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17/02/2011

A 2ª GUERRA MUNDIAL/ONU

A 2ª GUERRA MUNDIAL
A 2ª GUERRA MUNDIAL

Organização das Nações Unidas (ONU),

06/06/2010

ARISTIDES SOUSA MENDES: MUSEU E BIOGRAFIA

O MUSEU VIRTUAL ARISTIDES SOUSA MENDES
O MVASM nasceu da iniciativa particular de três mulheres com o intuito de “contar” a história do Cônsul de Bordéus, mas também como uma forma de homenagear todo e qualquer cidadão anónimo que através das suas acções, com riscos e prejuízos e sem quaisquer benefícios pessoais, salvou vidas humanas.
Aristides Sousa Mendes http://mvasm.sapo.pt/
Assim foi compilado num único local uma enorme quantidade de documentos, filmes da época, fotografias, mapas e testemunhos reais escritos e orais, não só sobre a vida de Aristides Sousa Mendes, o Processo de que foi alvo e posterior reabilitação mas também sobre alguns aspectos da II Guerra Mundial, nomeadamente, sobre a estadia dos refugiados em Portugal durante aqueles terríveis anos bem como sobre a sua influência na sociedade portuguesa daquela época.
O Museu está organizado de forma simples, acessível e interactiva, despertando no visitante grande interesse e enorme emoção.
Inclui duas partes que apesar de distintas se complementam entre si.
Exposição Virtual:
Aqui, utilizando o audiovisual e de forma interactiva, o visitante pode percorrer três “corredores”, que nos contam alguns aspectos da II Guerra:
O corredor da Guerra,
O corredor da Fuga,
O corredor da Liberdade.
Base do Conhecimento:
Organizada em diversas áreas, permite ao visitante aprofundar, de forma rápida, o que viu na Exposição virtual.
Aristides de Sousa Mendes nasceu em Cabanas de Viriato em 1885, no seio de uma família aristocrata. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, tendo seguido a carreira diplomática.
Homem de bem, sempre foi um diplomata exemplar, cumpridor das regras e das ordens dos seus superiores. Recebeu várias condecorações durante a sua carreira diplomática.
Em 1940, com 55 anos e pai de 12 filhos era Cônsul de Portugal em Bordéus.
Naqueles anos vivia-se na Europa os horrores da II Guerra Mundial: Hitler e os seus exércitos nazis avançavam rapidamente. A França invadida estava prestes a cair sob o domínio alemão. Milhares e milhares de pessoas de todas as nacionalidades, mas sobretudo Judeus, fugiam da guerra e das perseguições nazis em direcção ao Sul.
Salazar tinha conseguido manter a neutralidade de Portugal, através de jogos políticos e tinha ordenado aos Cônsules de Portugal que não concedessem vistos a: "estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; os apátridas; os judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos".
Mas, Portugal era visto por muitos refugiados como “uma tábua de salvação”, para aí permanecerem ou como a “porta de passagem” para os Estados Unidos. Assim, nos Jardins do Consulado de Portugal em Bordéus os refugiados amontoavam‑se tentando conseguir um visto que os levaria para longe daquele inferno, rumo a uma nova vida.
Aristides, então Cônsul em Bordéus, não hesita em desobedecer às ordens de Salazar, pois a sua consciência e o seu humanismo a isso o impeliram e declara que concederá vistos a todos os que assim o pedirem.
Entre 17 e 19 de Junho de 1940, em apenas 2 dias, ele próprio, ajudado pelos filhos emite cerca de 30 mil vistos, dos quais 10 mil a judeus.
Salazar reage de imediato contra Sousa Mendes, mas mesmo assim Aristides desloca-se a Bayonne e Hendaye para conceder mais vistos.
Salazar demite-o, enviando alguns funcionários para o escoltarem até Portugal, mas desafiando tudo e todos Aristides lidera uma coluna de carros de refugiados em direcção à fronteira espanhola, continuando durante esta viagem a conceder vistos a todos os refugiados que com ele se cruzavam.
Chegado a Portugal teve que enfrentar a fúria de Salazar que o demite de imediato, reforma-o sem direito a qualquer indemnização, interdita-o de exercer advocacia e proíbe os seus filhos de frequentarem a Universidade.
A sua vida é assim totalmente destruída.
Mas, mesmo assim Aristides de Sousa Mendes continua a ajudar os refugiados que alberga na sua casa de Cabanas de Viriato, vendendo todo o recheio da sua casa, para os poder alimentar.
Na miséria, sobrevive graças à ajuda da Comunidade Israelita de Lisboa, que também facultou a ida dos seus filhos para os Estados Unidos.
Viúvo, sem os filhos e na maior das misérias morre em Lisboa em Abril de 1954.
Considerado e admirado como um Herói por muitos, nomeadamente em Israel, em Portugal foi só em 1988 que a sua memória foi reabilitada tendo-lhe sido atribuída a Cruz de Mérito a título póstumo.
Em nome da Memória de Aristides de Sousa Mendes e de todos os “Justos” anónimos ou não, que salvaram uma vida que fosse, obrigada a todos os que aqui vieram e leram este post.
Aquele que salva uma vida, salva a humanidade inteira.
Talmud

O JULGAMENTO DE NUREMBERGA

O Julgamento de Nuremberga
Com a conquista da Alemanha nazi por parte dos Aliados e da URSS, decidem deter-se todos os criminosos nazis, e julgá-los no Tribunal de Nuremberga.
A cidade alemã de Nuremberga que assistiu à ascensão do nazismo, foi a mesma cidade onde foram julgados e sentenciados os dirigentes nazis pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Assim, logo após o fim da II Guerra Mundial e tendo em conta todas as barbaridades cometidas pelos nazis, tornou-se urgente levar avante o julgamento dos principais responsáveis por esses horríveis crimes.
Quando o Tribunal Militar Internacional, que reunia juízes dos países aliados – Grã-Bretanha, França, União Soviética e Estados Unidos da América – começou os seus trabalhos, estavam entre os acusados 22 nazis. Hitler e Heinrich Himmler não estavam entre os acusados, tinham-se suicidado.
Entre os acusados estavam Martin Bormann, secretário do Partido Nazi e ajudante-chefe de Hitler; Hermann Göring, que autorizou a preparação da “Solução Final”; Ernst Kaltenbrunner, chefe da Polícia da Segurança;Hans Frank, governador da Polónia ocupada e Julius Streicher, dirigente da propaganda anti-semita.
Pela primeira vez na história criou-se um Tribunal (O Tribunal Militar Internacional) em que os vencedores, em conjunto, julgaram os criminosos de uma guerra.
Este primeiro Julgamento teve início em 20 de Novembro de 1945.
Inicialmente eram 24 os réus, mas só 21 foram levados a julgamento.
Robert Ley suicidou-se antes do início do tribunal, Gustav Krupp foi considerado demasiado fraco, e Martin Bormann que tinha fugido, foi julgado à revelia.
Cada um dos réus foi passível de uma ou mais das seguintes acusações:
1- Conspiração e actos deliberados de agressão
2- Crimes contra a paz
3- Crimes de Guerra
4- Crimes contra a Humanidade.
O Tribunal, terminou a 1 de Outubro de 1946, depois de quase um ano, em que foram ouvidas centenas de testemunhas, que relataram os maiores horrores, crimes e humilhações que jamais seres humanos sofreram às mãos de outros seres humanos, com a leitura das seguintes sentenças:
11 Condenações à morte por enforcamento:
Hermann Goering, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Ernst Kaltenbrunner, Alfred Rosenberg, Hans Frank, Wilhelm Frick, Julius Streicher, Fritz Sauckel, Alfred Jodl, Arthur Seyss-Inquart.
3 Condenações a prisão perpétua:
Rudolf Hess, Walther Funk, Erich Raeder.
2 Condenações a 20 anos de prisão:
Albert Speer, Balder von Schirach.
1 Condenação a 15 anos de prisão:
Konstantin von Neurath.
1 Condenação a 10 anos de prisão:
Karl Doenitz.
3 Absolvições:
Hans Fritzsche, Hjalmar Schacht.
As sentenças foram executadas a 16 de Outubro de 1946. Os condenados com penas de prisão foram encarcerados na Prisão de Spandau, que após a morte do último destes prisioneiros, Rudolf Hess, em 1987, foi completamente destruída pelos Aliados.
Posteriormente, as Nações Unidas adoptaram a Convenção para a Prevenção de Crimes de Genocídio e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

04/02/2010

SUBTEMA J.3.: A 2ª GUERRA MUNDIAL: FICHA FORMATIVA

1.Lê os documentos A e B com atenção.

