29/10/2009

SUBTEMA I.2.PORTUGAL: DA 1ª REPÚBLICA À DITADURA MILITAR

CONTEXTUALIZAÇÃO
No início do século XX, o mundo passou por grandes transformações que também afectaram Portugal.
Desde os finais do século XIX, a divulgação das doutrinas socialistas e republicanas ameaçava o regime monárquico português. Aproveitando as dificuldades económicas do país, os sinais de corrupção e uma certa desorientação dos governantes da Monarquia, em 1910 deu-se uma revolução e foi instaurada uma República em Portugal.
A revolução republicana tinha como principal objectivo melhorar a vida dos cidadãos e modernizar o país. Contudo, o novo regime não se mostrou capaz de resolver, de imediato, os problemas que afectavam Portugal. Dezasseis anos depois, caiu a 1ª República e foi imposta uma Ditadura Militar.

21/10/2009

A REVOLUÇÃO SOVIÉTICA

A Rússia viveu no início desse século três grandes movimentos revolucionários: A Revolução de 1905; e as duas revoluções de 1917. Em todas a organização dos sovietes e sua ação política foi fundamental.

A REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA

Em 1905 a Rússia conheceu sua primeira grande revolução; país atrasado economicamente, lançou-se em uma aventura militar contra o Japão, numa disputa neocolonialista pela região da Mandchúria, agravando a precária situação da população tanto do campo como das cidades.

Desde janeiro de 1905 as manifestações sociais se multiplicaram: marchas, greves e motins militares que, mesmo violentamente reprimidos serviram para dar maior organização aos trabalhadores, e garantiram algumas conquistas políticas, de caráter liberal. No entanto, podemos considerar que a maior vitória popular foi sua auto-organização política, independente, classista: os sovietes.

Os sovietes eram conselhos formados por operários e soldados, eleitos nas fábricas e nos regimentos militares, excluída a participação dos burgueses e oficiais. Como representantes dos trabalhadores da capital, São Petersburgo, foram responsáveis por conduzir a luta contra a autocracia czarista, reivindicando melhores condições de vida e de trabalho, direito de greve, reforma agrária e a formação de uma Assembléia Nacional. Na prática os sovietes constituíram-se como um "poder paralelo" e representaram um grande salto no processo de organização e conscientização política da classe operária.

O refluxo do movimento, a partir das conquistas obtidas, fez com que os líderes dos sovietes fossem forçados ao exílio ou presos pelo czar.

A REVOLUÇÃO BURGUESA - fevereiro de 17

A revolução de fevereiro foi reflexo da participação da Rússia na 1° Guerra Mundial. A Rússia tentava aliar o desenvolvimento industrial à manutenção da estrutura absolutista de poder. A industrialização russa, tardia, não deveu-se à ascensão da burguesia ao poder, como ocorreu em outros países, foi fruto da abertura do país ao capital estrangeiro, em especial inglês e francês, fato que explica a participação do país na grande guerra: a mentalidade imperialista e expansionista em busca de mercados e a dependência frente ao capitalismo dessas duas potências.

A derrubado do czarismo e a formação de um governo provisório, representou a ascensão da burguesia ao poder, porém não representou apenas uma substituição de governantes, pois somente foi possível a partir da organização e mobilização de trabalhadores e soldados, organizados novamente nos sovietes.

No início de 1917, a situação era de tamanha gravidade que as greves se multiplicavam e os soldados que abandonavam as frentes de batalha retornavam à cidade e organizavam-se contra o governo. Em fevereiro, o potencial revolucionário das massas seria canalizado por líderes burgueses contra o absolutismo e a favor de reformas.

A REVOLUÇÃO SOCIALISTA - outubro de 17

"Todo poder aos Sovietes". Essa tornou-se a palavra de ordem dos Bolcheviques a partir de junho de 17, em oposição ao governo provisório, que manteve a Rússia na guerra.
Lenin - 1920

Reivindicar o poder para os sovietes seria a forma de iniciar a construção de uma sociedade socialista, mas antes de tudo, serviu para demonstrar a política traidora do Partido Menchevique e do Partido Socialista Revolucionário - que apoiavam o governo provisório - e ao mesmo tempo estavam em maioria nos sovietes. Nesse sentido a palavra de ordem significava: "Governem em nome dos trabalhadores e não aliados com a burguesia". Os partidos que se diziam socialistas começavam a ser desmascarados e o Partido Bolchevique passaria a ser a principal referência política para os trabalhadores.


Em setembro a maioria dos membros eleitos para o soviete de Petrogrado eram bolcheviques e sob o comando de Trotski formaram a Guarda vermelha e o Comitê Militar Revolucionário: estava aberto o caminho para a tomada do poder.
Trotski



SUBTEMA I.1:HEGEMONIA E DECLINIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA

FICHA FORMATIVA
1.Relaciona os conceitos da coluna de cima com os da coluna de baixo, escrevendo a respectiva letra no quadrado apropriado.
A – Guerra curta
B – Paz armada
C – Guerra de posições
D – Rivalidade económica
E – Paz
F – Mapa cor-de-rosa
Armísticio__
Imperialismo colonial__
Guerra de movimentos__
Corrida aos armamentos__
Trincheiras___
Conferência de Berlim__
2. Caracteriza a guerra de trincheiras.
3.Refere as armas usadas pela primeira vez durante a 1ª Guerra Mundial.
4.. Lê e interpreta o documento escrito .
Uma nova organização internacional
"No começo da Conferência, Wilson consegue que seja criada uma nova organização destinada a desenvolver a cooperação entre as nações…"
Memória do Mundo, das origens ao ano 2000, Círculo de Leitores
4.1.Identifica a organização.
4.2.Indica outros objectivos deste organismo.
5.No fim da guerra, a Europa apresentou uma “Nova Carta Política”.
5.1.Indica os novos Estados nascidos do desmoronamento dos impérios.
6.Das seguintes afirmações, assinala com um V as verdadeiras e com um F as falsas. Em seguida, reescreve, de forma correcta, aquelas que consideraste falsas.
A Conferência de Paz reuniu-se em Berlim, em 1919.__
O Tratado de Versalhes impôs à Alemanha a perda das suas colónias.__
O Tratado de Versalhes devolveu à Alemanha a Alsácia-Lorena.__
O Império Austro-Húngaro e o Império Turco foram desmembrados.__
Os Estados Unidos não foram membros da Sociedade das Nações.__
Uma das principais consequências da Grande Guerra foi o reforço da supremacia europeia no mundo.__
7.Relaciona os conceitos desta lista com os dois grandes sistemas económicos referidos ao lado (socialismo e capitalismo), colocando as letras A ou B nos quadrados adequados.
A- Socialismo
B- Capitalismo
Bolchevismo__
Colectivização__
Marxismo-leninismo__
Comunismo__
Livre iniciativa__
Nacionalização__
Livre concorrência__
Propriedade privada__

SUBTEMA I.1.: HEGEMONIA E DECLÍNIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA.: MODELO AMERICANO


09/10/2009

SUBTEMA I.1.: HEGEMONIA E DECLÍNIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA.:Resumo sobre Imperialismo

Estrutura de Tópicos

1. Conceito
* Também chamado de Neocolonialismo, foi um movimento de conquista e dominação de territórios da África, Ásia e Oceania, por países ricos da Europa, a partir do século XIX.

2. Antecedentes I
* A exploração de países pobres por potências imperialistas, está relacionada com a Revolução Industrial.
* Isto porque o crescimento do número de indústrias estimulou a busca de matérias-primas, que estavam em falta na Europa.
* Além disso, fazia-se necessário a busca de novos mercados consumidores, para escoar a produção das fábricas, e dos capitais disponíveis.
* O grande crescimento populacional também pedia disponibilidade de novas terras a ser ocupadas.
* Estes fatores, associados a outros, estimulou a corrida com vista a dividir territórios, principalmente na África e Ásia, que pudessem suprir estas necessidades européias.

3. Antecedentes II
* Os principais potências imperialistas foram: Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Rússia e Japão.
* Vale ressaltar que a participação destas potências ocorreram em graus e momentos diferentes.
* Alguns destes países justificavam que suas ações eram benéficas e necessárias, pois estavam levando progresso aos povos dominados, numa “ missão civilizadora ”.
* A África foi o continente que mais sofreu com a corrida imperialista. A “ Partilha da África ” não levou em consideração as diferenças culturais entre as tribos, estimulando conflitos que existem até hoje.
* Por outro lado, alguns conflitos colocaram em risco o domínio de países como a Inglaterra, que enfrentou algumas revoltas como: Guerra dos Bôeres, Revolta dos Cipaios e Guerra do Ópio.


4. Guerra dos Bôeres
* A Guerra dos Bôeres ocorreu na África do Sul, entre 1880 e 1902.
* O confronto ocorreu entre os Bôeres, africanos de origem holandesa e francesa, contra os ingleses.
* Um dos principais motivos do conflito, foi o fato dos ingleses desejarem se apoderar das minas de diamante do território Boer.
* Apesar das vitórias iniciais, os Bôeres foram derrotados pelos ingleses.

5. Revolta dos Cipaios
* A Revolta dos Cipaios ocorreu na Índia, em 1857.
* O confronto ocorreu entre os Cipaios, soldados indianos que lutavam no exército inglês, contra os ingleses.
* Entre os motivos está a indesejada ocupação da Inglaterra na Índia, e a tentativa de converter hindus e mulçumanos indianos ao cristianismo.
* Além disso, havia a suspeita de que a gordura utilizada para lubrificar as armas, provinha do porco e do boi. Como estes animais são considerados impuros ou sagrados por alguns indianos, este fato estourou a revolta.
* No fim, os ingleses venceram o conflito.

