprensa ocidental. Em poucos meses, todos os regimes socialistas chegavam ao fim na Europa. Na maioria dos casos, de forma pacífica.
Condenados à morte, foram executados diante das câmeras de TV, no dia 25 de dezembro de 89. Na Jugoslávia, o fim do muro foi o sinal para os nacionalistas desafiarem o governo central.
Descontentamento e ilusão
O processo que conduziu ao fim do bloco socialista europeu foi marcado pelo descontentamento popular com o modelo vigente naqueles países. Além disso, durante todo o período de Guerra Fria, o ocidente procurou, de todas as formas, passar ao mundo socialista a imagem do capitalismo como a de um sistema quase perfeito, com liberdade e boas condições de vida para todos. Muita gente no bloco socialista acreditava que poderia usufruir apenas do lado bom do capitalismo. Outras pessoas achavam a democracia capitalista um modelo de sistema equilibrado. Em pouco tempo, no entanto, o antigo bloco socialista começou a sentir os problemas do desemprego, do desequilíbrio social e da frustração profissional.
Uma das conclusões que se pode tirar de todo esse processo histórico é que a humanidade ainda está longe do caminho mais adequado para a vida em sociedade. Um sistema em seja possível reunir saúde, educação e trabalho para toda a população do planeta. De qualquer forma, como afirma o cientista político Eric Hobsbawn, a única coisa que se pode afirmar com certeza a respeito disso tudo é que enquanto existir o ser humano, existirá história.
Publicada por
joão nunes
à(s)
4:25:00 p.m.
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