Documento A “ O objectivo da política alemã é a defesa da comunidade racial alemã. Ela é formada por 85 milhões de pessoas que, embora vivendo em territórios diferentes, possuem fortes laços de união entre si. O futuro da Alemanha depende, portanto, da questão territorial.
O equipamento do exército, da marinha de guerra e da aviação, tal como a formação do corpo de oficiais, encontram-se praticamente concluídos. O material e o armamento foram completamente modernizados.(…) Não podemos esperar muito mais tempo para agir.”
Adolfo Hitler, Discurso de 5 de Novembro de 1937

Documento B “Não temos tempo a perder.(…) Silenciosamente, abandonada à sua sorte, a Checoslováquia afunda-se na sombra. (…) É preciso que o nosso povo saiba a verdade. (…) É preciso que saiba que sofremos uma derrota sem fazermos a guerra. (…) E isto é apenas o começo, (…) a primeira etapa de um calvário que teremos de sofrer, a não ser que, por um supremo esforço nos decidamos a defender a liberdade”
Winston Churchill, Discurso na Câmara dos Comuns. 5 de Outubro de 1938 (após a assinatura do Pacto de Munique)

1.1. Explica o significado das seguintes expressões de Hitler e de Churchill, quanto aos respectivos projectos. a) “ O futuro da Alemanha depende, portanto, da questão territorial” (doc. A):

b) “ Não podemos esperar muito mais tempo para agir.” (doc. A):

c) “Não temos tempo a perder.” (doc. B):

1.2. Explica o sentido profético do discurso de Churchill: “E isto é apenas (…) a primeira etapa de um calvário”.
2. Observa a imagem.

Pearl Harbour, 7 de Dezembro, 1941













2.1. Avalia a importância do ataque japonês a Pearl Harbour para o desenrolar do conflito.

3. Observa a imagem.

O “Dia D” desembarque aliado na Normandia 
3.1. Refere o significado do “Dia D” para a Europa.

4. Observa a imagem.

Bomba atómica em Hiroxima 
4.1. Avalia as consequências da utilização deste novo tipo de armas.
5. Observa a imagem.

Judeus num campo de concentração 
5.1. Redige um pequeno texto subordinado ao tema “Holocausto”.

6. Lê o documento A, com atenção .
Documento A
“ Decidimos criar, o mais rapidamente possível, juntamente com os nossos aliados, uma organização destinada a garantir a paz e a segurança entre as nações. Estamos firmemente convencidos de que se trata de uma questão vital para o Mundo, não apenas para evitar futuras agressões como também para prevenir, através de uma estreita e permanente colaboração entre todos os povos da Terra, as verdadeiras causas políticas, económicas e sociais da guerra (…)
Concordámos também em convocar uma conferência que terá lugar no dia 25 de Abril de 1945 em S. Francisco, com o objectivo de preparar a Carta dessa organização.”
Declaração de Ialta, Fevereiro de 1945


6.1. Refere a importância da ONU no contexto das relações internacionais.

02/02/2010

SUBTEMA J.3.: 2ª GUERRA MUNDIAL:SÍNTESE

SÍNTESE: 2ª GUERRA MUNDIAL
ANTECEDENTES: -Fracasso da Sociedade das Nações
-A Grande Depressão dos anos 30
-O surgimento dos regimes ditatoriais
-O sentimento de humilhação dos Alemães, após o Tratado de Versalhes
-A tendência militarista e expansionista dos Estados fascistyas e nazi
MOMENTOS DA ECLOSÃO DO CONFLITO -A luta pela posse de Danzing (território polaco)
-A Polónia não cede à pressão alemã
-A Alemanha invade a Polónia
-A França e a Inglaterra (aliadas da Polónia) declaram guerra à Alemanha
FASES DA 2ª GRANDE GUERRA
-1ª fase (1940/41)-Guerra relâmpago
-2ª fase (1942/43)- Guerra Total
3ª fase (1944/45)- Vitória dos Aliados
CONSEQUÊNCIAS HUMANAS
-Genocídio
-Bomba atómica
-Cerca de 60 milhões de vítimas
-Destruição de cidades, indústrias e vias de comunicação
CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS -Formação de duas grandes áreas de influência:
URSS----BLOCO DE LESTE
EUA---- BLOCO OCIDENTAL
-Julgamento dos autores dos crimes de guerra (Tribunal de Nuremberga)
-Formação da ONU

RESUMO:
- AS ditaduras fascistas e nazi empreenderam uma vaga expansionista.
-A Alemanha invadiu a Polónia, o que originou a declaração de guerra por parte da Inglaterra e da França.
-O conflito desenrolou-se em três fases: a primeira, guerra-relâmpago, dominada pelos alemães e pela resistência inglesa. (Dunquerque -Batalha de Inglaterra)
-A segunda fase foi marcada pela mundialização do conflito e a participação americana (Pearl Harbor)
-Na terceira fase assistiu-se ao desembarque da Normandia (DIA D) e à vitória das forças aliadas, com a rendição alemã.
-No Oceano Pacífico, os EUA sofreram um ataque aéreo desencadeado pelos Japoneses à base naval americana de Pearl Harbor. No final, os Americanos accionaram um bombardeamento atómico sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.
-As consequências materiais e humanas da guerra foram graves.
-Nas Conferências de IALTA e POTSDAM, estabeleceu-se a divisão da Alemanha em quatro zonas e Berlim em quatro zonas.
-No médio Oriente, assistiu-se à criação do Estado de Israel.
Em 1945, os países vencedores, redigiram a Carta das Nações Unidas, que estabeleceu os fundamentos da ONU.
O principal objectivo deste organismo deve assegurar a paz e mediar situações de conflito entre os países. Da lógica de acção desta organização, nasceu o texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Bandeira da Vitória: Bandeira Soviética hasteada sobre o Prédio Reichstag em 1º de maio de 1945, após a Batalha de Berlim (Segunda Guerra Mundial)


SUBTEMA J.3:A 2ª GUERA MUNDIAL:ONU

ONU
Organização das Nações Unidas (ONU)
A Segunda Guerra Mundial relançou a ideia da criação de um organismo supranacional capaz de arbitrar conflitos, de impedir a resolução de problemas de relacionamento entre estados pelo recurso às armas, de garantir a igualdade entre os estados e de fazer respeitar os direitos humanos. Todos estes objectivos, que eram uma reedição dos propósitos que haviam norteado a criação da Sociedade das Nações após a Primeira Guerra Mundial, estavam consignados numa Carta, aprovada em Outubro de 1945 na Conferência de S. Francisco.Para a implementação dos seus objectivos, a ONU criou organismos especializados diversos, dedicados a desenvolver esforços em áreas específicas, como a FAO (Food and Agriculture Organisation), que se ocupa de problemas da fome e do subdesenvolvimento, a UNESCO e a Organização Mundial de Saúde, que intervêm no campo da ciência, da cultura, da educação e da saúde e outros que se ocupam de questões do trabalho, financeiras e económicas, etc. É grande o prestígio de que estas ramificações da organização desfrutam, particularmente em países do Terceiro Mundo que têm beneficiado de programas educacionais, de promoção económica e social das suas populações ou de campanhas de erradicação de doenças, de educação sanitária ou de combate a epidemias.Na sua vertente política, no entanto, a vida da ONU tem sido atribulada, em razão precisamente dos conflitos que pretendia controlar ou evitar. Desde a sua fundação, registaram-se, de facto, conflitos entre as grandes potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial, que dispõem de lugar permanente no Conselho de Segurança, com direito a veto: a ONU foi, neste aspecto, vítima dos confrontos entre os blocos político-militares que se constituíram em torno dos EUA e da URSS, o que levou a que prevalecessem sobre todas as outras questões as preocupações com a segurança internacional. Por outro lado, particularmente na década de 60, a entrada em cena de numerosos países do Terceiro Mundo, muitos deles ex-territórios coloniais recém-chegados à independência, introduziu no seio da ONU problemas relacionados com a desigualdade económica e o direito dos povos à independência e à autodeterminação, com os quais as grandes potências por vezes se preocupavam bem pouco.No âmbito das Nações Unidas, foram empreendidas ao longo de décadas acções com resultados positivos na defesa da paz, como é o caso da interposição de forças militares entre contendores, como sucedeu na dividida Ilha de Chipre ou em Angola. Não quer isto dizer que a ONU tenha eliminado totalmente os conflitos, embora tenha contribuído grandemente para os atenuar e encaminhar para uma solução negociada, no sentido da paz. Nos últimos anos, a organização tem-se visto confrontada com a necessidade de intervir em numerosos conflitos regionais, nem sempre tendo sabido manter uma atitude claramente neutral em relação às forças que se enfrentam em cada situação, o que levanta reservas por parte dos que se consideram lesados.A ONU é neste momento uma organização em crise de credibilidade, aparentemente com muitas dificuldades para acompanhar a alteração profunda da política mundial após o fim da guerra fria e o desmantelamento dos blocos político-militares, mas é sobretudo uma organização em crise financeira, dado que os países membros protelam o pagamento das quotizações a que são obrigados (o maior devedor, ou pelo menos um dos maiores, são os Estados Unidos), sabendo-se que esta atitude de não-cooperação é igualmente resultante da perda de credibilidade que afecta a organização.Apesar da organização enfrentar situações difíceis, todo o esforço e todo o trabalho desenvolvido nos últimos anos para a conservação da paz e dos direitos humanos proporcionaram-lhe o prémio Nobel da Paz em 2001, prémio partilhado com Kofi Annan (secretário-geral da organização de 1997 a 2007) que demonstrou sempre uma grande dedicação ao trabalho desempenhado pela organização. Esta atribuição da Academia das Ciências sueca serve não só para valorizar o desempenho como também para dar a devida importância à maior organização internacional de apelo à paz e estabilidade mundial.A 24 de Outubro, comemora-se o Dia das Nações Unidas.
Como referenciar este artigo:Organização das Nações Unidas (ONU). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-02-02].