6. Guerra do Ópio
* A Guerra do Ópio ocorreu na China, entre 1839 e 1860. O confronto ocorreu entre chineses e ingleses.
* Os motivos do conflito estão nos interesses dos ingleses em comercializar com a China. Porém, o mercado chinês era fechado.
* Contudo, um dos produtos com boa aceitação era o ópio , droga entorpecente proveniente da papoula. Por um tempo, o comércio rendeu grandes lucros aos ingleses.
* Devido ao vício de civis e militares, o governo chinês proibiu e mandou queimar toneladas da droga. Isto despertou a fúria dos ingleses, que declararam guerra à China.
* No fim, a Inglaterra saiu vitoriosa. Através de tratados, como o Tratado de Nanquim , muitos portos foram abertos aos ingleses, entre eles o de Hong Kong e Xangai.

08/10/2009

SUBTEMA I.1.: HEGEMONIA E DECLÍNIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA.:

IMPERIALISMO E COLONIALISMO

Nesta teleaula vais ver como e por que o imperialismo se intensificou entre os países europeus a partir da segunda metade do século XIX. Além disso, saberás que regiões foram dominadas pelos países imperialistas e como países não europeus Japão e Estados Unidos, tornaram-se imperialistas.

PARTE I


PARTE II

SUBTEMA I.1.: HEGEMONIA E DECLÍNIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA.: A 1ª GUERRA MUNDIAL

A vida dos soldados nas trincheiras. As mortes desnecessárias...



Aula de 1ª Guerra Mundial e Revolução Russa, Parte 1/2

Aula de 1ª Guerra Mundial e Revolução Russa, Parte 2/2

SUBTEMA I.1.:HEGEMONIA E DECLÍNIO DA INFLUÊNCIA EUROPEIA: 1.2. A 1ª GRANDE GUERRA

CONTEXTUALIZAÇÃO
Em finais do século XIX, a Europa continuava a exercer um forte domínio sobre outras regiões do Mundo, baseado no seu poder económico. A política imperialista das potências europeias deu origem a uma forte concorrência económica e a tensões internacionais que conduziram à 1ª Guerra Mundial.
Esta guerra provocou profundas alterações na economia, na política e na sociedade, sobretudo nos países da Europa e nos EUA. Após a guerra, a Europa perdeu o seu lugar de supremacia e os EUA afirmaram-se como a primeira potência mundial.
Os anos que se seguiram à guerra foram de grande prosperidade para os EUA, enquanto a Europa recuperava da guerra, num clima de paz que se mostrou frágil.

A 1ª GUERRA MUNDIAL

Nesta teleaula vais conhecer a história da Primeira Guerra Mundial. Vais saber os motivos que a provocaram e entender por que tantos países lutaram em diferentes lugares do mundo. Além disso, verás como os avanços da industrialização foram aproveitados nos campos de batalha e saber o que aconteceu de importante no mundo com o fim deste conflito.

PARTE I


PARTE II

TEMA K: DO SEGUNDO APÓS-GUERRA AOS ANOS 90 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

Alemanha após a guerra


TEMA J: DA GRANDE DEPRESSÃO À 2ª GUERRA MUNDIAL: CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS


A Grande Depressão 





Mussolini e Hitler

TEMA I: A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉCULO XX: CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS


Exploração das imagens de abertura do Tema K do Manual


Estas duas páginas foram pensadas para fazerem ressaltar uma clara polarização: à esquerda, a fortíssima imagem da conquista do Espaço, dos primeiros passos do ser humano na Lua e progresso tecnológico ilustrado na imagem com a “realidade virtual”; do outro lado, o retrato da miséria mais dolorosa, a que atinge as crianças, sobretudo no Terceiro Mundo. 
A fazer a ligação entre estes dois extremos, o derrube do Muro de Berlim, o maior expoente da Guerra Fria e como remate final a luta contra o grande flagelo da actualidade – o terrorismo. O mural comemorativo da Revolução de Abril permanece como o grande alicerce da sociedade portuguesa actual.

Exploração das imagens de abertura do Tema J do Manual


O início destas páginas é claramente dominado por símbolos ditatoriais do passado e do presente: o nazismo, com a fotografia de Hitler e o tão recente regime iraquiano de Saddam Husseim.
Dos campos de concentração com os tristemente familiares uniformes de riscas, repetem-se em paralelo nos campos de concentração e de extermínio étnico da ex-Jugoslávia. No canto superior esquerdo, um dístico num carro clama por trabalho (possibilidade de fazer uma ponte entre os anos 1930 e os tempos que vivemos). Do lado direito, estabelece-se uma confrontação entre o sinistro cogumelo da bomba atómica, e outras manifestações de guerra da actualidade – a guerra das pedras, espelhada na revolta das crianças palestinianas. Ao longo do século XX até inícios do novo milénio proliferam gigantescas manifestações contra a guerra: manifestações a favor da paz, antes da 2.a Guerra Mundial, e muito recentemente, manifestações pacifistas contra a guerra do Iraque. A abrir o novo milénio deflagra no Mundo uma nova ameaça, manifestada em
grande dimensão no atentado de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, apesar dos contínuos esforços da ONU, ilustrados nestas imagens pela Assembleia da ONU e por um “capacete azul” das forças internacionais, para a manutenção da paz no Mundo. Em resumo, a perenidade da guerra, mas também das reacções contra ela (populares ou institucionais, com a ONU); e também a perenidade de alguns flagelos, como os genocídios ou o desemprego.

Exploração das imagens de abertura do Tema I


Na margem esquerda, destacam-se imagens de guerra, da 1.a Guerra Mundial às actuais
guerras civis. A guerra é equilibrada com alguma pintura modernista, por um lado, e com a evolução das grandes linhas de produção automóvel. Do lado direito domina a moda feminina da 1.a e da 2.a metade do século XX, que simboliza também a emancipação da mulher; é também uma figura feminina que simboliza o nascimento da República e que segura na sua mão direita os restos das grilhetas que a prendiam a ela, mulher, e à sociedade do Antigo Regime e que ainda continua a constituir a actual figura da República Portuguesa.

SUGESTÃO DE EXPLORAÇÃO DA CAPA DO MANUAL


O século XX sofre de excesso de imagens terrivelmente fortes. Parece fácil escolher uma delas para o simbolizar. Só as guerras sugerem-nos uma boa mão-cheia de instantâneos: dos “cogumelos” de Hiroxima e Nagasáqui aos helicópteros e ao napalm do Vietname, das guerras coloniais à bandeira de Iwo Jima… Mas há ainda os campos de concentração e o Holocausto, a moda, os movimentos dos anos 60 do século XX, os Beatles ou o Maio de 68, Elvis Presley ou Marilyn. E há a ciência, há Einstein. E há a Depressão de 1929 ou os arranha-céus.
Escolhemos esta fotografia da Queda do Muro de Berlim por pensarmos que ela é muito rica e pode ser explorada até à exaustão: por um lado há o Muro, símbolo da Guerra Fria, quase mais perturbador e sinistro do que a guerra aberta propriamente dita, com uma cidade dividida a meio no coração da Europa, janelas entaipadas, famílias separadas, arame farpado. Depois, num segundo momento, o odioso muro cinzento é coberto de graffitis, símbolos da revolta e da cor contra a opressão.
No fim, o Muro é derrubado; e por entre uma das primeiras fendas, sobre a espessura do betão triunfa o amor numa das suas manifestações mais intensas: o beijo de dois jovens – símbolo da esperança de um mundo melhor. Esta imagem é de tal forma rica para a abordagem dos conteúdos do 9.° ano, que ela própria constitui uma síntese das contradições da nossa época contemporânea.

26/08/2009

RELATÓRIO

COMO SE FAZ UM RELATÓRIO
A consulta de um dicionário de Língua Portuguesa dá-nos a seguinte definição de relatório: "exposição circunstanciada e objectiva, oral ou por escrito, daquilo que se viu, estudou, observou, analisou... ".
Ao longo da tua vida académica e profissional, vais ter de produzir rela­tórios cujo objectivo é descrever situações, factos, actividades, comunicar um trabalho, uma pesquisa, um projecto desenvolvido. Para além do papel de comunicação que o relatório efectivamente tem, a sua elabora­ção permite ao autor uma análise crítica sobre o seu trabalho e a perspec­tivação da actividade futura. Daí que, num relatório, não te possas limitar a descrever o que foi feito, mas como foi feito: deves registar os processos que te levaram a determinadas conclusões, as dificuldades sentidas, as hipóteses de trabalho levantadas, etc.
O professor avisa com antecedência o dia em que terás que apresentar o (s) relatório (s). Tens de reter dois aspectos muito importantes:

1. Cumprimento do prazo - se entregas um relatório fora do prazo és penalizado na avaliação. Na tua vida futura, pode até acontecer que o teu trabalho não seja aceite. Para aprenderes, o teu professor de AP pode assumir este comportamento.

2. Um relatório prepara-se com tempo. O conhecimento antecipado da data de entrega permite-te gerir o tempo da sua produção para que o documento final reflicta cuidado na apresentação e um conteúdo subs­tancial, quer dizer, mostra de facto o trabalho que desenvolveste.