SUBTEMA J.3.: A 2ª GUERRA MUNDIAL: EISENHOWER: COMANDANTE DOS ALIADOS

Dwight David Eisenhower [1890-1969]
Eisenhower nasceu no Texas. Tendo-se formado na Academia Militar de West Point (1915), ocupou uma série diversificada de cargos antes da Segunda Grande Guerra. Tornou-se comandante-chefe das forças americana e britânica que participaram na invasão do norte de África (Novembro de 1942); comandou a invasão aliada da Sicília (Julho de 1943); e anunciou a rendição da Itália a 8 de Setembro de 1943. Em Dezembro tornou-se comandante da Força Expedicionária Aliada para a invasão da Europa e foi promovido a general do exército (Dezembro de 1944). Depois da guerra serviu como comandante das forças de ocupação americanas na Alemanha, tendo depois voltado para os Estados Unidos para ocupar o cargo de chefe do estado-maior. Foi presidente da universidade de Columbia e vogal dos chefes de estado-maior entre 1949 e 1950. Abandonou o exército em 1952 para se dedicar à campanha para a presidência; foi eleito, e depois reeleito, com uma margem de votos considerável (1956). Apesar de ser um político popular, Eisenhower esteve na presidência durante um período de grandes tensões, quer a nível doméstico quer a nível internacional: por um lado, o movimento de direitos civis encontrava-se em fase de expansão; por outro, a guerra fria dominava a política internacional. Ainda assim, os Estados Unidos experimentaram durante a sua presidência uma época de grande prosperidade e crescimento económico.

01/02/2010

SUBTEMA J.3: A 2ª GUERRA MUNDIAL: CHARLES DE GAULLE: FRANÇA

Charles De Gaulle
(Lille, 1890 - Colombey, 1970)
Charles De Gaulle

Militar e político francês. Desde jovem segue a carreira das armas, e durante grande parte da Primeira Guerra Mundial está prisioneiro dos Alemães. Pouco antes da Segunda Guerra Mundial publica um livro em que defende a necessidade de criar colunas couraçadas móveis. Tomada a França pelos Alemães, foge para a Grã-Bretanha e, opositor ao armistício assinado por Pétain, lança através da BBC um chamamento aos Franceses animando-os a continuar a guerra juntamente com a Grã-Bretanha. Dois anos mais tarde, todos os grupos da resistência interior francesa o reconhecem como chefe. As suas relações com os líderes britânico e norte-americano, Churchill e Roosevelt, são difíceis. Em 1944, recuperada a cidade de Paris, forma o seu primeiro governo e, após a vitória, organiza um referendo que reclama uma nova Constituição. Entre 1958 e 1969 é presidente da República e, neste período, concede a emancipação às colónias africanas. Soluciona o problema da Argélia concedendo-lhe a independência, apesar da oposição dos principais generais franceses. Em desacordo com a política internacional de blocos, pretende converter a França numa grande potência através da criação de um exército dotado de armas nucleares. Os acontecimentos de Maio de 1968 marcam o seu ocaso como político. Derrotadas em referendo as suas propostas de modificação do Senado e de reorganização regional, demite-se do seu cargo presidencial para se retirar para Colombey. Escreve umas Memórias que constituem uma contribuição para a história de notável valor literário.

SUBTEMA J.3: A 2ª GUERRA MUNDIAL: HIROHITO: JAPÃO

Hirohito (裕仁), também conhecido como Imperador Showa ou
 
O Imperador Shōwa (昭和天皇, Shōwa tennō)
,
Imperador Hirohito
O Imperador Hirohito nasceu a 29 de Abril de 1901, também conhecido como o Imperador Showa, foi o 124º Imperador do Japão, tendo reinado desde 1926 até à sua morte, em 1989. O seu reinado foi o mais longo de todos os Imperadores japoneses, e coincidiu com um período em que ocorreram grandes mudanças na sociedade japonesa, principalmente a Segunda Guerra Mundial.
Michinomiya Hirohito nasceu em Tóquio e, enquanto jovem, interessou-se por biologia marinha, assunto sobre o qual escreverá livros mais tarde. Em 1921, ainda Príncipe, visitou a Europa, um acontecimento inédito na monarquia japonesa. Mais tarde, em 1926, tornou-se imperador. Considerado uma divindade viva pelo povo, descendente da Deusa Solar Amaterasu, a Constituição conferia-lhe o poder supremo, sendo ele a figura a quem os militares japoneses deviam obediência absoluta.
Porém, sendo o último Imperador a ser considerado um ser divino e superior aos restantes cidadãos do seu País, por obrigação dos Estados Unidos da América nas resoluções do Pós-Guerra, os actuais Imperadores encontram-se desprovidos de qualquer poder ou significado, tanto a nível internacional como nacional. Hirohito veio a falecer no dia 7 de Janeiro de 1989.

SUBTEMA J.3: A 2ª GUERRA MUNDIAL: FRANKLIN ROOSEVELT: E.U.A

Presidente dos EUA entre 1933 e 1945
Franklin Delano Roosevelt
30/01/1882, em Hyde Park, Nova York
12/04/1945, Warm Springs, Geórgia
Segundo a maioria dos historiadores americanos, o democrata Franklin Delano Roosevelt foi o maior estadista dos Estados Unidos. Ele ajudou os americanos a recuperarem a fé, levando esperança com sua promessa de ação rápida e vigorosa, afirmando em seu discurso de posse: "A única coisa que devemos temer é o medo".
Ao assumir a presidência em 1933, Roosevelt encontrou um país de joelhos. Milhões de pessoas passavam fome, todos os bancos haviam falido, e as perspectivas eram as mais sombrias para a indústria e a agricultura.
Esse quadro desolador foi resultado da crise de superprodução e do crack na Bolsa de Nova York, iniciada em 1929. O liberalismo econômico radical, segundo o qual o Estado não deve regular ou intervir na economia, foi o maior responsável pela crise. Os presidentes republicanos que o precederam não previram os riscos deste liberalismo e nem demonstrarm sensibilidade para com os problemas sociais decorrentes da crise.
Para contorná-la, Roosevelt apelou para a cartilha democrata e, como conseqüência, não só ajudou a tirar o país da crise como também contribuiu para a evolução do capitalismo. Inspirado nas idéias do economista inglês John Maynard Keynes, Roosevelt concebeu o "New Deal" (Novo Trato), um conjunto de medidas econômicas pelas quais o Estado aumentava sua participação na economia, criando uma demanada que, para ser atendida, botava em ação setores da economia antes paralisados pela crise.
O "New Deal" provocou queda no desemprego, aliviando a situação de milhões de famílias. A recuperação da economia era desencadeada por um crescente déficit público, o qual o presidente financiava com aumento de impostos para os mais ricos, num mecanismo de distribuição de renda de ricos para pobres.
Roosevelt nasceu em 1882, no Estado de Nova York. Ele freqüentou a Universidade Harvard e a Faculdade de Direito de Colúmbia, em Nova York. Seguindo o exemplo de seu primo em quinto grau, o ex-presidente Theodore Roosevelt (1901-1908), ele entrou para a política.
Em 1920 ele foi o candidato democrata à vice-presidência. Em 1921, aos 39 anos, ele foi acometido de poliomielite, demonstrando uma coragem indomável. Ele apareceu dramaticamente de muletas para indicar Alfred E. Smith na Convenção Democrata de 1924. Em 1928 ele se tornou governador de Nova York, o "Empire State" (Estado Imperial).
Ele foi eleito presidente em 1932. No início de 1933 havia 13 milhões de desempregados, e quase todos os bancos tinham fechado. Ele apresentou um amplo programa para ajudar as empresas, a agricultura, os desempregados e aqueles que corriam o risco de execução de hipotecas.
Em 1935, o país estava se recuperando, mas empresários e banqueiros se voltaram contra o "New Deal" de Roosevelt. Demonstrando ganância empleno período de crise, eles não gostavam das concessões aos trabalhadores e ficaram horrorizados com déficits no orçamento.
Foi então que Roosevelt respondeu com impostos mais elevados sobre os ricos, controles sobre os bancos e empresas de utilidade pública, um enorme programa de ajuda para os desempregados e um novo programa de reformas: o seguro social.
Roosevelt foi reeleito por elevada margem de votos em 1936, 1940 e 1944. Foi o presidente que governou por mais tempo os EUA. Ele buscou uma legislação que levou a uma revolução na lei constitucional. Depois disso o governo poderia legalmente regular a economia.
Ele também buscou por meio de uma legislação de neutralidade manter os Estados Unidos fora da guerra na Europa, mas ao mesmo tempo adotou uma política de "boa vizinhança" para fortalecer os países ameaçados ou atacados.
Assim, quando a França caiu e a Inglaterra ficou sitiada em 1940, ele começou a enviar para a Grã-Bretanha toda a ajuda possível que não representasse um envolvimento militar direto. Mas os japoneses atacaram Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, levando Roosevelt a direcionar rapidamente a organização dos recursos e efetivo para a guerra mundial.
Sentindo que a futura paz do mundo dependeria das relações entre os Estados Unidos e a Rússia, o presidente dedicou muita reflexão ao planejamento da Organização das Nações Unidas, por meio da qual, ele esperava, problemas internacionais poderiam ser resolvidos.
À medida que a guerra se aproximava do final, a saúde de Roosevelt deteriorou, e em 12 de abril de 1945, enquanto estava em Warm Springs, Geórgia, ele morreu de hemorragia cerebral.

SUBTEMA J.3: A 2ª GUERRA MUNDIAL: WINSTON CHURCHIL:INGLATERRA

Winston Churchill
Winston Churchill
Primeiro ministro britânico, de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955, foi quem dirigiu a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial.
Nasceu no Palácio de Blenheim, em Woodstock, no Oxfordshire, em 30 de Novembro de 1874;
morreu em Londres em 24 de Janeiro de 1965.
Era filho de Lord Randolph Churchill e da sua mulher americana Jennie Jerome. Após ter acabado o curso na Academia Militar de Sandhurst e ter servido como oficial subalterno, de 1895 a 1899, no regimento de Hussardos n.º 4, foi correspondente de guerra em Cuba, na Índia e na África do Sul. Durante a guerra dos Boers, de quem foi prisioneiro, protagonizou uma fuga que o tornou mundialmente conhecido, e de que relatou as peripécias no seu livro De Londres a Ladysmith. Churchill entrou para a política como Conservador, tendo sido eleito deputado em 1900, mas em 1904 rompeu com o Partido devido à política social dos Conservadores.
Aderiu ao Partido Liberal e em 1906, tendo sido eleito deputado, foi convidado para o Governo, ocupando primeiro o cargo de Sub-Secretário de Estado para as Colónias, mais tarde, em 1908, a pasta de Presidente da Junta de Comércio (Board of Trade).Após as eleições de 1910 foi transferido para o Ministério do Interior, e finalmente foi nomeado, em Outubro de 1911, Primeiro Lorde do Almirantado, onde impôs uma política de reforço e modernização da Marinha de Guerra britânica.
Pediu a demissão em plena Primeira Guerra Mundial, devido ao falhanço da expedição britânica aos Dardanelos, na Turquia, de que tinha sido o principal promotor. Alistou-se no exército, e comandou um batalhão do regimento «Royal Scots Fusiliers» na frente ocidental. Regressou ao Parlamento em 1916, regressando a funções governamentais no último ano de guerra, como ministro das munições.
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, Churchill foi-se tornando cada vez mais conservador, continuando a participar activamente na política, como Ministro da Guerra (1919-1921) e Ministro das Colónias (1921-1922) em governos liberais. Em 1924 regressou ao Partido Conservador, sendo nomeado Ministro das Finanças (1924-1929) no governo conservador de Stanley Baldwin. Não participou em nenhum governo, de 1929 a 1939, mas continuou a ser eleito para o Parlamento, onde advertiu incessantemente do perigo que Hitler representava para a Paz.
Em 1939 foi nomeado novamente Primeiro Lorde do Almirantado, e em 1940, no dia em que a Alemanha começou a ofensiva a Ocidente, invadindo a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo e a França, foi nomeado Primeiro Ministro. Fez com que o seu país resistisse às derrotas dessa Primavera de 1940, e ao desaparecimento de todos os seus aliados ocidentais, da Noruega à França, e dirigiu-o durante a Batalha de Inglaterra. Finalmente, aliado à União Soviética, desde o primeiro momento da invasão alemã, em Junho de 1941, e com o apoio e depois a participação activa dos Estados Unidos na guerra, acabou por vencer Hitler.
Mesmo antes do fim da guerra, sofreu uma derrota espectacular nas eleições de 1945, sendo o seu governo substituído pelos trabalhistas de Atlee. Voltou ao poder em 1951, sendo primeiro-ministro até 1955, ano em que pediu a demissão, devido a problemas de saúde.
Foi nomeado Prémio Nobel da Literatura em 1953, pelas sua obra mas sobretudo devido aos 6 volumes da sua obra mais famosa: The Second World War.

31/01/2010

II GUERRA MUNDIAL:-BOMBA ATÓMICA:Hiroshima e Nagasaki

6 de agosto de 1945 (Hiroshima e Nagasaki)

Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América na ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de agosto e 9 de agosto de 1945. Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares.

As 8:15 da manhã de 6 de agosto de 1945, quando os moradores de Hiroshima estavam começando o dia, um avião americano B-29, chamado Enola Gay, soltou uma bomba atômica chamada "Little Boy", com 12,500 toneladas de TNT, que detonou 580 metros acima do Hospital Shima próximo ao centro da cidade.
Como resultado do ataque, calor e incêndios, a cidade de Hiroshima foi destruída e 90 mil pessoas morreram naquele dia. Três dias após destruir Hiroshima, outro avião B-29 atacou a cidade de Nagasaki com a terceira arma atômica mundial. O ataque resultou em mortes imediatas de 40 mil pessoas.
Até o final de 1945, 145 mil pessoas tinham morrido em Hiroshima e 75 mil em Nagasaki. Mais dezenas de milhares de pessoas sofreram ferimentos sérios. Mortes entre os sobreviventes continuaram nos próximos anos devido aos efeitos da radiação que também causou o nascimento de bebês com má formação.
Na concepção de muitos, se não da maioria dos cidadãos americanos, as bombas atômicas salvaram a vida de talvez 1 milhão de soldados americanos e a destruição de Hiroshima e Nagasaki é vista como um pequeno preço a ser pago por salvar tantas vidas e levar a guerra terrível ao final. Esta visão dá a impressão que o ataque nestas cidades com armas atômicas foi útil, rendeu frutos e é uma ocasião a ser celebrada.
Más a necessidade de se jogar as bombas para terminar a guerra tem sido amplamente discutido pelos historiadores. Muitos intelectuais, incluindo Lifton e Michell, mostram que o Japão estava com intenções de se render quando as bombas foram jogadas, que a estratégia militar americana havia calculado muito menos baixas de uma invasão do Japão e finalmente que havia outras maneiras de se terminar a guerra sem utilizar bombas atômicas nas duas cidades japonesas.
Entre os críticos do uso das armas nucleares em Hiroshima e Nagasaki estão líderes militares americanos. Em uma entrevista após guerra o General Dwight Eisenhower, que mais tarde viria a ser presidente dos EUA, disse a um jornalista: " ... os japoneses estavam prontos para se renderem e não era necessário atacá-los com aquela coisa terrível."
O Almirante William D. Leahy, chefe do grupo de trabalho de Truman, escreveu:
" Na minha opinião o uso desta arma bárbara em Hiroshima e Nagasaki não ajudou em nada na nossa guerra contra o Japão. Os japoneses já estavam vencidos prontos a se renderem ... Sinto que sendo os primeiros a usá-la, nós adotamos o mesmo código de ética dos bárbaros na Idade Média (...) Guerras não podem ser ganhas destruindo mulheres e crianças ..."
Não há reconhecimento suficiente no mundo e nem nos EUA de que as vítimas das bombas eram na maioria civis, que aqueles mais próximos do epicentro das explosões foram incenerados enquanto os mais distantes receberam a radiação, que muitos tiveram mortes dolorosas e que mesmo hoje, mais de cinco décadas após o ataque com bombas nucleares, os sobreviventes ainda sofrem os efeitos da radiação.
As bombas de Hiroshima e Nagasaki fazem parte do passado. Mas elas ensinem umas das lições mais importantes da humanidade: existe a possibilidade de sermos exterminados como espécie, não simplesmente mortes individuais, mas o fim dos seres humanos.
Cada dia em que as armas nucleares continuem a existir na Terra é um dia que se festeja uma catástrofe como aquelas de Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945.
Mais de 30 mil armas nucleares existem no mundo hoje. Tudo isto apesar de que os maiores e mais antigos portadores de armas nucleares, EUA, Russia, China, França e Reino Unido, terem prometido, há mais de 30 anos, eliminar suas armas nucleares. A proliferação de armas nucleares para Israel , India , Paquistão e Korea do Norte e a possível aquisição e produção de armas nucleares por organizações não estatais, tem aumentado o perigo de uma guerra nuclear intencional ou por acidente mais cedo ou mais tarde.
Rosa de Hiroshima:Ney Matogrosso

II GUERRA MUNDIAL: CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO

Os soviéticos ocuparam Auschwitz a 27 de janeiro de 1945
CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO: CAMPOS DE TRABALHOS FORÇADOS E CAMPOS DE EXTERMÍNIO
O maior massacre da História, conduzido pelos nazis, serviu-se de técnicas de extermínio em massa com vista à eliminação das minorias étnicas (judeus, ciganos etc.). Nos campos de concentração, organizados e dirigidos pelas SS, morreram muitos judeus, incluindo crianças, vítimas do racismo hitleriano. Cerca de seis milhões de judeus morreram nas câmaras de gás, de fome ou de doenças. A solução final da questão judaica, (como lhe chamaram os nazis) pretendia o extermínio de todos os judeus da Europa.
Os alemães espalharam pela Europa 65 campos de concentração. Os campos que ficaram mais conhecidos foram aqueles que se especializaram nas técnicas de extermínio de judeus, como por exemplo, Auschwitz, Dachau e Treblinka. Só em , Auschwitz, morreram cerca de três milhões de pessoas e muitos dos corpos foram incinerados em fornos crematórios.
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Portugal manteve um atitude neutral durante este conflito. No entanto, é de realçar o papel de um diplomata português que salvou milhares de judeus dos campos de concentração. Trata-se de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em França, (Bordéus) desde 1938. Milhares de judeus e outras pessoas, perseguidas pelos nazis, procuravam obter vistos nos passaportes para poderem fugir de França, na altura ocupada pelos alemães. Aristides de Sousa Mendes, desobedecendo às ordens de Salazar, passou milhares de vistos a essas pessoas que assim escaparam da morte certa. Aristides de Sousa Mendes foi destituído do cargo e acabou por morrer na miséria em 1954.