Tipos de relatório
No âmbito da AP e História vais ter de produzir diferentes tipos de relatórios:
1. Relatórios de actividade
2. Relatórios de desenvolvimento/processo
3. Relatórios do produto final
Vamos analisar os objectivos de cada um destes tipos de relatório e de seguida a estrutura que deves seguir para a sua elaboração.

1. Relatório de actividade - o professor pode solicitar um relatório indi­vidual ou de grupo de uma iniciativa, de uma saída ou actividade de campo, de uma visita de estudo, de um conjunto de actividades pro­duzidas num determinado período de tempo.
2. Relatório de desenvolvimento de processo - está prevista a apresenta­ção de um relatório do desenvolvimento do projecto em AP, em dois momentos:
● no fim do 1º período.
● no Carnaval.
Contudo, o professor pode solicitar um relatório de desenvolvimento sempre que considere oportuno. Os objectivos destes relatórios, também designados por relatórios de processo, são, entre outros, os seguintes:
● permitem que o grupo e cada um dos seus elementos tomem consciên­cia do processo de execução do projecto e da participação de cada um;
● ajudam a reflectir sobre as dificuldades e até bloqueios do projecto favorecendo a sua superação;
● podem orientar a reformulação do projecto;
● promovem a auto-avaliação;
● constituem elementos de avaliação para o professor.
No final do ano poderás apresentar um relatório individual final onde expões um balanço do teu trabalho ao longo do ano.
3. Relatório do produto final
O relatório do produto final acompanha a apresentação do produto no fim do ano lectivo. O produto final é a concretização do projecto desen­volvido: integra a experiência do projecto.
Pode acontecer que ao longo do ano o teu professor te solicite produtos do trabalho, e nesse caso, estás a apresentar um relatório de produto.
Em diferentes momentos, terás de apresentar quer relatórios individuais quer relatórios de grupo. A sua solicitação é geralmente acompanhada por um conjunto de instruções que te orientam na sua produção.

A estrutura de um relatório
Vamos apresentar-te um conjunto de elementos que poderás encarar como um guião para a elaboração de relatórios.
Geralmente, o relatório apresenta as seguintes partes: capa, índice/sumário, texto, anexos.

Capa
Na capa devem constar os seguintes elementos:
- o nome da escola
- o título: (por exemplo, "Relatório do Trabalho de Projecto")
- a tua identificação
- a identificação do professor
- a data.
Apesar de a capa não ter registado o número de página, conta como página 1.

Sumário
Na página 2 deves registar o sumário, por vezes designado por índice, que tem por função apresentar a estrutura do relatório e a sua localização através do registo da página. Por exemplo:
1. Introdução……………………… 3
2. O carácter da Área de Projecto.. 5
3.
4.
5. Bibliografia …………………….. 15
6. Anexos ………………………….. 17

Texto
Deves iniciar o teu texto com uma introdução onde justificas a razão de ser do relatório e os seus objectivos. Podes apresentar, brevemente, o plano do texto que produziste. No relatório, isto é, no texto propriamente dito, identificas o objectivo do relatório, descreves o trabalho que reali­zaste, as metodologias utilizadas, os resultados e as dificuldades que encontraste, as questões que o trabalho suscitou. Um relatório que se limite a descrever as actividades desenvolvidas é pobre: é a reflexão sobre as dificuldades que sentiste, a forma como as ultrapassaste, o modo como interagiste com os teus colegas e com outras pessoas com quem colaboraste que torna o teu relatório um documento único, por reflectir a tua experiência pessoal. Mostra como organizaste e desenvolveste o tra­balho e a tua contribuição para o grupo: integra, portanto, uma aprecia­ção autocrítica do teu trabalho.
Deves incluir uma conclusão onde registes comentários finais, observa­ções, críticas e um balanço genérico da actividade ou do trabalho objecto do relatório.


No teu texto, há alguns aspectos éticos que deves respeitar:
● só citar documentos efectivamente consultados;
● citar as fontes a que recorreste, registando todos os dados que permi­tam a sua identificação;
● ser rigoroso no registo dos dados e nos contactos que mantiveste;
● ser autêntico na descrição das tuas experiências e na análise crítica que produzas.

Anexos
Nos anexos, deves integrar os documentos, gráficos, legislação, imagens, conforme o caso. Estes materiais devem ser numerados. A paginação deve continuar a do texto principal. Deves incluir também a bibliografia, respei­tando as regras que já analisámos.


Redacção e apresentação gráfica
No teu relatório, a forma como rediges tem muita importância. Assim:
● procura apresentar as tuas ideias de forma estruturada, com clareza e rigor;
● as frases e os parágrafos não devem ser extensos;
● a expressão deve ser correcta e clara. Procura fazer várias revisões para evitares erros ou frases mal construídas;
● podes utilizar a primeira pessoa do singular ou a primeira do plural.

A apresentação gráfica do relatório é também relevante, devendo-se pautar pela discrição e pela regularidade. Apresentamos-te algumas sugestões:
● tipo de letra: Times New Roman, Arial Narrow. Podes escolher outra fonte, desde que seja discreta e bem legível;
● tamanho: os textos devem ter o tamanho 12; as notas de rodapé devem ser escritas em tamanho 8;
● os títulos devem ser escritos a bold (negrito) hierarquizados, isto é, usando diferentes tamanhos para os títulos e subtítulos;
● espaçamento – 1,5;
● tipo de papel: A4 branco.

É importante referir que o professor pode solicitar um relatório manus­crito, produzido no contexto de uma aula. Neste caso, a ortografia, a legi­bilidade do texto e a apresentação são factores de avaliação.

Avaliação do relatório
O Professor esclarecerá os critérios que terá em conta na avaliação. Contudo, há alguns aspectos que são comuns à avaliação dos relatórios:
● a organização do trabalho;
● a descrição ordenada dos procedimentos;
● a justificação das opções tomadas;
● a organização das ideias e dos raciocínios;
● a clareza e correcção da linguagem utilizada;
● a criatividade.

A título de exemplo, apresentamos dois modelos de relatórios.


RELATÓRIO DO 1º PERÍODO

O relatório que tens de apresentar para Área de Projecto é o primeiro, do ponto de vista formal. Informalmente, em diálogo com o professor ou com os teus colegas de grupo ou de turma, já produziste muitos relatórios informais. Reconheces afirmações como: “Já percebo melhor o que se pre­tende com Área de Projecto. ", "Não sabia que as consequências das faltas em AP eram tão graves. ", "Estou com dificuldades em sintetizar as notícias que recolhi. ", "Tenho tido problemas em aceder ao site da instituição X"., "Não pensava que fazer um inquérito era tão difícil"., "O tema que o meu grupo está a desenvolver dá mais trabalho do que imaginávamos.", 'Já sou capaz de organizar melhor as informações que recolho. ", "O meu grupo está a ganhar ritmo no trabalho e a comunicar melhor. ", A utiliza­ção do e-mail tem facilitado a troca de ideias entre nós. ", "Tenho tantas ideias para o projecto que tenho dificuldade em fazer a selecção. ", etc.

Estas e muitas outras reflexões estão registadas, com certeza, no teu diá­rio de bordo.

Tendo em conta o que acabámos de dizer e a orientação que tem sido desenvolvida na turma, propõe-se que elabores o teu relatório tendo em conta os seguintes itens:

1 . Analisar as expectativas em relação à AP.
2. Reflectir sobre as mudanças que esta área exige e os desafios que coloca.
3. Analisar as actividades que desenvolveste no âmbito das técnicas de investigação e das suas aplicações. Reflectir sobre as aprendizagens que fizeste.
4 . Descrever a forma como o tema foi escolhido e a sua relação com os teus interesses, as tuas opções vocacionais e profissionais.
5 . A experiência do trabalho de grupo.
6 . Planificação do projecto.
7 . Perspectivas de trabalho.


O registo das dificuldades sentidas e a forma de as superar

Para elaborares o relatório irás recorrer aos diários de bordo, ao teu portefólio/ dossier individual de projecto, onde tens os materiais orga­nizados, aos registos pessoais que foste fazendo, à planificação das tarefas, etc.


RELATÓRIO INDIVIDUAL FINAL

Na fase final do desenvolvimento do projecto tens de apresentar um balanço do teu trabalho individual no grupo de trabalho. Pretende-se que faças uma reflexão crítica do desenvolvimento do processo que conduziu à apresentação do produto final. Apresentam-se alguns itens que te podem orientar na elaboração deste documento: Introdução, Desenvolvi­mento e Avaliação.

1. Introdução
Começa o relatório por contextualizar o teu trabalho individual no tra­balho do grupo.

2. Desenvolvimento
● Descreve as actividades que realizaste no âmbito da investigação que foi feita ao longo do ano. Sem entrares em pormenores pouco rele­vantes para se compreender a tua actividade, deves, contudo, referen­ciar os objectivos das pesquisas, quando e onde as concretizaste e as razões das opções feitas.
● Identifica e descreve os obstáculos e dificuldades com que te depa­raste e as formas de as superar. Podes referir o efeito das várias refor­mulações ao projecto.
● Identificas as aprendizagens feitas.
● Regista de que modo o desenvolvimento do projecto em particular e da frequência da Área de Projecto te permitiram o desenvolvimento de competências que pensas venham a ser úteis na tua vida acadé­mica, profissional e pessoal.

É importante que reflictas nos teus registos a tua perspectiva pessoal.
Uma mais-valia de um relatório é, para além de ser fiável, reflectir a impressão personalizada do seu autor.