Libertação de Auschwitz:Cenas da libertação do campo de Auschwitz pelos Russos.


A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM MAPAS

22/01/2010

HOLOCAUSTO

Holocausto
Crianças trajando o famoso "pijama listrado",
o uniforme usado pelos judeus nos campos de concentração
A palavra holocausto deriva da combinação de dois termos gregos, holo (todo) e caustos (queimado). Originalmente, como ainda hoje, designava um ritual religioso onde uma oferenda era consumida pelo fogo. Entre os judeus, essa oferenda era um animal, normalmente um ovino. Nos tempos modernos a palavra holocausto é utilizada para identificar um devastador desastre humano: a palavra identifica, assim, o genocídio do povo judaico pela Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
No século XIX as comunidades judaicas de muitos países da Europa tinham atingido o respeito e um estatuto quase de igualdade relativamente às outras comunidades coabitantes nos seus países. Contudo, por vezes, os Judeus eram assediados por grupos anti-semíticos. Nas primeiras décadas do século XX, perante as graves dificuldades sócio-económicas sentidas, esta situação viria a agravar-se.
Quando o regime nazi se instalou na Alemanha, em Janeiro de 1933, foram de imediato lançadas medidas anti-semíticas. Por exemplo, o estatuto de judeu foi redefinido e obrigava à determinação da religião dos avós: qualquer indivíduo que tivesse algumas gerações de antepassados judaicos era logo rotulado como judeu, independentemente de pertencer ou não a uma comunidade judaica. Mas o processo era muito mais complexo. Por exemplo, havia os meios judeus. Estes eram apenas considerados judeus se pertencessem a essa religião, ou se se casassem com uma pessoa dessa raça e credo. Todos os outros meio-judeus e pessoas que tinham um só avó judeu eram chamados Mischlinge. Esta importância que os nazis atribuíam à descendência era tida como uma forma de afirmação da raça, mas mais do que isso, era um meio de identificar e delimitar os alvos das leis discriminatórias.
Entre 1933 e 1939, o Partido Nazi, aliado a Agências Governamentais e aos Bancos, obrigou ao afastamento dos judeus de toda a vida económica. Os indivíduos considerados não arianos eram destituídos dos postos nos serviços públicos, as empresas judaicas foram fechadas ou vendidas por um preço inferior ao razoável e entregues a outras companhias que eram pertença ou administradas por não-judeus.
Neste processo de "arianização", as empresas e os negócios dos Judeus transitaram para donos germânicos, com as poupanças e lucros destas vendas "amealhados" pelos hebreus a serem também abrangidos por pesadas taxas especiais.
Em Novembro de 1938, o assassinato de um diplomata alemão em Paris, perpetrado por um jovem judeu, motivou o incêndio de todas as sinagogas na Alemanha, bem como a detenção de centenas de elementos judaicos e a destruição de muitas montras das suas lojas, numa noite conhecida como a Kristallnacht. Esta noite seria o aviso para os Judeus da Alemanha e da Áustria emigrarem. Algumas centenas de milhares de pessoas procuraram refugiar-se noutros países, mas um considerável número de judeus, sobretudo os mais velhos e os mais pobres, permaneceram na Alemanha.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o exército alemão ocupou a parte ocidental da Polónia e assim passou a exercer o seu domínio sobre mais 2 milhões de judeus, que foram atingidos por restrições ainda mais rígidas do que as dos seus congéneres alemães.
Os Judeus polacos foram encerrados em ghettos, limitados por arame farpado, chefiados por um conselho responsável pelo alojamento, condições sanitárias e actividades produtivas. A comida e o carvão entrava nos ghettos, de onde saíam produtos manufacturados para o exterior. A escassa alimentação, também pouco calórica, era por vezes completada por alimentos obtidos no mercado negro, onde atingiam preços muito elevados. O alojamento era também insuficiente para o número de pessoas concentradas nestas verdadeiras prisões, onde se propagava o tifo e outras doenças.
Em Junho de 1941, os exércitos alemães invadiram a União Soviética (URSS), ao mesmo tempo que as SS, as unidades de ''choque'' da polícia do Partido Nazi, enviavam 3000 soldados ''especializados'' para a URSS para liquidar todos os judeus na região - um dos mais importantes dirigentes das SS foi o coronel Adolf Eichmann, que na década de 60 foi julgado e executado em Israel (cinicamente, Eichmann declarou perante os juízes que só lamentava o facto de ter conseguido eliminar seis milhões de judeus e não os doze milhões que constavam das suas previsões iniciais).
Estes esquadrões, os Einsatzgruppen, faziam os seus massacres em valas e ravinas perto das cidades russas, sob os olhares de soldados e residentes. Somente muito tempo depois é que os rumores desses horrores chegaram até à comunidade internacional.
Um mês depois destas operações na URSS, no Verão de 1941, Hermann Goering, a segunda figura na hierarquia do regime, enviou uma directiva para o líder da Segurança do Reich, Reinhard Heydrich, incumbindo-o de organizar a "Solução Final" da questão judaica, para a totalidade da Europa dominada pelos nazis.
Em Setembro de 1941, os judeus da Alemanha foram forçados a usar uma estrela amarela e, meses depois, milhares de pessoas foram deportadas para os campos da Polónia e para cidades tomadas aos russos. Era a preparação dos campos de concentração, dos tristemente célebres "campos de morte".
Estes campos, construídos principalmente na Polónia, estavam apetrechados com equipamentos especiais de gás para matar os judeus e eram ocupados por indivíduos vindos dos campos das imediações; por exemplo, só do ghetto de Varsóvia vieram aproximadamente 300 000 prisioneiros. Nas primeiras viagens eram deportadas as mulheres, as crianças e os idosos, que não eram tão produtivos quanto os homens. Os judeus em condições para trabalhar ficavam nas fábricas, mas também acabariam por ser mortos mais tarde.
O maior volume de deportações ocorreu nas estações do Verão e do Outono de 1942, numa altura em que começaram a chegar algumas notícias dos massacres à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos. Em Abril de 1943, os judeus que ainda sobreviviam em Varsóvia, ofereceram resistência aos alemães durante três semanas, no célebre motim do ghetto da capital polaca.
Estas deportações geraram alguns problemas políticos e administrativos aos nazis. Nos países satélites da Alemanha, como a Eslováquia e a Croácia, eram feitas negociações para efectuar as deportações. Na França Livre, o governo de Vichy, que tinha adoptado as leis anti-semíticas, deu início às detenções antes até que a Alemanha o solicitasse. O governo fascista italiano, no entanto, recusou-se a cooperar até ao dia que o país foi ocupado pelas tropas do Reich, em 1943, o mesmo sucedendo com a Hungria, obrigada a colaborar quando foi invadida em Março de 1944. A Roménia, um país colaborador no massacre de judeus na URSS, também recusou entregar os seus judeus. Na Dinamarca, o povo resolveu salvar os judeus, ao transportar muitos deles para a Suécia, um país neutro.
Sempre que possível, os alemães recolhiam os pertences dos deportados, tanto na Alemanha como em países como a França, a Bélgica e a Holanda.
O transporte dos judeus para os campos de concentração era feito normalmente de comboio, tendo a polícia que pagar ao estado alemão uma viagem de terceira classe (apenas de ida) por cada deportado. Quando o número era macabramente igual ou superior a 1000, as pessoas enchiam os vagões mediante metade da tarifa. Nestas viagens morosas, muitos idosos e crianças morriam.
Na Polónia, os pontos de chegada destes comboios eram em Kulmhof, Belzec, Sobibor, Treblinka, Lublin, e Auschwitz (em polaco, Oswiecim). Kulmhof tinha câmaras de gás; em Belzec havia equipamentos de monóxido de carbono; em Lublin os deportados foram gaseados ou simplesmente abatidos e em Aushwitz mais de um milhão de judeus sucumbiu nas câmaras de gás. Auschwitz era composto por vários campos prisionais. À entrada do perímetro desses campos, junto à estação de comboio, ainda se lê a inscrição com que os nazis saudavam os judeus: Arbeit macht freie (o trabalho liberta).
Este último campo de concentração ficava perto de Cracóvia, e ao contrário dos outros campos, nele era utilizado um gás de rápido efeito: o cianeto de hidrogénio. As suas vítimas vinham de todos os países da Europa ocupada ou pró-nazi, da Noruega à Grécia; eram judeus e não judeus que, em muitos casos, foram sujeitos a experiências médicas, em particular a esterilizações. Alguns milhares foram utilizados pelo notório Dr. Joseph Mengele (o Anjo da Morte de Auschwitz) em experiências médicas macabras e degradantes, acabando igualmente nas câmaras de gás, quando não sucumbiam durante as próprias experiências. Se, nalguns casos, estas cobaias humanas eram utilizadas, contrariando os ditames da ética médica, como puros e simples animais de laboratório, em tentativas de encontrar vacinas ou outros tratamentos específicos para epidemias que atingiam os militares alemães, noutros casos não passavam de vítimas da demência de alguns homens e da brutalidade desumana do próprio sistema.
Embora só os judeus e os ciganos fossem sistematicamente mortos com gás, muitos dos outros prisioneiros morreram de fome, de doença ou foram pura e simplesmente abatidos. Para apagar os vestígios destes horrores foram construídos fornos crematórios para incinerar os corpos depois do extermínio com o gás.
Em 1944, este campo foi fotografado pelos Aliados que procuravam alvos industriais. As suas fábricas (nomeadamente da I. G. Farben, de produtos químicos) foram bombardeadas, mas não as câmaras de gás.
Esta política de genocídio, sem paralelo na História anterior da Humanidade pelo carácter sistemático do seu planeamento e da sua execução e pelo saldo em termos demográficos, encontrou algumas resistências significativas, que não se podem deixar de registar, apesar do seu carácter disperso: constituição de redes clandestinas de emigração (que, por exemplo, trouxeram muitos fugitivos judeus para Portugal, de onde partiam depois para a América), apoio de diplomatas sensíveis aos direitos humanos (por vezes contrariando as instruções dos seus governos, como o cônsul português Aristides de Sousa Mendes, que salvou alguns milhares de pessoas) e levantamentos armados, em desespero de causa, de algumas comunidades judaicas (o mais célebre dos quais foi a revolta do Gueto de Varsóvia).
No final da Segunda Guerra Mundial, milhões de judeus, eslavos, ciganos, Testemunhas de Jeová e comunistas, entre muitos outros, haviam perecido no Holocausto. Estima-se que pereceram às mãos dos nazis mais de 5 milhões de judeus, 3 milhões dos quais em campos de extermínio, 1,4 milhões em operações de fuzilamento e mais de 600 000 nos ghettos.
Depois do fim da guerra, os Aliados, enquanto forças vitoriosas, fizeram uma grande pressão para se estabelecer a pátria judaica para os sobreviventes do Holocausto. Passados 3 anos após a derrota alemã foi formado o estado sionista de Israel, a terra prometida dos judeus.
Como referenciar este artigo:
Holocausto. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-01-22].
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A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi gerada a partir dos erros e imperfeições do Tratado de Versalhes, pelos efeitos nocivos da crise de 1929 e pelo conflito ideológico em torno das rivalidades entre o fascismo, por um lado, e os regimes democratas e o comunismo por outro. Neste conflito à escala do mundo, foram utilizados meios de destruição nunca vistos, como a bomba atómica, numa verdadeira guerra total que teve graves repercussões a vários níveis.
Na Primeira Guerra Mundial as responsabilidades do conflito bélico foram, mais ou menos, repartidas pelos seus intervenientes, enquanto que na Segunda Guerra Mundial a responsabilidade é indubitavelmente atribuída às ambições imperialistas germânicas e japonesas. Com o desfecho da Grande Guerra, a Alemanha ficara numa posição bastante difícil, agravada pela imposição de ter de pagar as "reparações" da guerra e por sofrer directamente os efeitos da crise de 1929. Este panorama crítico facilitou a adesão dos alemães ao programa político de Adolf Hitler. Este era um líder político carismático que exigia a revisão do Tratado de Versalhes, e tinha pretensões para além dos conceitos pan-germanistas. Hitler construiu um discurso, sedutor para muitos alemães, assente na proclamação da superioridade da raça ariana e num sentimento profundamente racista voltado, sobretudo, contra a população judaica.
A superioridade da raça e o anti-semitismo eram justificados pelo direito que a Alemanha reclamava de "alargar o seu espaço vital" ("Lebensraum"), à custa de territórios de povos considerados inferiores da Europa Central e Oriental.
O Japão partilhava com a Alemanha esta ideologia imperialista. Desde a década de 30, o país encontrava-se sob a dominação do partido militar e procurava obter mercados para a sua produção em crescendo e facilidades comerciais. Além disso, pretendia igualmente alargar a sua rede de influências no Pacífico e na Ásia Oriental. Entre 1931 e 1932 anexou a Manchúria, e em 1937 ocupou-se da conquista da China, vindo a ameaçar as posições inglesas (Singapura, Malásia, Índia, ...) e americanas no Pacífico.
A Alemanha de Hitler, a Itália fascista e o império nipónico, apresentavam neste período regimes políticos com algumas afinidades. Em comum, tinham as preocupações militaristas e, sobretudo, a antipatia relativamente às potências saídas vencedoras na luta pela hegemonia dos oceanos.
A criação do eixo Berlim-Roma, a 1 de Novembro de 1936, resultou das sanções impostas à Itália pela comunidade internacional, na sequência da Guerra da Etiópia de 1935. Àquela aliança veio a aderir, pouco depois, o Japão.
A Guerra Civil Espanhola, em 1936-1939, foi um dos "palcos" de ensaio da II Guerra Mundial (a par da Áustria, da Manchúria e, em menor grau, da Etiópia). Neste conflito, a Inglaterra, a França e a URSS mostraram-se mais inclinadas para a defesa da facção governamental republicana, enquanto a Alemanha e a Itália estavam claramente ao lado da facção nacionalista do general Franco, a quem concederam apoio militar, através do qual puderam testar as armas e experimentar tácticas de guerra.
O líder alemão procurava absorver territórios por tradição germânicos (como a região dos Sudetas, na Checoslováquia), ao passo que o Ocidente Europeu, sobretudo a Inglaterra, estava como que "adormecido" e confiante numa política de concessões que mais não fez do que fortalecer a confiança da Alemanha.
A Inglaterra e a França só despertaram para o problema alemão quando Praga foi ocupada pela Wehrmacht (um exército terrestre alemão). Nesta altura, a URSS tentou uma aproximação com a Alemanha (Pacto Germano-Soviético de 23 de Agosto de 1939), pois considerava a capacidade de resistência ocidental pouco consistente. Este facto permitiu a Hitler avançar para a guerra, sem temer entrar em combate em duas frentes.
A 1 de Setembro de 1939, a Wehrmacht avançava sobre a Polónia, e a 3 desse mês a Inglaterra, e depois a França, declaravam guerra ao III Reich.
Entre 1940 e 1941, a II Guerra Mundial entrou na sua primeira fase, denominada "Guerra Relâmpago" ("Blitzkrieg"), na qual a Alemanha dispunha de preciosas vantagens: uma forte unidade de comando, um líder carismático próximo do povo, uma já longa e eficiente propaganda, um exército bem apetrechado e bem treinado que lançou ataques relâmpago, a partir de tanques e da sua aviação. Esta "blitzkrieg" consistia no bombardeamento aéreo intensivo dos objectivos e no avanço rápido da infantaria, protegido pelas eficazes e velozes divisões blindadas - "Panzer".
A França não tinha capacidade de resposta a um ataque deste tipo, uma vez que não conhecia uma unidade política; estava ainda presa a tácticas antigas e não dispunha de um exército e de uma aviação tão poderosas como os alemães. Como reflexo desta obsolência táctico-militar refira-se o facto de Paris basear a defesa numa estática e ultrapassada linha defensiva concebida para um conflito como o da I Guerra Mundial: a "linha Maginot".
No espaço do mês de Setembro de 1939, a Polónia foi invadida e dividida entre a Alemanha e a União Soviética, sem que a França tivesse tido sequer hipótese de reagir. Entretanto, a URSS atacava a Finlândia, que se revelaria um "osso duro de roer" e inconquistável. Agora as atenções da guerra estavam voltadas para a Escandinávia. Os alemães ocuparam de seguida a Dinamarca (num só dia!), e atacaram a Noruega em Abril de 1940, obrigando à retirada dos seus inimigos em Junho de 1940. Fechavam assim o Atlântico Norte e o báltico aos ingleses e soviéticos, para além de acederem ao ferro nórdico, tão importante para a indústria de guerra.
A 14 desse mês, a cidade de Paris foi tomada pelas forças alemãs, e o governo de Pétain pediu o Armistício, assinado a 22 de Junho, numa altura em que os alemães tinham chegado já à fronteira com a Espanha. Apenas a França meridional (à excepção da Aquitânia) ficou livre dos alemães. Na linha Maginot, nem sequer se chegou a disparar um tiro, pois os alemães contornaram-na através da invasão das neutrais Bélgica e Holanda, o que surpreendeu a França e indignou o mundo. A chamada "drôle de guerre" ("guerra de brincadeira") revelou-se extremamente amarga para os franceses. A 10 de Julho a Itália juntou-se à Alemanha, e a Inglaterra estava cada vez mais isolada, sobretudo, depois da queda da França. No entanto, sob a forte liderança do Primeiro Ministro britânico Winston Churchill, erguia-se a resistência. Esta beneficiou de uma aparente derrota que consistiu na célebre e dramática retirada de Dunquerque, à primeira vista um desastre para os Aliados, mas que permitiu a reorganização das forças em solo britânico. Logo então se verificou a mobilização e apoio da nação inglesa; na retirada, a grande operação "Dínamo", foram utilizados todos os meios navais possíveis e os cidadãos ingleses participaram usando os seus barcos de recreio para evacuar as tropas.
Hitler não pode invadir a ilha, num primeiro momento, mas procurou continuar a desafiar a sua moral, através de constantes bombardeamentos.