3. Avaliação
● Faz uma auto-avaliação do teu trabalho individual, justificando.
● Faz uma avaliação do projecto, referindo o que consideras os aspec­tos positivos e os aspectos negativos.

DIÁRIO DE BORDO

COMO SE FAZ UM DIÁRIO DE BORDO

O diário de bordo é um meio de os alunos registarem as suas activida­des, reflexões, os seus comentários sobre o modo como o trabalho que desenvolvem em grupo ou individualmente se processa. É uma forma pri­vilegiada de o seu autor descrever e reflectir sobre os problemas que vão surgindo, os obstáculos que decorrem do desenvolvimento do trabalho e da forma de os superar. O registo escrito permite criar o hábito de pensar as práticas, de se pensar a própria aprendizagem.
Descrever e reflectir sobre o trabalho, as actividades.

O que se regista no diário de bordo?
Sendo o diário de bordo o relato de uma actividade, de uma sessão de trabalho, pode-se afirmar que é um instrumento de registo diário (daí a sua designação!). Deves anotar o local onde decorreu a actividade, a data, a hora do início e fim da tarefa, descreveres o que fizeste individualmente ou em grupo. O registo tem de terminar com uma avaliação, uma refle­xão sobre o modo como decorreu a tarefa, o seu efeito no processo de trabalho, as consequências futuras, etc.
Se, por exemplo, fores fazer uma consulta à biblioteca registas: o local, dia, hora, o livro (ou outro material) que consultaste, o resultado da pesquisa e a forma de registo. Terminas a entrada no diário de bordo com o balanço da tarefa dando uma reflexão crítica.
Para se fazer um registo não é necessário que a actividade seja bem­-sucedida: por exemplo, diriges-te a uma instituição para recolheres material e não conseguiste: deves fazer este registo e escreveres as tuas conclusões sobre o sucedido. No diário de bordo podes também registar as questões que queres colocar ao teu professor, reflexões sobre a forma como o teu grupo está a trabalhar. Podem ser dadas indicações adicio­nais no contexto da tua turma, do projecto que estás a desenvolver.
Não há um formulário específico para fazeres o registo. Deves usar, contudo, um formulário simples que te ajudará a organizar o diário de bordo que irá fazer pa1te integrante do teu portefólio.

Vantagens do diário de bordo
As vantagens do diário de bordo são várias, o que justifica a sua utiliza­ção por muitos professores de outras disciplinas. Vamos apenas referir algumas delas:
● documentas o teu trabalho: o diário de bordo é um dos testemunhos das actividades que desenvolves;
● organizas as tuas reflexões pessoais sobre as iniciativas, sobre o teu trabalho;
● ajuda-te a fazer a auto-avaliação ao longo do desenvolvimento do projecto;
● promove hábitos de reflexão crítica e de escrita;
● dá ao professor uma perspectiva do trabalho que desenvolves, da tua aprendizagem, torna-o um bom instrumento de avaliação.

Um bom registo
Pode-se perguntar: o que é um bom registo de um diário de bordo? É o registo que:
● faz uma descrição rigorosa da actividade;
● respeita as referências requeridas: dia, hora, local, recursos;
● centra a descrição nos seus aspectos essenciais;
● inclui uma reflexão crítica e comentários significativos.
É importante a apresentação e a forma como está redigido. O cumpri­mento de prazos e o número de entradas são factores de valorização.

13/08/2009

A BIOGRAFIA

FAZER UMA BIOGRAFIA
Regras a seguir:
1ª FASE :
Seleccionar a personalidade da História a biografar;
Pesquisar elementos sobre o (a) biografado (no manual, em livros de História,
nomeadamente outras biografias, em Memórias, Discursos, enciclopédias, CD-ROM,
videogramas e na Internet).
Construir uma cronologia:
- factos da vida e obra da personalidade em causa;
Colocar questões orientadoras. Exemplos:
- Como qualificar a personalidade do(a) biografado (a)? Que teve ele(a) de interessante ou
de menos digno?
- Que acontecimentos moldaram o seu carácter, a sua ideologia e a sua acção?
- Com que obstáculos se defrontou essa pessoa na vida? Como os ultrapassou?
-Que efeitos teve o(a) biografado(o) a nível local, regional, nacional ou mundial? O mundo
ficaria melhor ou pior se ele(a) não tivesse vivido? Como e porquê?
Optar por elaborar uma biografia cronológica ou temática:
- No primeiro caso seguir a vida e obra ao longo do tempo;
- No segundo, debruçar-se sobre um ou mais aspectos relevantes da acção do(a)
biografado(a).
2ªFASE:
Redigir a biografia. Dela deve constar:
- Apresentação da figura histórica (data e local de nascimento e morte; origem familiar,
estudos; profissão; vida afectiva);
- análise, mais ou menos desenvolvida, da sua vida e obra (caráter, episódios relevantes
da vida; factores que os condicionara);
-conclusão (importância histórica da pessoa biografada.
MUITO IMPORTANTE!
Evitar desenvolver a época em que viveu a figura biografada. Esta é que constitui o
assunto central do trabalho.
Procurar ser objectivo, sem que o trabalho se resuma a um suceder de factos. A sua leitura
deve resultar o mais agradável possível.
Recorrer a ilustração, se entender necessário.

COMO FAZER UMA SIMPLES BIOGRAFIA

Uma biografia é o relato dos feitos mais relevantes da vida de uma pessoa.

Que tenho de fazer?

1º Escolher alguém que se tenha distinguido: um escritor, um artista, um cantor, um desportista, …

2º Recolher informação sobre a pessoa sobre quem quero fazer a biografia:
- entrevistas dadas pelo próprio ou por quem o conheça
- consulta de jornais, revistas ou outras publicações

3º Registar a informação:
- data e local de nascimento
- percurso académico e profissional
- obras publicadas
- colaborações
- gostos e interesses

4º Fazer o relato: redigir o texto onde são descritos os factos mais importantes relativos à vida dessa pessoa e que tenham interesse social. A descrição dos factos deve ser feita com o máximo rigor.

PORTEFÓLIO

COMO SE FAZ UM PORTEFÓLlO

Em AP e HISTÓRIA, o portefólio é constituído pelo conjunto dos trabalhos produzi­dos ao longo do desenvolvimento do projecto. Permite seguir o modo como vais construindo, com os outros, o projecto e reflectir o teu contri­buto pessoal. Implica organização, planeamento e contextualização dos materiais que reflectem a prática do teu trabalho
O portefólio concretiza-se numa pasta, num dossier de argolas, que inte­gra o material recolhido e produzido. Pode também ser apresentado em suporte digital (por exemplo, CD ou BLOGUE). Permite a compreensão detalhada das várias componentes do processo de trabalho constituindo um importante meio de avaliação.
O portefólio é um registo global de um percurso, de um processo pessoal de aprendizagem, sendo portanto único. É um instrumento de trabalho em constante reformulação.

O que constitui o portefólio
Não é possível fazer uma listagem exaustiva dos materiais que consti­tuem o portefólio porque este tem de reflectir o projecto, o trabalho con­creto que está a ser desenvolvido. Contudo, a listagem que se segue é um indicador do que pode fazer parte de um portefólio:
● documentos que são os produtos das investigações levadas a cabo e que podem ter várias origens: entrevistas, questionários, pesquisas bibliográficas, etc. Este material deve ser acompanhado por uma fun­damentação rigorosa;
• diários de bordo;
• comentários e reflexões críticas;
● relatórios de actividades e relatórios individuais de desenvolvimento;
● sínteses, fichas de leitura e de análise de filmes;
● mapas conceptuais;
● levantamento de problemas;
● grelhas de observação;
● glossário;
● fotografias e outras produções gráficas;
● bibliografia e outros recursos;

● comentários produzidos por outras pessoas;
● auto-avaliação e heteroavaliação.
O portefólio constrói-se ao longo do ano:
Reflecte a evolução do trabalho.

Todos os materiais que reflictam o teu percurso pessoal de trabalho no desenvolvimento do projecto devem ser integrados no teu portefólio.
Contudo, o portefólio não é uma acumulação mais ou menos volumosa de materiais. Se o fosse, confundia-se com um dossier. Mais à frente, esclare­cemos a distinção entre portefólio e dossier.
O portefólio está em constante actualização.

Características de um portefólio
Que características devem ter os matérias seleccionados? Vamos apre­sentar algumas delas:
● oportunidade/significado - no portefólio não se reúnem todos os materiais produzidos ou recolhidos. Tem de haver uma selecção, integrando aqueles que sejam significativos e adequados ao pro­cesso de desenvolvimento do trabalho. Isso não significa que não se incluam materiais que reconheces que não foram úteis para o trabalho. Nesse caso, justificas o motivo da sua exploração e poste­rior exclusão;
● diversidade - o portefólio, para além de reflectir as diferentes fases da investigação e produção do projecto, traduz o recurso a várias fontes e pontos de vista. A lista que registámos no ponto anterior manifesta a diversidade;
● organização - enquanto que um dossier é uma colecção de documen­tos, o portefólio implica organização que se reflecte na integração dos documentos de modo regular e planificado. Seleccionados, tendo em conta os objectivos e o percurso de trabalho, os documentos devem ser datados e devidamente contextualizados;
● criatividade - a apresentação de soluções originais é um elemento de valorização de um portefólio;
● fundamentação - as opções tomadas devem ser fundamentadas, isto é, apresentam a justificação. A escolha dos documentos seleccionados deve ser também justificada;
● reflexão - esta será uma das mais importantes componentes do por­tefólio dado que deve acompanhar os trabalhos ou realizações pro­duzidas pelo seu autor. É a reflexão que está na base da selecção dos materiais. É pela reflexão que o aluno toma consciência dos seus progressos: distingue a forma como uma mesma actividade é encarada, por exemplo, por diferentes elementos do grupo que desenvolveram a mesma tarefa. O portefólio deve reflectir a identi­dade do seu autor.
Construído ao longo do ano, acompanhando a evolução do trabalho, vai assumindo diferentes versões. Por exemplo, no final do ano já integra a descrição do produto final, a avaliação da sua apresentação pública, o relatório do produto, etc. O portefólio cresce e evolui com o projecto.

Como organizar o portefólio
Como já afirmámos, o portefólio não é uma colecção, uma acumulação de materiais. Na base da concepção do portefólio está a planificação, a selecção e a organização do material. Estas características devem manifes­tar-se na forma como o organizas.
Seguem-se algumas sugestões para a organização do portefólio:
● folha de rosto com identificação;
● inclusão de um índice ou sumário;
● apresentação/justificação do projecto;
● organização em partes que revelem uma estrutura adequada;
● inclusão de separadores claramente identificados.

Deves ter muita atenção ao aspecto gráfico, que deve ser cuidado e motivador da sua consulta. Podes seguir algumas das instruções que já te demos sobre a apresentação gráfica quando abordámos o relatório.
Para poderes auto-avaliar o teu portefólio, apresenta-se uma lista simples de verificação que te permitirá aferir alguns aspectos do teu produto:

TRABALHO DE GRUPO

ELEMENTOS 3 ou 4
1. COMO SE FAZ UM TRABALHO DE GRUPO
Grande parte da actividade que desenvolves em AP decorre em trabalho de grupo. Esta circunstância deve-se ao facto de o trabalho de grupo pro­mover um conjunto de competências que vais necessitar na tua vida aca­démica e profissional futuras.
De facto, a complexidade da vida contemporânea nas suas diferentes vertentes exige o trabalho de equipa que envolve formas particulares de trabalhar. Ao longo da tua vida escolar já desenvolveste muitas activida­des em grupo. Contudo, faz sentido abordar alguns aspectos desta forma de trabalhar: estás no 9º ano, preparas-te para novas realidades, o que implica que desenvolvas o trabalho em grupo de uma forma pensada e crítica.

De entre as muitas vantagens do trabalho de grupo, que justificam o recurso a esta forma de trabalhar, destacaremos algumas competências que promovem:
● a cooperação entre os seus membros;
● a discussão de ideias e a reflexão sobre as questões;
● aperfeiçoamento de técnicas de comunicação;
● a organização do trabalho.
Um bom grupo de trabalhoUm bom grupo de trabalho tem de ter duas condições essenciais: ter objectivos claros e desejar ser bem-sucedido. Contrariamente ao que vul­garmente se pensa, a heterogeneidade e a diferença dos membros que constituem um grupo são factores que promovem um trabalho mais pro­dutivo e que favorecem a solidariedade entre os seus membros. Muitas vezes um grupo falha nos seus objectivos e a qualidade de trabalho fica aquém das expectativas porque o grupo é constituído por um conjunto de pessoas que partilham dos mesmos pontos de vista ou que estão liga­das fundamentalmente por questões de amizade.
A heterogeneidade do grupo é uma vantagem

Contudo, para que um grupo funcione e o trabalho renda, há um con­junto de regras que devem ser respeitadas:
● os elementos que o compõem devem procurar tomar decisões por unanimidade;
● cada elemento tem de ter a disponibilidade para fazer concessões;
● nenhum membro deve impor a sua opinião ou perspectiva;
● deve-se encarar a crítica como um factor de promoção da qualidade do trabalho;
● o conflito é inerente ao trabalho de grupo devendo ser visto como normal no processo de trabalho e como um factor de crescimento colectivo e individual;
● todos os membros têm de trabalhar: se um membro não trabalha, o rendimento do grupo está comprometido e as relações entram em crise;
● os elementos do grupo fazem a avaliação dos resultados do trabalho bem como da participação de cada um: fazem a auto e heteroavaliação.

Como trabalhar
Para que uma sessão de trabalho renda, é preciso que todos os seus membros:
● saibam claramente sobre o que se vai trabalhar;
● cheguem a acordo sobre os limites do tema ou subtema que estão a desenvolver;
● definam prioridades e objectivos parcelares a atingir em cada etapa de trabalho;
● partilhem a informação e os recursos;
● registem as ideias, decisões e planos;
● fixem prazos;
● distribuam as tarefas e designem os responsáveis;
● percebam e respeitem a distribuição das tarefas;
● identifiquem os meios e recursos necessários para o desenvolvimento do trabalho;
● cheguem a conclusões;
● sejam disciplinados e responsáveis;
● tenham confiança e sejam solidários entre si.

Problemas no grupo
A diversidade e heterogeneidade inerente a um bom grupo de traba­lho geram conflitos: de opiniões, de perspectivas, de formas de actua­ção. Contudo, não são os conflitos que têm esta origem que podem pôr em causa o trabalho de grupo. Já afirmámos que até são condição do desenvolvimento de um trabalho produtivo e de qualidade. Há, no entanto, problemas que podem comprometer o rendimento de uma equipa. Os principais problemas que podem surgir num grupo de tra­balho são:
● o desinteresse de um ou vários membros;
● os conflitos de liderança;
● a falta de lealdade;
● as dificuldades na aplicação do plano de trabalho.
Se o grupo em que estás integrado vive alguns destes problemas, parti­lhem-nos com o professor. Um elemento experiente e externo ao grupo pode ajudar a superar a crise experimentada.
A avaliaçãoJá vimos que a avaliação do trabalho produzido, a auto-avaliação e heteroavaliação, são inerentes ao trabalho de grupo: é este processo que ajuda a que o trabalho avance de forma mais positiva e rentável. Transcreve-se uma ficha de avaliação do trabalho no grupo para que possas compreender melhor o que te é solicitado quando trabalhas de forma cooperativa. Os diferentes níveis de avaliação e os respectivos descritores ajudam a situares a tua prestação enquanto elemento de um grupo. Discute em grupo os critérios e procura situar-te.

01/08/2009

PINTOR: EDVARD MUNCH: EXPRESSIONISMO


Você sabe quem foi Edvard Munch?
Munch em 1921

Se algum dia você pensar em estudar a história da arte, provavelmente irá se deparar com o Edvard Munch. É que esse norueguês foi um pintor super importante.

Munch nasceu em 1863 em uma cidade chamada na época de Kristiania. Hoje ela é Oslo, capital da Noruega! A cidade foi renomeada em 1924. Pois então, a vida dele não foi nada fácil: sua mãe morreu de tuberculose quando ele tinha apenas 5 aninhos (em 1868) e, desde então, Munch foi criado pelo pai - que tinha problemas mentais...

Em 1881, Munch iniciou seus estudos na Royal School of Design, lá em Kristiania mesmo. E em 1892 arrumou suas malas rumo à Alemanha: ficou lá até 1908.

Munch teve muitos problemas psicológicos por tudo o que aconteceu em sua família, e nem é preciso dizer que toda essa preocupação foi retratada de alguma forma em suas obras, né? Que tal conhecer a mais famosa de todas elas?
O grito

Está vendo esse quadro de um homem gritando com as mãos na orelha.
Munch costumava pintar a mesma tela muitas, muitas e muitas vezes... Só para se ter uma idéia, ele fez 50 versões do quadro "O Grito" até achar que estava bom!

Sentimentos como a dor, a angústia e a dificuldade de viver são expressos nessa super obra de arte que, de tão valiosa, foi roubada da Galeria Nacional de Oslo em fevereiro de 1994! Mas, calma: três meses depois, os noruegueses conseguiram recuperá-la com apenas um arranhãozinho!

Depois desse susto, a vigilância ficou mais esperta e o quadro não sai mais de lá!

Os trabalhos de Munch influenciaram um dos movimentos artísticos mais importantes do século XX. Quer saber qual?

Expressão do quê?

Munch é considerado um dos pais do expressionismo com toda a razão: é que esse movimento se caracterizava por distorcer e exagerar na representação de alguém ou alguma coisa por meio da "expressão" dos sentimentos.

Este movimento dominou a arte alemã entre 1905 e 1930.

15/05/2009

COMO ANALISAR UMA OBRA DE ARTE

ANALISAR UMA OBRA DE ARTE

· Analisar uma obra de Arte
· Analisar uma obra como um documento que se inscreve no contexto de uma época
· Exprimir um comentário pessoal sobre uma obra de arte


Uma obra de arte, qualquer que seja a sua forma, é simultaneamente:
Þ Um testemunho do sentido do belo do seu criador
Þ Um documento histórico
Þ Um diálogo, afectivo ou intelectual, entre a obra de arte e o seu espectador, no caso das artes visuais

Uma obra de arte pode ser analisada de várias formas(esta é uma proposta, podendo haver outras) e pretende sempre alcançar os seguintes objectivos:
Þ Ajudar a apreender as técnicas utilizadas pelo autor para transmitir a sua mensagem
Þ Mostrar como a obra de arte é a expressão de um dado contexto histórico
Þ Sensibilizar para a fruição dos valores estéticos

Como analisar uma pintura

Deve ter-se sempre em conta certos dados técnicos que diferem de época para época, ou de autor para autor

1. Observar atentamente as informações dadas na legenda da obra : autor ; título ; data da execução; suporte ; dimensões; lugar de conservação

2. Obter dados sobre o autor : data e lugar de nascimento e morte ; origem social ; anos e lugares de formação; idade aquando da realização da obra; outras obras suas

3. Reconhecer o tipo de assunto representado : cena religiosa ; histórica ; mitológica; alegoria ; retrato ; paisagem ...
(se e quando apareceu ao público ; acolhimento...)