Na "Batalha de Inglaterra", travada entre Agosto e Novembro de 1940, muitas cidades inglesas, sobretudo as do sul, foram destruídas mas, apesar disso, a Luftwaffe (a força aérea alemã) fracassou no seu intento. Os ingleses contavam com a sua superioridade marítima, e no Verão desse ano foram abastecidos com material de guerra vindo da América do Norte. Além disso socorreram-se de um novo invento militar extremamente eficaz e ainda não possuído pelos alemães: o radar, que surpreendeu Hitler e os seus generais.
Na Líbia os italianos lutavam com os ingleses enquanto as potências do Eixo se ocupavam da reorganização da Europa segundo as suas conveniências políticas. Mussolini queria mais protagonismo do que o que lhe era concedido, e por essa razão decidiu atacar a Grécia em 28 de Outubro de 1940; só que, tanto na Grécia como na Líbia, teve de pedir auxílio aos alemães.
Ao mesmo tempo que o Afrikakorps do general Rommel chegava então a África, em Fevereiro de 1941, a Jugoslávia era invadida pelas divisões blindadas de von Kleist; pouco depois, as de List invadiram a Grécia e Creta. Nestas operações manifestou-se, mais uma vez, a capacidade inventiva da máquina de guerra alemã: falamos da intervenção das tropas aéro-transportadas, que já tinham tido imenso sucesso e efeito surpresa na Holanda e Dinamarca. Com a II Guerra Mundial pela primeira vez na história dos conflitos bélicos eram utilizados pára-quedistas.
Entre 1941 e 1942 o Eixo avançou; todavia, os planos de Hitler foram alterados. A Guerra Relâmpago não lhe dera a conquista da Inglaterra e as relações com a URSS, entretanto, tinham-se destabilizado, a ponto da Alemanha invadir o seu ex- "aliado", na "Operação Barbaroxa", iniciada em Junho de 1941, atrasada por dois meses devido a problemas nos Balcãs.
O sucesso inicial pertenceu às forças hitlerianas, que em Setembro de 1941 cercaram Leninegrado (actual S. Petersburgo) e tomaram Kiev a 19 de Setembro. O general von Block saiu vitorioso nas batalhas do cerco de Minsk e em Bialystock, e, seguidamente, nas de Viazma-Briansk. Em Outubro, chegava às portas de Moscovo.
A Wehrmacht, exausta e esgotada, retirou-se então para retemperar as suas forças, mas quando retomou as operações foi surpreendida pelo rigoroso Inverno russo. Esta campanha revelou-se num extremo fracasso para os até aí sempre vitoriosos exércitos alemães. A acção do célebre "general inverno" e a resistência das tropas soviéticas, foram decisivas para a derrota nazi a leste. Os exércitos alemães, profundamente desgastados e dizimados, foram obrigados a retirar. A primeira grande derrota de Hitler ecoou por toda a Europa, onde crescia o sentimento de revolta das populações contra o invasor e a esperança renascia. Criava-se, entre os alemães, principalmente os militares, o terrível espectro negativo da "Frente Russa", um castigo para muitos soldados que levavam apenas "bilhete de ida" ...
Em 1941 a Inglaterra era favorecida por uma lei norte-americana votada pelo congresso, a lei de empréstimo-arrendamento, que permitiu o envio de material para a Europa, imediatamente colocado ao serviço da Inglaterra; nesse mesmo ano, os americanos aprovavam um plano de auxílio à URSS. A 14 de Setembro de 1941, num navio de guerra no Atlântico, foi assinada a Carta do Atlântico, entre a Inglaterra e os Estados Unidos da América, um documento onde eram propostos os objectivos da guerra e do pós-guerra por parte dos Aliados. Nesta fase dos acontecimentos o presidente norte-americano, Roosevelt, não tinha o apoio da opinião pública americana, que era contra a entrada do seu país na guerra. No entanto, esta posição mudou radicalmente com o ataque japonês a Pearl Harbor, que fez entrar os EUA na II Guerra Mundial (7 de Dezembro de 1941); a 11 de Dezembro, a Itália e a Alemanha declararam guerra aos Estados Unidos, numa altura em que a URSS adoptava uma posição de neutralidade no conflito do Extremo Oriente.
Nesta área, o Japão já tinha tomado o Sudoeste Asiático e ameaçava a Austrália. A ofensiva apenas foi contrariada pela batalha de Midway (ilhas a norte do Hawai), em Junho de 1942, em que os americanos vencem e travam o avanço nipónico, mudando o curso da guerra do Pacífico. Com estes acontecimentos terminava, segundo os especialistas, a fase vitoriosa do Eixo. A partir de então, a guerra entrava naquilo a que vulgarmente se designa "o equilíbrio de forças", um período que a longo prazo se revelará decisivo no percurso do conflito.
O ano de 1942 foi um bom ano para o Eixo. Em Julho de 1942 a Wehrmacht lançou uma nova ofensiva, conquistou a Criméia, chegou ao Cáucaso (região petrolífera) e ao Volga (minas de carvão e ferro abundantes), enquanto o Afrikakorps se aproximava do Cairo. Começava a crescer o prestígio do comandante Erwin Rommel, encarado por todos (alemães e adversários aliados) como um superdotado e protegido pela sorte. A tal ponto que o comando Aliado publicou diversas ordens de serviço onde se referia, expressamente, que aquele a quem chamavam "a raposa do deserto", era um militar como outro qualquer e passível de ser derrotado - como viria a suceder. O Reich estava a interferir no Médio Oriente, instigando a revolta das populações árabes contra os ingleses e, juntamente com o Irão, atacava a Índia britânica, também fustigada pelos japoneses, que dominavam a leste, a colónia inglesa de Burma (hoje Myanmar ou Birmânia). Mas estas vitórias quase se podem considerar o "canto do cisne" do avanço das forças totalitárias.
Nesta altura a batalha também evoluia no Atlântico para um conflito naval que se travava mesmo antes da entrada oficial dos Estados Unidos na guerra. A acção dos submarinos do Almirante Doenitz, (no fim da guerra, por uns dias, ainda sucedeu a Hitler), os terríveis "U-Boat" (U2) foi avassaladora, afundando milhões de toneladas, entre navios de guerra e de transporte. Mais uma vez a tenacidade da resistência aliada, reforçada com a entrada dos americanos no conflito e o desenvolvimento de novas armas (como as cargas de profundidade) e tácticas navais, foi decisiva para os aliados levarem a melhor. A "limpeza" dos mares, até aí infestados de submarinos germânicos, foi decisiva para a manutenção e intensificação de linhas de abastecimento entre a Europa (mais propriamente entre as ilhas britânicas e as bases americanas dos Açores) e a América do Norte.
O "raid" japonês a Pearl Harbor desorganizou momentaneamente a máquina bélica norte-americana. Contudo, os EUA recuperaram bem com uma rápida readaptação da indústria de guerra, a qual prontamente recompensou as perdas sofridas. Este país assumiu a partir de então o papel de "arsenal" das potências aliadas.
O Exército Vermelho continuava a lutar, ao mesmo tempo que os aliados passavam ao contra-ataque bombardeando as cidades ocupadas numa Europa dominada pela Alemanha. Esta nação era forte mas revelava fragilidades: a carência de matérias-primas e de mão-de-obra eram as mais evidentes. Para as resolver, os nazis aplicaram uma política repressiva nos países ocupados, explorando os seus reclusos e obrigando à deportação de milhares de pessoas para diversos campos-de-trabalho. Contudo, o objectivo não era apenas este. Os nazis praticaram uma politica racista, perseguindo ciganos e sobretudo judeus, em especial no leste da Europa. Os vários milhões de pessoas deportadas não foram levadas para campos-de-trabalho; foram conduzidas para os tristemente célebres campos de morte - Auschwitz, Dachau, Treblinka, entre outros - onde foram pura e simplesmente exterminadas.
Do Outono de 1942 a 1945, a vitória passou a estar ao alcance dos Aliados. Terminara a fase do equilíbrio de forças e contenção no avanço territorial germânico e iniciava-se a última etapa do conflito: o avanço aliado. A 23 de Outubro de 1942 o general Montgomery iniciou uma contra ofensiva britânica no Egipto, perseguindo as forças italianas e germânicas que se refugiaram na Tunísia. Depois de El Alamein, "Monty" dominava o Norte de África. Para além do génio militar deste general bem como do seu congénere norte-americano Patton, que derrotou os italo-alemães na batalha de Kesserling, o VII exército aliado beneficiou do desgaste do material alemão e do corte no envio de reforços por parte de Berlim. Rommell, entretanto, é enviado para a França, onde terá a seu cargo a supervisão da defesa da barreira atlântica alemã ("a muralha do Atlântico") contra a eminente invasão aliada.
Em Novembro, as tropas anglo-americanas desembarcaram no Norte de África francês, de onde partiu o ataque de Itália. No final de 1942, o Exército Vermelho lançou uma operação ofensiva no Volga, onde as forças germânicas comandadas por Von Paulus resistiram até ao limite das suas forças, vindo a capitular a 2 de Fevereiro de 1943. Neste contra-ataque soviético, deu-se a célebre batalha de Estalinegrado (hoje Volvogrado, S. Petersburgo), confronto decisivo e tristemente emblemático da II Guerra Mundial. De 25 de Agosto de 1942 a 2 de Fevereiro de 1943, os alemães ocupantes (depois da ofensiva sobre o Cáucaso) sofreram um duro cerco dos soviéticos, perante o qual capitulam, deixando um rasto de cerca de 300 000 soldados seus mortos. Rebentava um verdadeiro escândalo e mau-estar entre os comandos alemães: pela primeira vez, um general alemão, von Paulus, aceitava render-se ao inimigo. Hitler chamar-lhe-ia "traidor". O cerco a Estalinegrado foi mesmo considerado um dos episódios mais dramáticos da guerra. A população soviética, abandonada à sua sorte, sofreu horrores nunca vistos. Conta-se que, para sobreviver, muitos soldados foram levados a alimentar-se com carne humana, dos familiares que pereceram vítimas das balas alemãs, do frio e da subnutrição ou mesmo de soldados.