4. Analisar o assunto propriamente dito : descrever o que está representado ; lugares ; enquadramento da cena; personagens; acção das personagens ; objectos..

Deve tentar perceber-se porque é que o autor pintou um quadro com aquelas dimensões e não outras, proceder à análise da cena, do enquadramento desta, dos móveis, dos objectos representados, da paisagem, da posição das personagens, identificando-as, como estão vestidas, em que atitude se encontram , etc.

Análise plástica /A técnica pictural

A composição __ Quais são as linhas que organizam o quadro? Isto é, a organização das figuras segundo esquemas geométricos ou não, com eixos bem marcados ou não, segundo leis de perspectiva ou sem elas (como é criado o sentido de profundidade)
O desenho __ qual é a função da linha, a sua espessura e forma? Tem um papel fundamental ou acessório?
As cores __ Quais são as cores dominantes?, cores quentes ou frias?, fundamentais ou complementares?
A luz __ De onde vem a luz? Está repartida uniformemente? Qual é o seu efeito?
A técnica de pintura __ mancha larga, pontilhada, linear, sfumato, modelado
A matéria __ óleo, têmpera, etc


Deverá analisar se o olhar do espectador é atraído para algum ponto em especial e porquê ; o que se pretende traduzir com determinadas cores ; se o emprego de determinada técnica marca decididamente o estilo do autor; se o emprego de determinadas matérias representa um avanço em relação a outros, inserção ou não nas técnicas comuns, etc

Análise histórica

Porquê este tema ? Porquê esta técnica ? Porquê este estilo? Que efeito pretendeu produzir no público? Insere-se numa corrente artística ou rompe com as correntes dominantes?

A resposta a estas questões levará à descoberta de problemas relacionados com: tipos de encomendas , ideias perfilhadas pelo autor, mentalidade dominante ; tipo de materiais colocados à sua disposição, influências de outros artistas, etc

Fazer um comentário pessoal sobre a obra de arte

Comentar do ponto de vista pessoal uma obra de arte, é exprimir a sua adesão ou não, à obra, quer do ponto de vista intelectual, quer do ponto de vista afectivo, justificando a sua posição

Conclusão

Com as informações fornecidas pela análise do quadro poderá concluir do valor histórico do documento que analisou, isto é, de que modo é que ele serve ou não de testemunho da sua época, fornecendo elementos de índole económica, social, política, religiosa e artística.

PRESIDENTES PORTUGUESES

Ao lado da foto do presidente:Nome/Período de governação/Profissão, para além de ser político/Factos da presidência
Teófilo Braga
1910 – 1911
Escritor e professor
Presidente do Governo Provisório até à eleição de Manuel de Arriaga


1º PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Manuel de Arriaga
1911 – 1915
Escritor e advogado
Foi o primeiro Presidente.Eleito e mais tarde demitiu-se do cargo



Teófilo Braga
1915
Escritor e professor
Eleito e cumpriu o mandato até Bernardino Machado


Bernardino Machado
1915 - 1917
Professor
Eleito e deposto

Sidónio Pais
1918
Militar, professor e diplomata
Tomou o poder e foi assassinado


Canto e Castro
1918 - 1919
Almirante e governador ultramarino
Nomeado e mais tarde renunciou ao cargo


António José de Almeida
1919 - 1923
Médico e professor
Eleito

Manuel Teixeira Gomes
1923 - 1925
Escritor e diplomata
Eleito


Bernardino Machado
1925 - 1926
Professor
Eleito e deposto


Mendes Cabeçadas
1926
Militar
Nomeado e deposto

Gomes da Costa
1926
Militar
Nomeado e deposto

Óscar Carmona
1926 - 1928 (neste período acumulou com o cargo de chefe de ministério)
Militar
Nomeado


Óscar Carmona
1928 - 1951
Militar
Eleito(presidiu até à sua morte)


Craveiro Lopes
1951 - 1958
Militar
Eleito e terminou o mandato


Américo Tomás
1958 - 1974
Militar
Eleito, re-eleito e deposto


António de Spínola
1974
Militar
Nomeado e exilado


Costa Gomes
1974 - 1976
Militar
Nomeado e terminou o mandato


António Ramalho Eanes
1976 - 1986
Militar
Eleito, re-eleito e terminou o mandato


Mário Soares
1986 - 1996
Advogado
Eleito, re-eleito e terminou o mandato


Jorge Sampaio
1996 - 2006
Advogado
Eleito, re-eleito e terminou o mandato


Aníbal Cavaco Silva
2006 -
Economista
Eleito...

RECURSO DIDÁTICO: CARTAZ/MURAL

CARTAZ/MURAL DIDÁCTICO
É um dos mais populares meios didácticos usados na escola
Depois de teres feito uma pesquisa sobre um determinado tema, podes elaborar um cartaz. O cartaz é uma forma de transmitir uma mensagem a muitas pessoas, por isso deve seguir determinadas regras.
Todo o cartaz ou mural deve ser atraente, simples e funcional.
REGRAS:
. Faz uma pequena margem no cartaz;
.Inclui apenas um assunto por cartaz;
.Faz um esboço prévio, num papel de rascunho, antes de o passares definitivamente;
.Estuda bem o texto e as imagens que queres inserir;
.Utiliza linhas-guia para colocares o título;
.A cor das letras do título devem ser grossas, pintadas a cheio e de preferência da mesma cor;
.O tamanho das letras deve diminuir, consoante se trate de título, texto ou legenda;
.O texto deve ser breve e ter letras bem legíveis, pode ser colocado em baixo ou ao lado da imagem;
.As imagens devem ser grandes, sugestivas, ocupar mais espaço que o texto e contrastar com a cor-base da cartolina
a)Tema- O assunto ou título deve destacar-se do conjunto ilustrativo.
b)Ilustração- deve ser quase auto-explicativa, pelo que exige uma atenta e paciente busca de figuras, desde a fotografia ao gráfico e/ou mapa ao desenho.
c)Cor- utiliza cores vivas e contrastantes, no máximo de três, não contando com a de fundo.
d) Disposição dos elementos- deves distribuí-los no espaço disponível de forma agradável
e)Texto- a mensagem deve utilizar palavras breves, simples e, também com grande expressividade.
VANTAGENS
.Informa
.Cria áreas de interesse
.Forma opiniões
.Estimula o pensamento
.Dinamiza a actividade escolar
.Usa mapas, gráficos, ilustrações

Lista de verificação
Avaliação do cartaz
SIM NÃO
1. O Cartaz vê-se ao longe
2. Colocamos uma pequena margem no cartaz?
3. Contem letras grandes e grossas de modo a ser facilmente lido por quem passa?4. A imagem está de acordo com o texto?
5. O espaço foi bem aproveitado
6. Procurámos que o conjunto fosse atractivo e de fácil leitura?
7. Verificámos e corrigimos os erros ortográficos e a construção frásica?
8. O texto tem frases imperativas ou informativas de modo a cativar quem lê?
9. Consegue-se identificar facilmente no cartaz a frase-chave?
10. Utilizámos cores vivas mas harmoniosas, na apresentação geral?
11. Gostámos do resultado final?

A TOPONÍMIA E O ESTUDO DA HISTÓRIA

"O estudo da toponímia permite localizar as actividades quotidianas boa parte das populações urbanas e compreender a evolução e o dinamismo económico das vilas e cidades. Com efeito, nas povoações antigas, a designação das ruas relacionava-se com as actividades económicas, sociais ou políticas e traduzia as formas comuns como os homens utilizavam e afeiçoavam os espaços.

Muitos dos topónimos tradicionais chegaram à actualidade ou, pelo menos, ao princípio do século, pelo que a sua localização em mapas, plantas ou gravuras antigas fornece informações sobre a evolução da vida urbana. As actividades artesanais dominantes davam o nome às respectivas artérias: rua dos sapateiros, das ferrarias, das tanoarias, dos ourives, dos pasteleiros, da alfaiataria, da forja, dos caldeireiros, dos oleiros, dos carpinteiros, etc., são topónimos frequentes a indicarem a distribuição dos principais ofícios urbanos. O comércio de maior importância é localizável, igualmente, através de designações toponímicas: rua dos mercadores, dos tendeiros, do açougueiro do pau, praça do peixe, indicam os espaços das trocas urbanas e ajudam a reconstituir a função comercial das povoações.Por outro lado, a importância de certos edifícios traduziu-se também na nomeação das ruas: da cadeia, do paço, da alfândega, do convento.

Ao mesmo tempo que algumas pessoas ou instituições relacionadas com a fé e as práticas religiosas mereceram consagração toponímica: é o caso, por exemplo, das ruas do cabido, dos clérigos, dos cónegos, etc. A problemática do abastecimento de água está também, geralmente, presente em topónimos como rua da fonte, do chafariz, ou do poço, enquanto a persistência de designações como rossio, campo, ou terreiro, conduz à compreensão do desenvolvimento das povoações, uma vez que, em tempos passados, estes espaços situavam-se invariavelmente nas periferias dos núcleos urbanos. A sua integração, hoje, na malha urbana das vilas e cidades permite determinar as direcções de crescimento das mesmas.Também nas periferias se situavam, tradicionalmente, as actividades menos limpas e mais incómodas para os moradores, como as olarias, o tratamento dos couros, os celeiros, os currais, e os moinhos e atafonas, pelo que os topónimos subsistentes conduzem à compreensão de alguns aspectos da evolução urbana.

O estudo da toponímia permite, pois, o reencontro com as cidades e vilas antigas, com paisagens e espaços desaparecidos e com as actividades que caracterizavam o quotidiano das populações, fornecendo igualmente elementos para a compreensão das linhas gerais da evolução económica e social das localidades.

"Fonte: MANIQUE, António Pedro; PROENÇA, Maria Cândida – Didáctica da História,
Texto Editora

04/05/2009

PARA UMA HISTÓRIA LOCAL

1. IntroduçãoO professor deverá sugerir e motivar os alunos para o estudo da história local, propondo-lhes trabalhos específicos para a descoberta da sua localidade ou região. Normalmente, os alunos ficam bastante entusiasmados com a ideia de ficarem a conhecer o passado da sua aldeia, vila, cidade ou região.2. Algumas sugestões para a realização deste trabalho:Os trabalhos poderão ser realizados em grupo ou individualmente. Esta pode ser uma actividade interdisciplinar que assim sendo tornar-se-á mais rica. O trabalho pode ter continuidade para o ano lectivo seguinte, com a mesma turma, ou com outra que virá enriquecer o que os outros já haviam começado. Por isso, o que se pretende pode não ser um trabalho acabado. Se possível, arranjar na Escola um local próprio onde se reúna os materiais que se refiram à localidade/região: postais, plantas, mapas, desenhos, fotografias, livros, gravações auditivas ou visuais, trabalhos escritos, maquetas, inquéritos, jornais, etc. Aí, seria o arquivo da história local/regional. 3. Algumas possíveis etapas para a realização do trabalho

  • Planificação do trabalho para a disciplina de História ou História e Geografia de Portugal, ou de um trabalho interdisciplinar, discriminando as várias actividades a realizar por cada disciplina envolvida no projecto.
  • A turma procede à pesquisa de materiais com a orientação do(s) professor(es): monografias, documentos escritos, cartas topográficas, imagens, inquéritos, jornais, mapas, plantas, fotografias, etc.
  • Organização de um arquivo do Meio Local/Regional, de modo a facilitar a consulta daquilo que este contém.
  • Exploração dos materiais encontrados e realização dos trabalhos: trabalhos escritos, maquetas, desenhos, mapas, vídeos, inquéritos, entrevistas, gráficos.
  • Possíveis visitas de estudo a locais desse meio local/regional: por exemplo a ruínas romanas, estações arqueológicas, monumentos, fábricas, arquivos históricos, bibliotecas, fazer percursos históricos de uma campanha militar, da visita de um monarca à região, de peregrinações, etc.
  • No final do ano lectivo, a turma pode realizar uma exposição na Escola, aberta à comunidade envolvente, com todos os trabalhos feitos sobre o Meio Local/Regional.
  • No ano lectivo seguinte, deve ser dado ao projecto continuidade.

27/04/2009

VISITA DE ESTUDO

Algumas sugestões didácticas para a realização de visita de estudo:

1 - Para uma visita de estudo obter sucesso é necessário ter em conta alguns princípios gerais. Esses princípios devem ser adaptados às características específicas de diferentes aspectos:

  • a turma;
  • grau de ensino;
  • nível etário dos alunos.

2 - Uma visita de estudo pode ter diversas funções:

  • motivação da turma para uma determinada matéria;
  • conclusão ou síntese final de um estudo;
  • estudo de um assunto através da observação dos elementos durante a visita de estudo.

3 - A visita de estudo deve passar por três etapas:

  1. - Preparação da visita de estudo:
  • escolha do local a visitar;
  • data da realização da visita;
  • meios de transporte;
  • autorizações do Conselho Directivo da escola e dos encarregados de educação;
  • informação ao delegado de grupo da disciplina;
  • definição de objectivos desde o domínio cognitivo aos das capacidades e competências, valores e atitudes;
  • fornecimento de informação sobre o assunto aos alunos através de textos ou folhetos impressos sobre o local a visitar ou uma aula audio-visual que servirá de motivação para a visita de estudo;
  • tentar a multidisciplinariedade, se possível;
  • também, se possível, integrar esta actividade no estudo de um determinado tema do programa.
  1. - Realização da visita de estudo. Esta pode ser de dois tipos:
  • visita guiada - incide no processo de transmissão de saber. O professor ou o funcionário da instituição que visitámos é o guia da visita. Este tipo de visita deve ser feita com um número reduzido de alunos e ter uma duração curta. As explicações devem ser breves para os alunos poderem tirar notas sobre o assunto.
  • visita de descoberta - incide na actividade de descoberta do aluno, através de um método de estudo dirigido. Há uma actuação conjunta entre professor e alunos. Os alunos aprendem a observar e pensar sobre o que estão a estudar, guiados por um conjunto de questões que vão tentar dar-lhes resposta pela sua descoberta. No entanto, há, previamente, uma preparação da visita, pois o aluno não vai à descoberta sem qualquer esquema de apoio para o seu trabalho. Deve haver uma ficha de registo ou guia de observação para o aluno registar os dados.
  1. - Avaliação da visita de estudo

Na aula seguinte à realização da visita, os alunos apresentam um relatório ou um trabalho ilustrado que apresente em síntese as suas conclusões.

De seguida, deve haver uma reflexão conjunta entre professor e alunos sobre a visita, discutindo:

  • os conhecimentos adquiridos;
  • os aspectos positivos ou negativos da visita.

15/02/2009

COMO FAZER UMA DRAMATIZAÇÃO EM HISTÓRIA

A dramatização pode ser de dois tipos:

  • representações individuais ou de um número reduzido de alunos;
  • representações colectivas em que todos os alunos da turma participam.

A dramatização tem como base:

  • um tema, ou
  • um texto, que pode ser improvisado ou já previamente elaborado.

A representação cénica obedece a técnicas de dramatização. A sua realização obedece a diferentes etapas:

1ª ETAPA - Preparação da Representação

  1. O texto da dramatização

O texto pode ser de três tipos diferentes:

  1. um texto que já esteja previamente elaborado, podendo sofrer alguns cortes ou acrescentos;
  2. elaboração de um texto dramático pelos alunos a partir de conhecimentos já estudados. Para isso, deve ter em conta os seguintes momentos:
  • definição dos momentos que considera mais representativos da acção;
  • personagens - sua caracterização física e psicológica (é um dos aspectos mais importantes para a dramatização ter sucesso; se necessário podem mesmo exagerar as características para que elas sejam bem visíveis quando forem representadas, com a utilização, por exemplo, de adereços);
  • finalmente, a criação do texto.
  1. adaptação de um texto narrativo a um texto dramático. Esta tem de ter em conta os seguintes aspectos:
  • definição da existência ou não de um narrador;
  • distinção de personagens principais e secundárias;
  • transformação do discurso indirecto em discurso directo.
  1. Distribuição de papéis.
  2. Escolha e preparação de adereços para as personagens e para o espaço cénico.
  3. Organização do espaço onde vai ser feita a representação cénica. Este aspecto deve ser bem pensado, pois tem influência na maneira como se vai sentir a representação.

2ª ETAPA - Execução da dramatização

O ambiente de actores e observadores deve estar calmo e ordenado.

3ª ETAPA - Discussão sobre a dramatização

  • Avaliação do trabalho realizado, pela troca de opiniões entre os participantes, por exemplo, se foi fácil ou não representarem determinada personagem.
  • Os observadores devem fazer uma crítica construtiva do trabalho.

13/02/2009

O FILME HISTÓRICO

A utilização do filme histórico na aula pode ser um meio de motivar os alunos para um determinado assunto, ou uma forma de consolidar determinados conhecimentos já aprendidos na aula. O filme histórico pode ser um ponto de partida para trabalhos de pesquisa dos alunos, por exemplo, fazendo uma pesquisa de outros filmes sobre o mesmo assunto , ou sobre outras matérias do programa.
No entanto, a utilização do filme histórico na aula pressupõe um trabalho de análise do mesmo.Fases que se devem ter em conta na análise de um filme histórico:

1 - elaboração da ficha técnica do filme: título, realizador, ano de produção, actores;

2 - localização da acção no espaço e no tempo;

3 - identificação das personagens como figuras históricas;

4 - descrição do contexto: os meios de transporte, vestuário, mobiliário, arquitectura, linguagem, etc;

5 - resumo do filme, salientando os factos históricos, e sendo secundários os aspectos de pura ficção;

6 - comentário crítico ao filme: seus contributos para a aprendizagem do tema e eventuais erros ou imprecisões que o filme contenha.Também pode organizar debates subordinados ao tema que o filme retrata, interligando matéria programática e a fonte histórica que é o filme.

12/02/2009

TRABALHAR COM MAPAS

1. Introdução

A importância da exploração e construção de mapas na aula de História

Os mapas devem estar presentes na aula de História, pois sem eles a interacção dialéctica entre o Homem e o espaço perde significado. Há uma melhor compreensão do espaço onde decorrem os acontecimentos quando este se faz representar por mapas.