Nesse ano o Eixo perdia em todas as frentes. No Pacífico, os americanos conquistam Guadalcanal, e estavam a preparar uma grande ofensiva. Entre o Inverno e a Primavera, o Exército Vermelho prosseguiu a sua marcha, recuperou Rostov em Fevereiro de 1943, Kharkov em Agosto; Donetsk e Kuban em Setembro, Smolensk a 25 de Setembro e Kiev a 6 de Novembro.
A 24 de Julho, Mussolini tinha caído nas mãos dos seus inimigos, na sequência do desembarque dos Aliados na Sicília a 10 de Julho de 1943, enquanto a Alemanha persistia em resistir. Mussolini fora preso pelo rei, mas de seguida foi libertado pelas SS, enquanto a Itália continental era ocupada pela Wehrmacht.
A 9 de Setembro de 1943, os Aliados desembarcaram em Itália, em Anzio, onde encontraram uma forte resistência. Só a 4 de Junho de 1944 conseguiram tomar a cidade de Roma depois de conquistarem o reduto nazi de Monte Cassino, cerco que também ficou célebre tal foi a destruição e mortandade atingidas. Na tomada de Itália, os franceses entraram de novo em grande força no conflito com um contingente das F.F.L. (Forças Francesas Livres).
Após o encontro entre os líderes das potências aliadas, o presidente norte-americano F. D. Roosevelt, o primeiro Ministro britânico Winston Churchill e o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (P.C.U.S.) José Estaline, efectuado na Conferência de Teerão (Irão) entre Novembro e Dezembro de 1943, os ingleses e americanos prepararam uma ofensiva militar decisiva para o desfecho deste conflito - o desembarque na Normandia. Esta operação, de nome de código Overlord, dirigida sob o alto comando do general Dwight Eisenhower, foi preparada ao longo de meio ano.
A Alemanha tentava aguentar a situação militar e manter o moral, mas a guerra começava a escapar do seu controlo. Na Primavera de 1944, os russos desenvolveram uma nova grande ofensiva no vale do Dniepre. Tomaram Odessa, a Criméia e Sebastopol, invadindo depois a Roménia e a Bulgária.
Entre 1944 e 1945, a guerra entrou numa fase que conduziria à derrota total das forças tripartidas do Eixo. A 6 de Junho de 1944 (dia D, ou J, de jour para os franceses), as forças conjuntas inglesas e americanas desembarcaram na costa da Normandia, onde se instalaram, para depois penetrarem na linha defensiva alemã de Avranches a 30 de Julho, que exploraram bem, até à entrada em Paris a 25 de Agosto, passando depois para o Somme, Aisne e Marne. O segundo desembarque das forças aliadas, desta feita franco-americano, efectuou-se na Provença a 15 de Agosto, permitindo a libertação de Toulon e de Marselha (na França Livre, mas dominada pelos nazis), duas importantes bases navais. À medida que se desenrolavam estes acontecimentos, acções de guerrilha (da Resistência e dos "Maquisards") tentavam destabilizar as forças germânicas, na retaguarda.
Era, por assim dizer, o prolongamento de uma das facetas mais heróicas da guerra: a da resistência nos países ocupados. O grande episódio desta "guerra da noite" desenrolara-se por toda a França onde o "maquis" (designação de um género arbustivo típico do sul de França, onde se localizavam os redutos dos resistentes "maquisards") protagonizou a chamada "batalha do rail", desorganizando e sabotando o sistema de transporte e abastecimento das tropas alemãs, através de comboios, bem como fornecendo informações vitais aos comandos aliados. Entre os mártires desta "guerra", citem-se, entre tantos, os nomes de heróis como Jean Moulin ou o historiador Marc Bloch.
Mas este movimento não se resumiu à França. Em todos os países houve quem não receasse perder a vida pela liberdade pegando em armas contra o invasor e, neste processo, destacaram-se os militantes dos partidos de esquerda. A título de exemplo veja-se o caso da Jugoslávia, cuja resistência ficou, quase em exclusivo, a dever-se aos guerrilheiros do general croata Tito (Jozip Broz). A Wehrmacht entretanto retirava-se para as fronteiras alemãs, mas Hitler depositava as suas esperanças na utilização de uma nova arma: as bombas V1 e V2, usadas em 1944 no bombardeamento das cidades inglesas, a partir de bases na Noruega e na ilha de Helgolândia.
Depois de alguns sucessos na contra-ofensiva das Ardenas, os alemães foram travados pelos norte-americanos. Na região renano-alsaciana, os franceses ocupavam Estrasburgo em Setembro, mas só acabaram com a bolsa de resistência alemã de Colmar em Fevereiro de 1945.
A frente oriental parecia estar estável, mas o Exército Vermelho preparava a sua última grande ofensiva, concretizada a partir de 12 de Janeiro de 1945, quando tomou Varsóvia, Cracóvia, Lodz e, em Fevereiro, Budapeste e Poznan.
A partir de Fevereiro de 1945, a guerra chegava ao interior das fronteiras da Alemanha. Os alemães, estupefactos, foram batidos pelos russos em Torgau, ponto de encontro das duas frentes aliadas, no Elba, a 25 de Abril de 1945. Em Berlim, uma cidade cercada, Hitler foi informado da morte de Mussolini, enforcado em Milão por resistentes italianos a 28 de Abril. Nesta altura, o líder nazi havia-se refugiado num "bunker" na capital do Reich. A guerra estava perdida. Passados dois dias Hitler pôs termo à sua vida, juntamente com a sua companheira Eva Braun (casados oficialmente havia poucos dias); e o novo governo foi formado pelo almirante Doenitz, que pediu o final das hostilidades. O cadáver de Hitler nunca foi descoberto, provavelmente por se ter transformado em cinzas depois de cremado pelos seus esbirros. Já Goebbels, ministro da Propaganda, sua mulher e oito filhos, que se tinham suicidado, foram queimados, mas os corpos ainda foram encontrados reconhecíveis.
A 2 de Maio, Berlim era oficialmente tomada pelos soviéticos, no mesmo dia em que as tropas alemãs eram derrotadas definitivamente na Itália. A capitulação dos alemães foi assinada a 8 de Maio. Em conformidade com as determinações acordadas na Conferência de Ialta de Fevereiro de 1945, a Alemanha foi então dividida em zonas de ocupação.
No Pacífico, a Guerra ainda não tinha terminado. Os americanos tinham desembarcado nas Filipinas em Setembro de 1944, tomaram Manila em Fevereiro do ano seguinte e destruíram a quase totalidade da frota japonesa na batalha naval de Okinawa em 6 e 7 de Abril de 1945, às "portas" do Japão. No arquipélago filipino, como também na China, os Japoneses criaram campos prisionais medonhos que não ficam atrás dos dos nazis em requintes de crueldade.
A guerra aqui parecia continuar porque o Japão ocupava ainda a Indonésia, a Indochina, uma parte da China e algumas ilhas no mar Amarelo e da China Meridional. Para pôr um ponto final nesta situação, o presidente americano mandou lançar duas bombas atómicas sobre o Japão, uma em Hiroxima a 6 de Agosto de 1945, e uma segunda em Nagasáqui a 9 de Agosto do mesmo ano (um saldo imediato de mais de 120 000 mortos). Estes dois actos levaram à capitulação dos japoneses, assinada a 14 de Setembro de 1945, no couraçado americano Missouri, estacionado na Baía de Tóquio. Do lado americano, estava o general Douglas McCarthur, o comandante-chefe das forças aliadas no Pacífico e que havia coordenado a guerra nesta zona desde a invasão japonesa das Filipinas no início de 1942.
A II Guerra Mundial fez cerca de sessenta milhões de mortos, metade dos quais civis. Para além da destruição de vidas humanas e da destruição massiva de quase todas as estruturas produtivas europeias, este conflito mundial provocou a derrocada dos valores da civilização ocidental, questionados por esta onda de violência sem precedentes. Era muito difícil superar este terrível clima de terror, que culminou com a utilização da mais destruidora de todas as armas, a bomba atómica, ainda hoje polémica, e conheceu o horror dos horrores com a "Solução Final" nazi que foi o Holocausto (Shoah, entre os judeus).
Com o final da guerra a tragédia não acabou; havia aproximadamente 20 milhões de deslocados, que levantavam questões de repatriamento; a economia da Europa estava arrasada; e os países de Leste dominados pelas forças hitlerianas passaram a estar sob o domínio de regimes totalitários de esquerda, centrados na URSS de Estaline, um líder brutal também.
O Mundo estava agora dividido entre dois fortes pólos de influência, os Estados Unidos e a União Soviética. Os povos colonizados começavam a reivindicar a sua libertação e a Alemanha deixava de ser um estado coeso, dando lugar a duas nações: a República Federal da Alemanha (Ocidental) e a República Democrática Alemã (leste).
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Segunda Guerra Mundial. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010.
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