2. Classificação dos mapas

Podemos classificar mapas segundo dois princípios:

  • conforme os espaços que representam
  • conforme os conteúdos ou assuntos a que se referem

Isto significa que podemos ter vários mapas que representam o mesmo espaço, mas cada um deles nos dar informações diferentes sobre o que lá existe ou acontece.

Tipos de mapas:

  • Mapa-Mundo ou Planisfério - representa toda a Terra.
  • Mapa Geral - representa um ou mais continentes.
  • Mapa Particular - representa uma nação ou grande região. É útil para observar áreas com grande pormenor.
  • Mapa Físico - refere aspectos físicos, como relevo, hidrografia, clima, vegetação.
  • Mapa Humano - refere a densidade populacional, a separação dos países, o tipo de povoamento, a distribuição das raças de pessoas.
  • Mapa Económico - pode representar a distribuição e criação de animais, as culturas agrícolas, os recursos minerais ou piscatórios, as zonas industriais.

3. Exploração de Mapas - Elementos a ter em conta e sua etapas:

- 1ª Etapa - Observação do mapa

  • Título - indica-nos o conteúdo geral do mapa.
  • Escala - permite-nos comparar as distâncias do mapa com as distâncias reais.
  • Legenda - permite-nos fazer a leitura do mapa através de sinais (cores, símbolos).
  • Identificação das áreas geográficas - identificação de continentes, oceanos, países, localidades, rios, relevo, através da qual podemos relacionar os factos ou realidades históricas entre si e concluir sobre a importância de determinadas áreas geográficas.

- 2ª Etapa - Interpretação do mapa

Depois da identificação das áreas geográficas consegue-se compreender que estas têm a ver com o conteúdo indicado pelo título e perceber todas as informações que podemos retirar do mapa. Ainda compreender o significado dos sinais da legenda e perceber o modo como estão distribuídos no mapa ou as quantidades que querem representar.

- 3ª Etapa - Aquisição de novos saberes

Através do mapa o aluno pode tentar encontrar o motivo pelo qual as informações recolhidas acontecem naquele local ou que relação têm com outros conhecimentos que o aluno já possua desse mesmo local. Desta forma, o mapa pode ser um contributo para aquisição de novos saberes.

09/02/2009

ANÁLISE DE IMAGENS

A nossa actualidade vive na civilização da imagem, por isso, esta deve cada vez mais ser um recurso pedagógico. Para além disso, as imagens constituem uma das mais importantes fontes de informação histórica.Na leitura da imagem, o professor deve ser capaz de desenvolver no aluno:
enriquecimento de vocabulário;
espírito crítico;
desenvolver o gosto pela arte;
incentivar a sensibilidade, a educação estética, a criatividade.
Funções da imagem para a aula de História:
função motivadora;
função estética;
função ilustrativa;
função vicarial, permitindo explicar conteúdos de difícil entendimento apenas pela verbalização.
Etapas de análise da imagem:
1 - Impressão geral: a nível estético (o valor artístico da imagem); a nível pessoal (satisfação e prazer de quem observa).
2 - Localização da imagem: no tempo (obtida através da identificação do autor ou do acontecimento aí retratado) e no espaço.
3 - Observação dos pormenores (personagens, paisagem, vestuário, objectos, etc).
4 - Descrição e significado da imagem: leitura do que se observa, associando-a ao título ou legenda da gravura; descoberta do significado real ou simbólico da imagem, recordando conhecimentos anteriormente adquiridos.
5 - Análise dos elementos pictóricos - sobretudo para o caso da pintura, principalmente se estamos a estudar um tema de arte: as técnicas (brilho e luz, sobreposição das cores, materiais utilizados, etc); a forma (se esta se obtém através do predomínio da linha ou da cor e, dentro destas, se predomina a linha recta ou curva, as cores puras ou compostas, claras ou escuras); a luz e a cor ( os efeitos de sombra e de contra-luz, o jogo e gradação das cores).

01/10/2008

ANÁLISE DE DOCUMENTOS ESCRITOS

1. Vantagens da utilização do documento escrito na aula de História

  • ajuda o aluno a desenvolver o espírito de observação, estimula a pesquisa, desperta a curiosidade, fomenta a criatividade e fortalece o sentido crítico;
  • contribui para ultrapassar a tendência verbalista e predominantemente informativa do ensino;
  • ajuda o aluno a organizar-se.

2. Critérios para a escolha de documentos escritos:

  • de acordo com os objectivos de aprendizagem definidos;
  • tem de estar ligado aos conteúdos a estudar;
  • em função do nível etário dos alunos;
  • não ser muito longo, nem muito complexo;
  • deve ser um documento rico em informação.

O documento deve ser sempre fornecido ao aluno, ou através do seu manual, ou fotocopiado, ou ainda projectado.

3. Classificação dos documentos escritos didácticos

  • documento histórico - que pertence à própria época que se está a estudar.
  • documento historiográfico - que é de uma época posterior àquela que se está a estudar, mas que a ela se refere.

Por vezes, os documentos apresentam-se de difícil compreensão e quando assim acontece, muitas vezes, estes aparecem em versão adaptada. O documento escrito didáctico pode então ser uma reprodução do original ou ser sujeito a adaptações para se tornar mais acessível aos alunos.

Os documentos escritos históricos subdividem-se nos seguintes tipos:

  • documentos pontuais:
    objectivos - fontes jurídicas e administrativas
    subjectivos - fontes literárias e historiográficas
  • documentos seriais:
    objectivos - registos paroquiais, inquisições gerais, listas nominais, fontes fiscais.
    subjectivos - testamentos, imprensa, róis de confessados, cadernos de "agravos".

4. Etapas de análise dos documentos escritos

A metodologia do tratamento de um documento histórico ou historiográfico difere da utilizada na literatura.

1.ª etapa - Título - transmite-nos a ideia geral do documento e é normalmente atribuído pelos autores do manual.

2.ª etapa - Fonte - geralmente, indica o autor, título da obra de onde foi retirado e a data.

3.ª etapa - Classificação do documento - a natureza do documento se é histórico ou documento historiográfico.

4.ª etapa - Localização espacio-temporal - data em que o documento foi escrito e a sua localidade, normalmente, só aparece no conteúdo do texto, de forma indirecta.

5.ª etapa - Leitura do documento - durante a leitura do documento, o aluno deve sublinhar as palavras que não compreende e registar conceitos, nomes, datas e localidades que sobressaem do documento. De seguida, o professor deve esclarecer o significado das palavras ou expressões que o aluno desconhece.

6.ª etapa - Resumo do documento - levar os alunos a captar as ideias dominantes do texto; compreender a estrutura do texto e delimitar as suas partes.

7.ª etapa - Comentário - relacionar o texto com o conhecimento da época, dentro dos limites temáticos e cronológicos. Deverá ser claro e ordenado.
Alude-se, ainda, ao interesse e valor do documento. O professor deve ensinar o aluno a estar atento para procurar distinguir os factos ou acontecimentos referidos, das opiniões ou interpretações feitas pela pessoa que escreveu a informação, pois sobre o mesmo assunto ou acontecimento da mesma época podemos ter visões diferentes. As circunstâncias em que o documento foi escrito e as opiniões dos seus autores, podem influenciar a nossa interpretação da informação.
Desta forma, documento contribui para o alargamento dos conhecimentos históricos do aluno.

8.ª etapa - Crítica - questionar autenticidade e objectividade do documento, se possível, comparando com documentos análogos. O professor deve levar o aluno a ter uma atitude crítica perante aquilo que lê - verificar qual a origem da informação, pensar noutras possíveis opiniões, etc.

ANÁLISE DE GRÁFICOS

1. Os gráficos são muito utilizados na aula de História, sobretudo para a análise dos seguintes aspectos:

  • aspectos económicos (produções, preços, etc)
  • aspectos demográficos (taxa de mortalidade, taxa de natalidade, esperança de vida, etc)
  • aspectos climáticos (temperatura, pluviosidade, etc)

2. Vantagens da utilização de gráficos na aula de História

  • resumir muita informação em pouco espaço;
  • representar variações quantitativas ou qualitativas de um determinado elemento, as relações numéricas entre determinados fénomenos;
  • facilitar a compreensão e análise de fénomenos, por vezes, complexos de explicar;
  • permitir lançar algumas questões para provocar o debate na turma.

3. Tipos de gráficos

  • gráfico circular ou sectogramas - num círculo que representa 100% distinguem-se sectores, em que cada um deles representa uma das partes do elemento observado, uma proporção de cada parte em relação ao todo.
  • gráfico de barras - representações gráficas de rectângulos paralelos cuja altura ou comprimento representa a intensidade do elemento registado. É um gráfico de fácil observação e permite uma rápida comparação entre as quantidades.
  • gráfico linear ou de pontos, poligonais - representa a evolução de uma quantidade através de uma linha quebrada. Permite verificar a tendência de um elemento registado (o seu aumento ou diminuição).

4. Elementos que um gráfico deve conter

  • título - dá a indicação do conteúdo do gráfico;
  • período cronológico a que se referem os dados do gráfico, no eixo das abcissas para um gráfico linear ou de pontos;
  • no caso de ser um gráfico de barras ou um gráfico linear ou de pontos, no eixo das ordenadas podem ser representadas diferentes variáveis (por exemplo, a população), tendo de indicar a respectiva unidade (centenas, milhares, milhões, etc).